Categoria: Cultura

  • Isso é o que o filme I Wanna Dance With Somebody não conta sobre a história de Whitney Houston

    Isso é o que o filme I Wanna Dance With Somebody não conta sobre a história de Whitney Houston

    Imagine uma voz que ecoa como um hino eterno, capaz de atravessar gerações e continentes, mas também de carregar as cicatrizes de uma vida vivida no limite.

    Whitney Houston, conhecida como “A Voz”, não foi apenas uma cantora; ela foi um furacão cultural que redefiniu o pop, o R&B e o gospel, vendendo mais de 220 milhões de discos no mundo todo e conquistando 415 prêmios – um recorde reconhecido pelo Guinness World Records em 2009 como a artista feminina mais premiada de todos os tempos.

    Seus hits, como “I Will Always Love You” e “I Wanna Dance with Somebody (Who Loves Me)”, não são só músicas; são trilhas sonoras de casamentos, festas e corações partidos há décadas.

    Nesta segunda-feira, 6 de outubro de 2025, a TV Globo traz essa história a partir das 23h30, na sessão Tela Quente, que exibe “I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston” (2022), dirigido por Kasi Lemmons e estrelado por Naomi Ackie.

    É uma cinebiografia autorizada que mergulha na ascensão meteórica da diva, com performances eletrizantes e uma trilha sonora que usa as gravações originais de Whitney para recriar momentos icônicos. Mas, como todo biopic, o filme é uma versão editada da realidade – um recorte que prioriza o brilho das luzes do palco, deixando sombras profundas na escuridão.

    O que I Wanna Dance With Somebody não conta? Os detalhes mais crus, os legados esquecidos e as controvérsias que moldaram Whitney além dos holofotes.

    Aqui, mergulhe por o que o público deixou de ver nas telas e os fãs registraram como desvios da cinebiografia da artista.

    História e bastidores do filme sobre Whitney Houston

    Lançado em dezembro de 2022 nos EUA e chegando aos cinemas brasileiros em janeiro de 2023, I Wanna Dance With Somebody é uma produção de US$ 45 milhões da TriStar Pictures, com roteiro de Anthony McCarten – o mesmo de Bohemian Rhapsody.

    Dirigido por Kasi Lemmons (de Harriet), o filme segue Whitney (Naomi Ackie) desde sua infância em Nova Jersey, passando pela descoberta por Clive Davis (Stanley Tucci), o romance com a assistente Robyn Crawford (Nafessa Williams), o casamento turbulento com Bobby Brown (Ashton Sanders) e o declínio nos anos 2000.

    Com 146 minutos de duração, se apresenta como um espetáculo visual e sonoro: Ackie dubla poucas cenas, mas o lip-sync com as faixas originais de Houston cria arrepios autênticos, como na recriação do hino “The Star-Spangled Banner” no Super Bowl de 1991.

    O elenco brilha: Tucci captura a astúcia paternal de Davis, enquanto Tamara Tunie, como a mãe Cissy Houston, transmite a rigidez amorosa de uma lenda do gospel.

    O filme arrecadou US$ 59,8 milhões nas bilheterias globais, mas dividiu a crítica – 43% de aprovação no Rotten Tomatoes, com elogios à performance de Ackie e críticas à estrutura “genérica” de biopic, que parece “uma entrada da Wikipedia em movimento”.

    O público brasileiro amou: no AdoroCinema, notas médias acima de 4 estrelas, com fãs destacando o “espetáculo emocional” das performances. Mas, como notou o Plano Crítico, “é menos biografia e mais ficção”, focando na ascensão e suavizando as quedas.

    Quem faz o papel de Whitney Houston no filme: Naomi Ackie
    Quem faz o papel de Whitney Houston no filme: Naomi Ackie

    O que é verdade ou ficção no filme sobre Whitney Houston

    O filme acerta em capturar o “boom” de Whitney nos anos 1980. Seu álbum de estreia, Whitney Houston (1985), vendeu 25 milhões de cópias e gerou três hits no topo da Billboard Hot 100 – um feito inédito para uma mulher.

    O segundo, Whitney (1987), quebrou recordes com sete singles consecutivos em #1, superando até os Beatles. E a trilha sonora inesquecível do filme “O Guarda-Costas” (1992), com 45 milhões de cópias, tornou-se o álbum mais vendido por uma mulher na história, impulsionado por “I Will Always Love You”, que ficou 14 semanas no topo e vendeu 24 milhões de singles.

    Mas um dos principais vetores o que o filme omite é o pioneirismo racial. Whitney foi a primeira artista negra a conquistar três álbuns certificados como diamante pela RIAA (equivalente a 10 milhões de vendas cada nos EUA). Ela quebrou barreiras na MTV, que na época era criticada por racismo – seu clipe de “How Will I Know” foi um dos primeiros de uma negra a rotacionar amplamente.

    O filme menciona vaias no Soul Train Awards de 1989 por ser “branca demais” para o público negro, mas não aprofunda como isso a marcou: Whitney defendeu-se em entrevistas reais, dizendo que sua música era para todos, não para “um gueto só”.

    A produção também não explora a carreira de modelo: aos 17, ela posou para Seventeen, Glamour e Cosmopolitan, abrindo portas para mulheres negras na moda anos antes de ser “descoberta” por Clive Davis em 1983.

    Outro vazio: sua produção cinematográfica. Whitney fundou a BrownHouse Productions em 1996 com Debra Martin Chase, produzindo A Proposta (1997, com Brandy Norwood, visto por 60 milhões) e O Diário da Princesa (2001, US$ 165 milhões em bilheteria). Esses sucessos a tornaram uma das primeiras mulheres negras a comandar blockbusters, mas o filme os resume a menções passageiras.

    A vida pessoal de Whitney Houston narrada pelo filme

    Aqui, o filme se destaca ao humanizar Whitney, mostrando seu romance com Robyn Crawford – confirmado no livro de memórias de Robyn, A Song for You (2019), como uma relação lésbica intensa nos anos 1980, terminada pela pressão da gravadora. Mas omite a profundidade: Robyn não era só amante; era confidente e diretora criativa até 2000, quando Whitney a demitiu em meio ao caos com Bobby Brown.

    O filme suaviza o casamento com Brown (1992-2007), mostrando brigas e infidelidades, mas não as denúncias reais de violência doméstica – em 2003, Bobby foi acusado de agredir Whitney, deixando marcas visíveis. Seu reality Being Bobby Brown (2005) expôs o vício do casal em crack e cocaína, mas Whitney recusou uma segunda temporada para proteger a imagem.

    Faltam, também, os laços familiares mais sombrios. Sua mãe, Cissy Houston, uma das vozes do gospel que foi backing-vocal de Elvis, foi rígida: Whitney cantava no coral da New Hope Baptist Church aos 5 anos, mas cresceu sob pressão para ser “perfeita”.

    O pai, John Houston, gerenciava sua carreira, mas foi acusado de má gestão financeira – em 2002, processou a filha por US$ 100 milhões em royalties não pagos, morrendo em 2003 sem reconciliação. E a infância? O filme pula os rumores de abuso sexual na família e a infidelidade da mãe, revelados no documentário Whitney (2018) por Kevin Macdonald. Whitney sofreu traumas que ecoaram em sua bissexualidade reprimida e inseguranças sexuais, influenciadas pela educação batista conservadora.

    Quanto à filha, Bobbi Kristina (1993-2015), o filme a mostra como criança, mas não sua trágica morte: aos 22, ela foi encontrada inconsciente na banheira – ecoando a de Whitney – e morreu em coma após overdose de drogas e álcool, herdando os demônios da mãe.

    “I Wanna Dance With Somebody”, o filme, toca no vício em drogas, mas de forma sutil – cenas de cocaína no final, sem o horror real. Whitney começou com maconha na adolescência, influenciada pelo irmão Michael, mas o as drogas mais pesadas, e suas combinações, vieram na época de “O Guarda-Costas”.

    Em 2002, na entrevista com Diane Sawyer, Whitney negou usar crack (“é whack”), mas admitiu cocaína e marijuana em 2009 para Oprah: “Eu fumava com Bobby porque ele fumava”.

    Internações em rehab (2005, 2011) não bastaram; diagnosticada com enfisema em 2011, perdeu muita potência na voz aos 42 anos devido ao abuso. O filme ignora incidentes como a prisão por posse de maconha em 2000 no Havaí (encerrada após avaliação) e a briga em 1991 com o irmão, acusados de assalto após racismo em um show.

    Sua filantropia, também, é subestimada: a artista fundou a Whitney Houston Foundation for Children em 1989, doando milhões para AIDS, educação e crianças carentes. Doou US$ 250 mil ao United Negro College Fund em 1988 e US$ 30 mil em um show para AIDS em Boston (1986).

    Whitney foi ativista anti-apartheid, performando para Nelson Mandela em 1994, e contra estigma LGBTQ+ em vigílias de 1991.

    Como Whitney Houston morreu e como é mostrado no filme

    Sua morte, em 11 de fevereiro de 2012, aos 48 anos, no Beverly Hilton (encontrada na banheira, afogamento acidental por cocaína e doença cardíaca), é o clímax do filme – mas omite o contexto: pré-Grammys, após uma vida de excessos.

    Seu funeral, com Stevie Wonder e Alicia Keys, teve 2 mil convidados; Bobbi Kristina, aos 18, cantou “I’m Every Woman”. Postumamente, Whitney rendeu US$ 30 milhões em 2023 (Forbes), com álbuns reentrando nas paradas e um dueto com Calum Scott em 2025.

    Assistir “I Wanna Dance With Somebody” na Tela Quente é reviver o êxtase de Whitney – a garota de Nova Jersey que conquistou o mundo. Mas a história real é mais rica em nuances: uma mulher negra que derrubou barreiras raciais e de gênero, mas pagou com a alma por uma fama voraz.

    O filme homenageia sua voz, mas não conta das cicatrizes que a moldaram – os abusos, as traições, o ativismo silenciado. Whitney não era só hits; era resiliência, dor e legado, todos embalados e canalizados na potência de sua voz icônica.

  • Som no teatro: projeto prepara dicionários inéditos de prática teatral

    Som no teatro: projeto prepara dicionários inéditos de prática teatral

    A Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade de São Paulo (USP) se uniram para criar o projeto “Dicionário Sonoridades da Cena: termos e conceitos”, que reúne atualmente 65 pesquisadores em torno de uma coleção de seis volumes a ser publicada em partes a partir de 2026.

    O objetivo da coleção é compilar um dicionário sobre os termos e conceitos do som na cena teatral.

    A iniciativa é coordenada por César Lignelli, professor da UnB, e por Rafaella Uhiara, pesquisadora responsável pelo projeto “Arquivos Sonoros de Teatro”, que é apoiado pela FAPESP e desenvolvido na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

    A coleção final contará com seis volumes: quatro deles dedicados a questões vocais, um voltado à música e à sonoplastia e outro focado em tecnologias e ofícios.

    Segundo Lignelli, a coleção não seguirá o modelo tradicional de dicionários, que se limitam a oferecer definições objetivas. A proposta é ir além: “O projeto se dedica a, sim, dar respostas rápidas, porque é um dicionário, mas não se contentar com elas”, explica o professor. A ideia é que os verbetes funcionem como pontos de partida para reflexões mais amplas, enriquecidas por indexações e articulações conceituais.

    O público-alvo da coleção inclui tanto profissionais acadêmicos quanto técnicos da prática teatral. “A ideia do dicionário era falar também das pessoas que não estão na academia, que a gente chama vulgarmente de ‘galera da graxa’, que são os técnicos de som, sonoplastas, o pessoal que mexe nos cabos, que microfona…”, destaca Lignelli.

    Como surgiu a iniciativa

    A ideia de compilar um dicionário sobre os termos e conceitos do som na cena teatral surgiu de demandas acadêmicas e profissionais que vinham sendo percebidas em pesquisas paralelas.

    Entre os eixos do projeto “Arquivos Sonoros de Teatro”, um dos principais trata justamente do vocabulário usado para descrever o som no teatro. “Recebemos esse material, mas como essas coisas se chamam? A gente não tem nem nome porque no meio do teatro as coisas não são exatamente nomeadas da mesma maneira por todo mundo”, diz Uhiara.

    Lignelli enfrentou a mesma inquietação e, em 2021, deu início ao projeto “Sonoridades da cena: termos e conceitos”. A proposta era organizar uma obra de referência, em formato de dicionário, sobre os diferentes aspectos da sonoridade na cena teatral.

    A motivação veio, em parte, de sua experiência como editor-chefe do periódico Voz e Cena, onde observou a falta de padronização nos conceitos utilizados pelos autores. “Nesses anos todos, notei que realmente achava que era muito importante ter algo mais concentrado no mesmo espaço, que dissesse respeito àquilo que a gente faz, que a gente pesquisa e que às vezes a gente denomina de formas muito malucas”, conta o professor da UnB.

    Termos técnicos e criativos para som no teatro

    O encontro entre os dois pesquisadores aconteceu em setembro de 2024, durante a reunião científica da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (Abrace).

    Embora com propósitos iniciais distintos — Uhiara voltada à consolidação de uma base de dados e Lignelli com uma abordagem mais pedagógica —, os dois pesquisadores encontraram um ponto de convergência: o interesse pelo vocabulário técnico e conceitual do som na cena teatral.

    O primeiro volume do Dicionário Sonoridades da Cena: termos e conceitos está previsto para janeiro de 2026, com os demais tomos sendo lançados até 2028. A equipe segue em negociação com uma editora universitária para viabilizar a publicação.

    Por Agência FAPESP, com informações da Agência Universitária de Notícias da USP.

  • A 100 Passos de um Sonho: comédia culinária emociona ao adaptar livro de sucesso

    A 100 Passos de um Sonho: comédia culinária emociona ao adaptar livro de sucesso

    Em um mundo onde as telas competem por atenção com narrativas rápidas e efeitos visuais bombásticos, o filme A 100 Passos de um Sonho (título original: The Hundred-Foot Journey, 2014) surge como um banquete para a alma.

    Dirigido pelo sueco Lasse Hallström – o mesmo nome por trás de Chocolat (2000) e Gilbert Grape – O Que Comeu o Mundo? (1993) –, este drama cômico é uma ode à fusão de culturas, à paixão pela cozinha e à resiliência humana.

    Lançado há mais de uma década, o filme é atração desta quinta-feira (25/9) na tela da Sessão da Tarde, na TV Globo, a partir das 15h25.

    A produção não só faturou mais de R$ 450 milhões em bilheteria global, como continua a ser um hit em plataformas de streaming, provando que histórias autênticas e saborosas transcendem o tempo.

    Se você vai buscar onde assistir ao filme A 100 Passos de um Sonho ou quer saber mais, prepare-se para mergulhar fundo no resumo da história, nos bastidores, nos segredos e nos sabores que fazem da produção uma experiência imperdível…

    Resumo do filme A 100 Passos de um Sonho

    Imagine uma família indiana, exilada de sua terra natal por uma tragédia, cruzando continentes em busca de um recomeço.

    É exatamente isso que move o filme A 100 Passos de um Sonho, filme de comédia inspiradora que transforma o exílio em celebração.

    No coração da história do filme está Hassan Kadam, um jovem de Mumbai com um dom inato para a culinária. Filho de Papa Kadam, Hassan cresce entre os aromas do restaurante familiar, mas um motim violento destrói tudo: o negócio, a casa e, tragicamente, a vida de sua mãe.

    A família Kadam foge para a Europa em uma van lotada de panelas, especiarias e sonhos. Após uma parada forçada em Saint-Antonin-Noble-Val, uma vila no sul da França, Papa avista uma casa abandonada à beira da estrada.

    É ali que ele decide plantar raízes, transformando o imóvel em “Maison Mumbai”, um restaurante indiano autêntico.

    Mas há um porém: exatamente 100 passos adiante (daí o título), ergue-se o “Le Saule Pleureur” (“O Salgueiro Chorado”), um restaurante francês de elite com uma estrela Michelin, comandado por Madame Mallory.

    O que começa como uma rivalidade feroz – vandalismos noturnos, críticas e uma guerra de aromas que divide a pacata vila – evolui para uma sinfonia de harmonias culturais.

    Hassan, atraído pela sous-chef Marguerite Faure, infiltra-se na cozinha de Madame Mallory, roubando receitas e segredos. Aos poucos, o talento de Hassan desperta não só o paladar da matriarca francesa, mas também uma amizade que transcende fronteiras.

    O filme, com suas duas horas de duração, é um mosaico de cenas gastronômicas hipnotizantes: do “sizzle” de uma omelete temperada com cúrcuma ao requinte de um boeuf bourguignon.

    Essa narrativa, adaptada do livro best-seller de mesmo nome, do autor Richard C. Morais e lançado em 2010, não é apenas sobre comida. Na mensagem do filme está a ideia de reinventar-se em terra estrangeira.

    Hallström, com sua câmera, captura o sul da França como um personagem vivo, enquanto a trilha sonora de A.R. Rahman (vencedor do Oscar por “Quem Quer Ser um Milionário”) mescla sitar indiano com acordeões franceses, criando melodias que grudam na memória como o filme, e uma boa comida.

    Produzido por pesos-pesados como Steven Spielberg (via Amblin Entertainment) e Oprah Winfrey (Harpo Films), o roteiro de Steven Knight (Eastern Promises) equilibra humor leve com toques de drama, evitando clichês pesados. É um filme que faz a boca salivar e o coração aquecer, perfeito para quem ama narrativas como Ratatouille ou O Chef em Família, mas com um viés mais humano e global.

    Elenco de A 100 Passos de um Sonho

    O que eleva A 100 Passos de um Sonho a um patamar de excelência é seu elenco, que mistura de veteranos e novatos que infundem vida real em cada personagem…

    • Helen Mirren como Madame Mallory: Uma respeitada e autoritária dona de um restaurante francês premiado com estrela Michelin, que inicialmente vê a família indiana como uma ameaça ao seu negócio tradicional;

    • Om Puri como Papa Kadam: O patriarca carismático e determinado da família Kadam, que decide abrir um restaurante indiano na França após uma tragédia em seu país natal, guiando seus filhos com otimismo e teimosia; o astro do cinema indiano faleceu em 2017;

    • Manish Dayal como Hassan Kadam: O talentoso e ambicioso filho mais velho de Papa, um jovem cozinheiro prodígio que descobre sua paixão pela fusão de sabores indianos e franceses, tornando-se o coração da rivalidade e da amizade com Madame Mallory;

    • Charlotte Le Bon como Marguerite Faure: A sous-chef charmosa e dedicada no restaurante de Madame Mallory, que se torna o interesse romântico de Hassan e representa a nova geração da culinária francesa, aspirando a mais oportunidades na cozinha.
    Elenco do filme A 100 Passos de um Sonho e onde assistir

    Curiosidades e bastidores do filme

    Por trás das cortinas de seda e panelas de cobre, A 100 Passos de um Sonho esconde joias que enriquecem sua apreciação.

    Sabia que o filme é baseado no romance de Richard C. Morais, um autor ítalo-americano que se inspirou em suas próprias experiências como crítico gastronômico? Morais, em entrevistas, revelou que o livro surgiu de conversas com chefs indianos em Paris, misturando memórias reais com ficção.

    E onde se passa a história do filme A 100 passos de um Sonho?

    As filmagens ocorreram inteiramente na França, mas não em sets: a vila de Saint-Antonin-Noble-Val foi escolhida por sua arquitetura medieval intacta, e o “Le Saule Pleureur” foi construído do zero em um celeiro abandonado, com 100 passos exatos medidos para fidelidade ao título.

    Outro segredo? A.R. Rahman, premiado com o Oscar por trabalho anterior em Hollywood, compôs a trilha após ver o primeiro corte do filme, incorporando sons de Mumbai gravados em campo.

    E o mais inusitado: durante as filmagens, o elenco comeu refeições reais preparadas por chefs Michelin, levando a um “efeito colateral”: o ator Manish Dayal chegou a ganhar peso ao longo da produção!

    Spielberg e Oprah, como produtores, insistiram em um consultor cultural indiano para evitar estereótipos, resultando em cenas autênticas como a do motim, filmada com 200 extras locais.

    Onde assistir a A 100 Passos de um Sonho

    O filme está na programação da TV Globo, através da televisão e do streaming Globoplay ao vivo, nesta quinta-feira (25/9), a partir das 15h25 na Sessão da Tarde.

    Em streaming, o filme está disponível nas seguintes plataformas…

    A 100 Passos de um sonho: onde assistir filme completo dublado em português

    Qual é a mensagem do filme A 100 Passos de um Sonho

    No cerne de A 100 Passos de um Sonho pulsa uma mensagem universal: a comida não é mero sustento, mas uma linguagem que dissolve barreiras culturais, raciais e geracionais.

    Em um mundo polarizado – tema ainda mais relevante em 2025, com debates sobre imigração e globalização –, o filme defende que a fusão, não a competição, gera excelência. “Somos o que comemos, mas também o que compartilhamos”, transmite Hallström através de cada close-up.

    É uma lição de superação para imigrantes como os Kadam: o exílio dói, mas o talento e a família transformam a mudança em banquete. Para Mallory, é sobre humildade – soltar o controle para abraçar o novo.

    Críticos também notaram o subtexto sobre xenofobia: o vandalismo inicial espelha preconceitos reais, mas o filme opta pela redenção otimista. Oprah Winfrey, em promoção, chamou-o de “hino à empatia”, e não é à toa: em tempos de divisões, ele lembra que um prato bem feito pode curar o que palavras não alcançam.

    A 100 Passos de um Sonho: como termina o filme

    Aviso spoilers! Pare aqui se você quer preservar a surpresa. O que segue revela o desfecho integral.

    A 100 Passos de um Sonho culmina em uma tríade de clímax que misturam triunfo, perda e renascimento, fiel ao tom feel-good do filme.

    Após meses de rivalidade, o “Maison Mumbai” explode em popularidade, atraindo turistas com sua fusão ousada. Mas sucesso atrai inveja: um sous-chef invejoso de Madame Mallory, Jean-Pierre, vandaliza o restaurante indiano com grafite racista, incendiando um confronto. Mallory, percebendo a traição, demite o culpado e, em um gesto de redenção, limpa o estrago pessoalmente – um momento de vulnerabilidade que humaniza sua fachada de ferro.

    Hassan, com mãos queimadas no incêndio, oferece a Mallory uma omelete – o teste clássico para chefs em sua cozinha. Incapaz de cozinhar, ele a guia verbalmente: “Adicione cúrcuma para o sol da Índia, um toque de cominho para a terra úmida”. O resultado? Uma fusão perfeita que conquista Mallory, que o contrata como aprendiz. Papa, relutante, negocia um salário simbólico: “Você nos deve uma estrela Michelin”.

    O ápice ocorre quando inspetores Michelin visitam o “Le Saule Pleureur”. Hassan, agora sous-chef, cria um menu inovador: pratos que unem França e Índia, como cordeiro tandoori com molho bordelaise. O veredito? Duas estrelas para o restaurante de Mallory – um recorde, graças ao pupilo indiano. Mas o verdadeiro twist vem em Paris: Mallory recomenda Hassan para o prestigiado “Le Ciel Bleu”, onde ele ascende como chef estrela, ganhando sua própria estrela Michelin.

    No epílogo, anos depois, vemos Mallory e Papa casados, administrando um império conjunto: o “Maison Mumbai” expandido ao lado do “Le Saule”.

    Hassan retorna para uma visita, cozinhando com Marguerite (agora sua parceira) uma refeição familiar que honra a mãe perdida. O filme fecha com uma imagem poética: a família ao redor da mesa, rindo, com fogos de artifício iluminando o céu francês. É um final otimista, mas nuançado – Hassan pondera se o sucesso parisiense eclipsou suas raízes, ecoando o dilema do imigrante: o lar é onde o coração (e o estômago) batem mais forte.

    Sinopse do filme A 100 Passos de um Sonho

    No sul da França, Madame Mallory (Helen Mirren) é uma respeitada e autoritária dona de um restaurante estrelado no famoso Guia Michelin. Cada vez mais preocupada com um estabelecimento indiano concorrente que abriu do outro lado da rua, ela trava uma verdadeira guerra contra o vizinho. Mas aos poucos, ela conhece o filho do seu adversário, Hassan Kadam (Manish Dayal), um garoto com verdadeiro talento para a culinária. Os dois tornam-se amigos, e Mallory passa a guiá-lo pelos conhecimentos da refinada gastronomia francesa, sem abandonar a tradição indiana, encorajando-o a alçar voos muito mais altos.”

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  • 7 dicas práticas para economizar no Natal em 2026

    7 dicas práticas para economizar no Natal em 2026

    O Natal é uma época de celebração e alegria, mas também pode ser um momento de gastos excessivos. Se você está procurando maneiras práticas e fáceis de como economizar no Natal, aqui estão algumas dicas!

    1. Defina um orçamento

    O primeiro passo para economizar no Natal é definir um orçamento. Isso o ajudará a rastrear seus gastos e evitar que você gaste mais do que pode pagar.

    2. Faça uma lista de presentes

    Antes de começar a comprar presentes, faça uma lista de todas as pessoas para quem você deseja comprar. Isso o ajudará a se concentrar e evitar comprar presentes desnecessários.

    Quantos dias faltam para o Natal

    3. Pesquise preços

    Antes de comprar qualquer presente, pesquise preços em diferentes lojas. Isso pode ajudá-lo a encontrar o melhor negócio.

    4. Aproveite as promoções

    O Natal é uma época de promoções e descontos. Fique atento às promoções e ofertas especiais para economizar dinheiro.

    5. Faça presentes caseiros

    Se você tem tempo e habilidades, fazer presentes caseiros é uma ótima maneira de economizar dinheiro. Os presentes caseiros são únicos e personalizados, e mostram que você se importa.

    6. Doe presentes

    Em vez de comprar presentes para pessoas que você não conhece muito bem, considere doar para uma instituição de caridade. Isso é uma ótima maneira de ajudar os outros e economizar dinheiro.

    Ideias baratas para o Natal

    7. Reutilize e recicle

    Se você não tem certeza do que comprar, considere reutilizar ou reciclar itens que você já tem. Isso é uma ótima maneira de economizar dinheiro e ser sustentável.

    Quantos dias faltam para o Natal 2025

    Acompanhe a contagem regressiva em tempo real…

    Em que dia cai o Natal 2025

    Neste ano, o Natal cai numa quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, com a véspera de Natal caindo em uma quarta-feira.

    Google: quantos dias faltam para o Natal
    Photo by Leeloo Thefirst on Pexels.com – Como economizar no Natal pela internet

    Aqui estão algumas dicas adicionais para economizar no Natal:

    • Comece a planejar cedo. Quanto mais cedo você começar a planejar, mais tempo terá para pesquisar preços e encontrar as melhores ofertas.
    • Faça compras com antecedência. Comprar com antecedência pode ajudá-lo a evitar as multidões e encontrar os melhores preços.
    • Compre à vista, se possível. Comprar à vista pode ajudá-lo a evitar juros e dívidas.
    • Não se sinta pressionado a comprar presentes para todos. Se você não pode se dar ao luxo de comprar presentes para todos, não se sinta pressionado.

    Ao seguir essas dicas, você pode economizar dinheiro no Natal e ainda ter uma celebração feliz e inesquecível de qualquer maneira!

    Como economizar no Natal usando a internet a seu favor

    Hoje em dia, também é valioso usar os recursos da internet para te ajudar a economizar no Natal. Confira algumas dicas práticas:

    1. Pesquise preços online
      Antes de fazer qualquer compra, pesquise os preços em diferentes sites. Comparar os preços de diferentes lojas online pode ajudar você a encontrar as melhores ofertas e economizar dinheiro.
    2. Aproveite os cupons e códigos promocionais
      Muitas lojas online oferecem cupons e códigos promocionais que podem ser usados durante o checkout. Procure por esses cupons em sites de cupons ou diretamente nos sites das lojas.
    3. Cadastre-se para receber newsletters
      Inscrever-se para receber newsletters de suas lojas favoritas pode ser uma ótima maneira de ficar por dentro das ofertas e promoções especiais que vão te ajudar em como economizar no Natal. Muitas vezes, as lojas enviam cupons e descontos exclusivos para os assinantes.
    4. Acompanhe as redes sociais das lojas
      Siga as páginas das lojas nas redes sociais, pois muitas vezes elas compartilham promoções especiais e descontos exclusivos com seus seguidores.
    5. Participe de grupos de compras coletivas
      Grupos de compras coletivas podem oferecer descontos significativos em produtos e serviços. Fique de olho nesses grupos no WhatsApp, no Instagram ou no Facebook para aproveitar ofertas especiais de Natal.
    6. Considere comprar produtos usados
      Se você está buscando economizar ainda mais, considere comprar acessórios, utensílios ou decorações de Natal de segunda mão. Existem várias plataformas online onde é possível encontrar produtos em bom estado por preços mais baixos.
    7. Planeje suas compras com antecedência
      Utilize a internet para fazer pesquisas e planejar suas compras com antecedência. Comprar com calma e antecedência pode permitir que você encontre melhores ofertas e evite compras por impulso.
    8. Faça compras com cashback
      Utilizar carteiras digitais ou sites que oferecem dinheiro de volta (como Ame Digital, PicPay ou Ganhe de Volta, por exemplo), você pode garantir um retorno extra nesta época em que os gastos costumam ser maiores – se não tem como economizar no Natal reduzindo as compras, vale pelo menos receber um dinheirinho como retorno!

    Lembre-se de sempre verificar a segurança dos sites em que você está comprando e ler avaliações de outros usuários antes de fazer uma compra. Dessa forma, você pode aproveitar todos os benefícios de como economizar no Natal usando a internet.

    E também, o importante do Natal é a intenção por trás dos presentes, e não o seu valor monetário. Com um pouco de planejamento e criatividade, é possível economizar dinheiro sem deixar de surpreender e encantar a quem você presenteia.

  • Membros dos Red Velvet: conheça quem forma o grupo de kpop

    Membros dos Red Velvet: conheça quem forma o grupo de kpop

    Red Velvet é um grupo de KPOP que debutou em 2014 pela SM Entertainment. Primeiro com quatro membros, o grupo chegou à sua formação definitiva em 2015 depois do lançamento de seu primeiro mini álbum, “Ice Cream Cake”.

    Você precisa saber que…

    O Red Velvet é um dos grupos-estrela de sua gravadora. Entre boatos de dispersão, lançamentos solo ou em dupla de seus membros e escândalos recentes, o RV ainda consegue agitar os fãs — os reveluvs — a cada promessa de novidade, sempre reconhecida por sua mistura de pop, soul e inovação inusitada que surpreende a cada lançamento, de “Happiness” a “Cosmic”!

    Membros do Red Velvet

    Conheça um pouco da hsitória de cada membro do Red Velvet…

    Irene (Bae Joo-hyun)

    Bae Joohyun, conhecida como Irene, nasceu em 29 de março de 1991 em Daegu, Coreia do Sul. Ela treinou na SM Entertainment desde 2009 e debutou como líder do Red Velvet em 1º de agosto de 2014. Além de liderar o grupo, Irene ministra atuações como atriz, com papel de destaque no filme Double Patty (2021), e participações em programas de TV. Em novembro de 2024, ela lançou seu primeiro álbum solo, Like A Flower, consolidando uma nova fase em sua carreira individual. Irene também integra a subunidade Red Velvet – Irene & Seulgi.

    Seulgi (Kang Seul-gi)

    Kang Seulgi nasceu em 10 de fevereiro de 1994 em Ansan, Gyeonggi-do, Coreia do Sul. Ela é vocalista principal e dançarina no Red Velvet; estreou com o grupo em agosto de 2014. Seulgi também faz parte da subunidade Irene & Seulgi, lançada em 2020 com o mini-álbum Monster. Em 2022, realizou sua estreia solo com o álbum 28 Reasons, demonstrando versatilidade vocal e artística.

    Wendy (Shon Seung-wan)

    Shon Seung-wan, ou Wendy, nasceu em 21 de fevereiro de 1994 em Seul, Coreia do Sul. Ela foi revelada pelo SM Rookies e debutou com Red Velvet em 2014. Wendy ganhou destaque por sua potência vocal, participações em OSTs, programas de rádio e variedades. Em 2021, lançou o primeiro EP solo, Like Water.

    Joy (Park Soo-young)

    Park Soo-young, artística Joy, nasceu em 3 de setembro de 1996 na província de Jeju, Coreia do Sul. Ela também fez parte do Red Velvet desde o debut em 2014. Além de suas atividades no grupo, Joy investiu em atuação: esteve em dramas de TV como The Liar and His Lover (2017), Tempted (2018) e outros.

    Yeri (Kim Ye-rim)

    Kim Ye-rim, mais conhecida como Yeri, nasceu em 5 de março de 1999 em Seul, Coreia do Sul. Ela entrou no Red Velvet em 2015, sendo apresentada oficialmente alguns meses após o debut inicial do grupo. Yeri também atua como atriz e teve participações em programas de TV; além disso, contribui para o conteúdo visual e promocional do grupo.

    Membros do Red Velvet, grupo de kpop
    Membros do grupo de Kpop Red Velvet em “Psycho”

    Outra coisa que vale ficar sabendo desde já é que os membros do Red Velvet são famosos por introduzir experimentação musical na seara do kpop. Já foram do começo mais R&B às loucurinhas que quase mergulham no hyperpop de “Zimzalabim”. “Psycho”, de 2020, junta um pouquinho das suas facetas, com dose calibrada de desalento, coreografia pop e “esquisitice” no que muitos chamam de hit perfeito da turma.

    Uma pergunta recorrente é: quem é a líder do grupo? Tenho certeza que cada um dos fãs vão te responder um membro do Red Velvet diferente, mas Seulgi, Irene e Wendy é que costumam ter mais tempo de destaque nas músicas e trabalhos do Red Velvet. Acho que também é um consenso de que, em números absolutos, Irene é quem é a mais popular do Red Velvet.

    O que aconteceu com o Red Velvet em 2019 foi um dos episódios mais dramáticos daquele ano: a Wendy sofreu um acidente e caiu de uma escada alta no palco de uma premiação durante um ensaio, o que lhe causou ferimentos graves e fez com que o grupo entrasse em hiato na formação completa. Só em 2021 é que o grupo de kpop finalmente trabalhou em seu retorno com o lançamento do mini-álbum “Queendom”! \o/

    O que aconteceu com o Red Velvet
    Red Velvet: as integrantes do grupo de kpop

    5 hits do Red Velvet

    Em ordem de execuções (atualizada em julho/2021)…

    Como se vestir como membros do Red Velvet

    A missão não é fácil já que são cinco integrantes com seus gostos particulares + looks renovados a cada nova era musical. Na sequência, encontre looks do Red Velvet com peças grifadas e dicas de como copiá-los. Volte sempre para novidades!

    • Look da Seulgi, do Red Velvet

    Galeria de fotos do Red Velvet

    Quer mais? Aqui temos! As cinco integrantes compartilham frequentemente registros de bastidores ou de sua rotina tanto junto das colegas quanto em feeds próprios. Abaixo, confira uma seleção de alguns de nossos cliques favoritos do Red Velvet!

    Bônus 🙂

    https://br.pinterest.com/pin/757871443547391042/

    Fotos e vídeos: Instagram e Reprodução.

  • Onde assistir ao Emmy Awards 2025 ao vivo em 14 de setembro

    Onde assistir ao Emmy Awards 2025 ao vivo em 14 de setembro

    Depois da noite da música, o domingo de 14 de setembro tem mais uma atração imperdível para fãs de premiação de cultura. O foco agora está na televisão e no streaming para o Emmy Awards 2025, prêmio dedicado a produções norte-americanas para telinhas, como séries, minisséries, especiais e filmes exclusivos.

    A cerimônia de entrega do Emmy Awards será apresentada por Nate Bargatze, humorista de stand-up norte-americano de maior sucesso de 2024, direto do Peacock Theather, em Los Angeles.

    Emmy 2025 ao vivo: onde assistir

    A premiação em si começa às 21hs (horário de Brasília) e será transmitida pelo canal a cabo TNT, disponível em planos por assinatura de televisão. Em streaming, o Emmy Awards será transmitido ao vivo pela HBO Max, também sob assinatura.

    Para acompanhar o tapete vermelho, você pode assistir à cobertura ao vivo no canal E! Entertainment Television (Claro e Vivo TV) a partir das 19hs. Na TNT e na HBO Max, a cobertura do red carpet começará às 20h30, apresentadas mais uma vez pela top Carol Ribeiro.

    Por que o Emmy Awards é tão importante

    Essa edição do Emmy Awards, que premia séries e produções de televisão e streaming, é, na verdade, um dos eventos pilotados pela Academia de Artes e Ciências Televisivas. O mais acompanhado por fãs de cultura pop é este já tradicional no mês de setembro, cujo nome completo é Primetime Emmy Awards, ou seja, focado nas produções “de horário nobre”. O nome soa datado, principalmente agora que o streaming, mesmo de televisão, domina a preferência do público, mas vale lembrar que a premiação foi originalmente criada em 1949, quando o cenário era fixado na transmissão de televisão tradicional.

    Sua primeira edição foi pilotada em Los Angeles, e não recebia esse glamour e atenção das décadas mais recentes. O primeiro Emmy Awards contou com apenas seis categorias, ao invés das 123 categorias da edição 77, celebrada em setembro de 2025; a maior parte delas são entregues na cerimônia do Creative Arts Emmy Awards 2025, realizada no mesmo dia do VMA, em 7 de setembro, veja a lista completa de vencedores.

    Desde sua criação, o Emmy se consolidou como um símbolo de qualidade, premiando séries, minisséries, filmes para TV e especiais que definem tendências culturais e artísticas. A premiação celebra não apenas atores e atrizes, mas também roteiristas, diretores, produtores e equipes técnicas, destacando o trabalho colaborativo que torna a televisão um meio poderoso de contar histórias.

    Assim, ganhar um Emmy ou mesmo ser indicado é um marco na carreira de profissionais, elevando sua reputação e abrindo portas para novas oportunidades, além de atrair atenção para as produções, que muitas vezes ganham maior audiência e relevância no mercado. Tipo o Oscar da televisão, como é apelidado.

    Quais são os indicados ao Emmy Awards 2025

    Emmy 2025: onde assistir ao vivo, link

    Em 2025, os indicados ao Emmy 2025 foram anunciados em 15 de julho, em transmissão apresentada pelos atores Brenda Song e Harvey Guillén.

    As produções mais indicadas foram:

    • “Severance”, com 27 indicações;
    • “Pinguim” e “The White Lotus”, com 24 indicações cada;
    • “The Last Of Us”, com 17 indicações;
    • “Hacks”, com 15 indicações;
    • “The Pitt”, com 13 indicações
    • “A Casa do Dragão”, com 6 indicações

    Entre as produtoras, a HBO lidera indicações com 142 no total, com Netflix em segundo lugar, com 120 indicações.

    Entre os prêmios de atuação, alguns marcos: Owen Cooper, da série “Adolescência”, é o nome mais novo já indicado a Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada/Antologia, aos 15 anos, enquanto Kathy Bates, aos 77 anos, crava o marco reverso na categoria Melhor Atriz em Série – Drama, por “Matlock”.

    Ayo Edebiri também crava conquista especial ao ser indicada tanto por atuação quanto pela direção na série “O Urso”, conquista inédita para uma mulher negra. Na categoria de Melhor Programa de Variedades, a disputa é quente entre Beyoncé (com seu show de intervalo no Netflix), Kendrick Lamar (com o show de intervalo do Super Bowl) e ambos os especiais de 50 anos do Saturday Night Live, todos muito comentados em suas épocas, em disputa com o Oscar 2025.

    Na sequência, confira a lista principal de indicados; a relação completa está disponível no site da premiação.

    Melhor Série de Comédia

    • Abbott Elementary (ABC)
    • The Bear (FX)
    • Hacks (HBO Max)
    • Nobody Wants This (Netflix)
    • Only Murders in the Building (Hulu)
    • Shrinking (Apple TV+)
    • The Studio (Apple TV+)
    • What We Do in the Shadows (FX)

    Melhor Série de Drama

    • Andor (Disney+)
    • The Diplomat (Netflix)
    • The Last of Us (HBO)
    • Paradise (Hulu)
    • The Pitt (HBO Max)
    • Severance (Apple TV+)
    • Slow Horses (Apple TV+)
    • The White Lotus (HBO)

    Melhor Série Limitada ou Antologia

    • Adolescence (Netflix)
    • Black Mirror (Netflix)
    • Dying for Sex (FX)
    • Monsters: The Lyle and Erik Menendez Story (Netflix)
    • The Penguin (HBO)

    Melhor Programa de Competição de Reality

    • The Amazing Race (CBS)
    • RuPaul’s Drag Race (MTV)
    • Survivor (CBS)
    • Top Chef (Bravo)
    • The Traitors (Peacock)

    Melhor Série de Talk Show

    • The Daily Show (Comedy Central)
    • Jimmy Kimmel Live! (ABC)
    • The Late Show with Stephen Colbert (CBS)

    Melhor Série de Variedades com Roteiro

    • Last Week Tonight with John Oliver (HBO)
    • Saturday Night Live (NBC)

    Melhor Especial de Variedades (Ao Vivo)

    • The Apple Music Super Bowl LIX Halftime Show Starring Kendrick Lamar (Fox)
    • Beyoncé Bowl (Netflix)
    • The Oscars (ABC)
    • SNL50: The Anniversary Special (NBC)
    • SNL50: The Homecoming Concert (Peacock)

    Melhor Ator em Série de Comédia

    • Adam Brody – Nobody Wants This, como Noah Roklov (Netflix)
    • Seth Rogen – The Studio, como Matt Remick (Apple TV+)
    • Jason Segel – Shrinking, como Jimmy Laird (Apple TV+)
    • Martin Short – Only Murders in the Building, como Oliver Putnam (Hulu)
    • Jeremy Allen White – The Bear, como Carmen “Carmy” Berzatto (FX)

    Melhor Atriz em Série de Comédia

    • Uzo Aduba – The Residence, como Cordelia Cupp (Netflix)
    • Kristen Bell – Nobody Wants This, como Joanne (Netflix)
    • Quinta Brunson – Abbott Elementary, como Janine Teagues (ABC)
    • Ayo Edebiri – The Bear, como Sydney “Syd” Adamu (FX)
    • Jean Smart – Hacks, como Deborah Vance (HBO Max)

    Melhor Ator em Série de Drama

    • Sterling K. Brown – Paradise, como Xavier Collins (Hulu)
    • Gary Oldman – Slow Horses, como Jackson Lamb (Apple TV+)
    • Pedro Pascal – The Last of Us, como Joel Miller (HBO)
    • Adam Scott – Severance, como Mark Scout (Apple TV+)
    • Noah Wyle – The Pitt, como Dr. Michael “Robby” Robinavitch (HBO Max)

    Melhor Atriz em Série de Drama

    • Kathy Bates – Matlock, como Madeline “Matty” Matlock / Madeline Kingston (CBS)
    • Sharon Horgan – Bad Sisters, como Eva Garvey (Apple TV+)
    • Britt Lower – Severance, como Helly R. (Apple TV+)
    • Bella Ramsey – The Last of Us, como Ellie (HBO)
    • Keri Russell – The Diplomat, como Katherine “Kate” Wyler (Netflix)

    Melhor Ator em Série Limitada/Antologia ou Filme

    • Colin Farrell – The Penguin, como Oswald “Oz” Cobb / The Penguin (HBO)
    • Stephen Graham – Adolescence, como Eddie Miller (Netflix)
    • Jake Gyllenhaal – Presumed Innocent, como Rozat “Rusty” Sabich (Apple TV+)
    • Brian Tyree Henry – Dope Thief, como Ray Driscoll (Apple TV+)
    • Cooper Koch – Monsters: The Lyle and Erik Menendez Story, como Erik Menendez (Netflix)

    Melhor Atriz em Série Limitada/Antologia ou Filme

    • Cate Blanchett – Disclaimer, como Catherine Ravenscroft (Apple TV+)
    • Meghann Fahy – Sirens, como Devon DeWitt (Netflix)
    • Rashida Jones – Black Mirror: “Common People”, como Amanda Waters (Netflix)
    • Cristin Milioti – The Penguin, como Sofia Falcone / Sofia Gigante / The Hangman (HBO)
    • Michelle Williams – Dying for Sex, como Molly Kochan (FX)

    Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia

    • Ike Barinholtz – The Studio, como Sal Saperstein (Apple TV+)
    • Colman Domingo – The Four Seasons, como Danny (Netflix)
    • Harrison Ford – Shrinking, como Dr. Paul Rhoades (Apple TV+)
    • Jeff Hiller – Somebody Somewhere, como Joel (HBO)
    • Ebon Moss-Bachrach – The Bear, como Richard “Richie” Jerimovich (FX)
    • Michael Urie – Shrinking, como Brian (Apple TV+)
    • Bowen Yang – Saturday Night Live, como vários personagens (NBC)

    Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia

    • Liza Colón-Zayas – The Bear, como Tina Marrero (FX)
    • Hannah Einbinder – Hacks, como Ava Daniels (HBO Max)
    • Kathryn Hahn – The Studio, como Maya Mason (Apple TV+)
    • Janelle James – Abbott Elementary, como Ava Coleman (ABC)
    • Catherine O’Hara – The Studio, como Patty Leigh (Apple TV+)
    • Sheryl Lee Ralph – Abbott Elementary, como Barbara Howard (ABC)
    • Jessica Williams – Shrinking, como Gaby Evans (Apple TV+)
    Onde ver o Emmy 2025 - Severance, recorde de indicações

    Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama

    • Zach Cherry – Severance, como Dylan George (Apple TV+)
    • Walton Goggins – The White Lotus, como Rick Hatchett (HBO)
    • Jason Isaacs – The White Lotus, como Timothy Ratliff (HBO)
    • James Marsden – Paradise, como Presidente Cal Bradford (Hulu)
    • Sam Rockwell – The White Lotus, como Frank (HBO)
    • Tramell Tillman – Severance, como Seth Milchick (Apple TV+)
    • John Turturro – Severance, como Irving Bailiff (Apple TV+)

    Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama

    • Patricia Arquette – Severance, como Harmony Cobel (Apple TV+)
    • Carrie Coon – The White Lotus, como Laurie Duffy (HBO)
    • Katherine LaNasa – The Pitt, como Enfermeira Chefe Dana Evans (HBO Max)
    • Julianne Nicholson – Paradise, como Samantha “Sinatra” Redmond (Hulu)
    • Parker Posey – The White Lotus, como Victoria Ratliff (HBO)
    • Natasha Rothwell – The White Lotus, como Belinda Lindsey (HBO)
    • Aimee Lou Wood – The White Lotus, como Chelsea (HBO)

    Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada/Antologia ou Filme

    • Javier Bardem – Monsters: The Lyle and Erik Menendez Story, como José Menendez (Netflix)
    • Bill Camp – Presumed Innocent ,como Raymond Horgan (Apple TV+)
    • Owen Cooper – Adolescence, como Jamie Miller (Netflix)
    • Rob Delaney – Dying for Sex, como Vizinho (FX)
    • Peter Sarsgaard – Presumed Innocent, como Tommy Motto (Apple TV+)
    • Ashley Walters – Adolescence, como DI Luke Bascombe (Netflix)

    Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada/Antologia ou Filme

    • Erin Doherty – Adolescence, como Briony Ariston (Netflix)
    • Ruth Negga – Presumed Innocent, como Barbara Sabich (Apple TV+)
    • Deirdre O’Connell – The Penguin, como Francis Cobb (HBO)
    • Chloë Sevigny – Monsters: The Lyle and Erik Menendez Story, como Kitty Menendez (Netflix)
    • Jenny Slate – Dying for Sex, como Nikki Boyer (FX)
    • Christine Tremarco – Adolescence, como Manda Miller (Netflix)

    Melhor Direção em Série de Comédia

    • The Bear: “Napkins” – Ayo Edebiri (FX)
    • Hacks: “A Slippery Slope” – Lucia Aniello (HBO Max)
    • Mid-Century Modern: “Here’s to You, Mrs. Schneiderman” – James Burrows (Hulu)
    • The Rehearsal: “Pilot’s Code” – Nathan Fielder (HBO)
    • The Studio: “The Oner” – Seth Rogen e Evan Goldberg (Apple TV+)

    Melhor Direção em Série de Drama

    • Andor: “Who Are You?” – Janus Metz (Disney+)
    • The Pitt: “6:00 P.M.” – Amanda Marsalis (HBO Max)
    • The Pitt: “7:00 A.M.” – John Wells (HBO Max)
    • Severance: “Chikhai Bardo” – Jessica Lee Gagné (Apple TV+)
    • Severance: “Cold Harbor” – Ben Stiller (Apple TV+)
    • Slow Horses: “Hello Goodbye” – Adam Randall (Apple TV+)
    • The White Lotus: “Amor Fati” – Mike White (HBO)

    Melhor Direção em Série Limitada/Antologia ou Filme

    • Adolescence – Philip Barantini (Netflix)
    • Dying for Sex: “It’s Not That Serious” – Shannon Murphy (FX)
    • The Penguin: “Cent’Anni” – Helen Shaver (HBO)
    • The Penguin: “A Great or Little Thing” – Jennifer Getzinger (HBO)
    • Sirens: “Exile” – Nicole Kassell (Netflix)
    • Zero Day – Lesli Linka Glatter (Netflix)
  • 5 fatos surpreendentes sobre Fé de um Campeão, na Sessão da Tarde de sexta-feira (5/9)

    5 fatos surpreendentes sobre Fé de um Campeão, na Sessão da Tarde de sexta-feira (5/9)

    A história inspiradora de Kurt Warner, o quarterback que superou todas as adversidades, chega à Sessão da Tarde nesta sexta-feira (5/9/2025). “Fé de um Campeão” promete emocionar com sua jornada de superação, e aqui você descobre tudo sobre o filme emocionará na tarde da Globo. Prepare a pipoca e vem conferir…

    Sinopse: do supermercado ao topo da NFL

    “Fé de um Campeão” (título original: American Underdog: The Kurt Warner Story) é um drama biográfico lançado em 2021 que narra a vida real de Kurt Warner, um dos maiores quarterbacks da história da NFL.

    Interpretado por Zachary Levi, o filme mostra como Warner passou de empacotador em um supermercado a MVP da liga, levando o St. Louis Rams ao título do Super Bowl em 1999.

    A trama destaca sua determinação, fé e apoio da família, especialmente da esposa Brenda (Anna Paquin), em meio a reviravoltas que testaram sua resiliência.

    Uma história de superação americana

    Lançado em um momento em que histórias de superação ganham força no cinema, o filme reflete o sonho americano de transformar dificuldades em vitórias.

    Dirigido por Andrew Erwin e Jon Erwin, o filme é baseado em história real, como o acidente que matou a família de Brenda e a luta de Warner para equilibrar futebol e vida pessoal. Exibido na Sessão da Tarde, o filme chega ao Brasil com um apelo universal, perfeito para quem busca inspiração em meio à rotina.

    Emoção e lições de vida na mensagem do filme

    O que torna “Fé de um Campeão” especial é a forma como mistura esporte e emoção. A atuação de Levi traz autenticidade ao papel de Warner, enquanto Dennis Quaid, como o técnico Dick Vermeil, adiciona peso à narrativa.

    O filme não foca só em touchdowns, mas na mensagem de persistência — um lembrete de que o sucesso vem de acreditar em si mesmo. Para os fãs de esportes ou dramas familiares, é uma pedida imperdível.

    Quem está no elenco de Fé de um Campeão

    Além de Zachary Levi e Anna Paquin, o elenco conta com Ser’darius Blain e uma participação marcante de Dennis Quaid. Produzido com um orçamento modesto, o filme aposta em atuações sólidas e uma trilha sonora que reforça os momentos de tensão e triunfo.

    A direção dos irmãos Erwin, conhecidos por obras cristãs, dá um tom esperançoso que ressoa com o público brasileiro.

    O que acontece no filme Fé de um Campeão, baseado em história real e filme de hoje da Sessão da Tarde

    Curiosidades: 3 fatos que você não sabe para reparar ao assistir ao filme

    • Kurt Warner aprovou o roteiro e trabalhou como consultor, garantindo fidelidade à sua história;

    • O filme foi rodado em locações reais, incluindo campos de futebol do Missouri, onde Warner brilhou;

    • A cena do Super Bowl foi recriada com detalhes minuciosos, usando uniformes e coreografias baseadas em arquivos da NFL.
    • Os diretores Andrew e Jon Erwin incorporaram elementos de fé, refletindo a vida pessoal de Warner, o que rendeu uma indicação ao GMA Dove Award de 2022.

    • Estréia na pandemia: lançado em 25 de dezembro de 2021 nos EUA, o filme enfrentou desafios da pandemia, mas arrecadou mais de US$ 26 milhões, superando expectativas.

    “Fé de um Campeão” transcende o esporte ao abordar temas como fé, família e superação. No Brasil, onde o futebol americano ganha espaço, o filme pode inspirar uma nova geração a perseguir sonhos improváveis. Sua exibição na Globo reforça o valor de histórias que unem entretenimento e reflexão.

    Onde assistir ao filme Fé de um Campeão

    Aproveite a Sessão da Tarde desta sexta, 5 de setembro, às 15h25, na Globo. Após o filme, confira mais dicas de saúde em nosso guia de jejum intermitente para equilibrar corpo e mente!

  • Como a tecnologia está redefinindo a arte no Brasil

    Como a tecnologia está redefinindo a arte no Brasil

    Arte além da tela – entre tradição e inovação, a produção artística se adapta às novas demandas do mercado e do público

    Por Susana Oliveira/Jornal da USP

    Entre o analógico e o digital, a arte brasileira experimenta um momento de transformação profunda: novas linguagens, novas formas de circulação e até novas maneiras de ser percebida e valorizada. Se antes a obra estava restrita às paredes de galerias, hoje ganha vida nas redes sociais, em exposições on-line e até em marketplaces digitais. O movimento não é apenas tendência, mas necessidade para quem deseja viver da própria criação.

    A artista visual Ayana Miro, graduanda em Pintura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), observa esse cenário com proximidade. Para ela, a tecnologia surgiu “como uma forma de necessidade de adaptação para as movimentações que vêm acontecendo”.

    O tema, recorrente nas conversas com colegas, traduz uma inquietação comum a muitos criadores: como sobreviver com a arte em um mundo atravessado pela internet e pelo virtual. “Eu acho um pouco difícil ser artista e não lidar com essa movimentação da internet e do mundo virtual”, afirma. Mas pondera: “A gente tem que se adaptar para conseguir viver com a nossa arte”.

    A imagem mostra uma jovem sorridente em frente a uma pintura colorida. Ela tem pele morena e cabelos com tranças longas que misturam tons de loiro e castanho. Suas tranças caem sobre os ombros. Ela está olhando diretamente para a câmera com um sorriso aberto e simpático. Ao fundo, há uma obra de arte vibrante, com formas arredondadas e cores intensas como azul, vermelho e branco, que parecem representar conchas ou elementos abstratos.
    Ayana Miro – Foto: Arquivo pessoal

    Essa adaptação, no entanto, não acontece sem dilemas. A pintora encontrou no TikTok um espaço fértil para dialogar com o público e construir uma comunidade interessada em ancestralidade e arte. “Lá eu consegui criar um público até que grande, não tão grande, mas nichado para a área de ancestralidade e arte”, conta.

    A aproximação direta trouxe benefícios, mas também uma pressão: estar visível significa ceder ao ritmo das plataformas. “Eu não diria que tem uma liberdade criativa, porque ao mesmo tempo tem uma baita pressão. Se você não se adapta, acaba perdendo alcance, visibilidade e retorno financeiro.”

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    A relação com o público também mudou. Obras em óleo e acrílico, tradicionalmente vistas como distantes, parecem ganhar outra dimensão no contato virtual. Ainda assim, a artista confessa não ver, por ora, espaço para realidade virtual ou inteligência artificial em seu processo criativo. “Eu sempre recorro para métodos mais tradicionais, feitos à mão, com material físico. Por enquanto, não consigo enxergar essa inserção no meu processo.”

    Do outro lado, a visão do Gilberto dos Santos Prado, artista multimídia e professor do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade  da USP em São Paulo, reforça a ideia de que essa tensão não é inédita. Ele lembra que transformações semelhantes já ocorreram em outros momentos da história da arte, com a chegada da fotografia, do vídeo ou da performance.

    “A arte digital faz parte da arte contemporânea como parte de um processo em andamento que traz novos desafios, novas demandas. É importante pensar que movimentos similares aconteceram quando chegou o vídeo, a fotografia, as instalações”, explica.

    A imagem mostra um homem de meia-idade para mais velho, com pele clara e cabelos curtos e grisalhos, levemente ralos no topo da cabeça. Ele está olhando diretamente para a câmera com uma expressão neutra, ligeiramente séria, mas tranquila. Veste uma camiseta preta simples. O fundo é completamente branco e liso, sem elementos visuais, o que dá destaque ao rosto e à figura do homem. A iluminação é uniforme e suave.
    Gilberto dos Santos Prado – Foto: Arquivo pessoal

    Para ele, a força da arte contemporânea está justamente na coexistência. “Nós convivemos em um mundo impactado tanto pelo analógico quanto pelo digital. A arte fala dessa contemporaneidade. Trabalhar nesse mundo não quer dizer negar nenhuma das partes. É esse diálogo, essa fricção entre elementos, que discute a potência da nossa época.”

    Esse atrito, como ele define, é também o que mantém a arte em movimento. “As placas tectônicas da criação se chocam, criam faíscas, transformam. A arte tem esse elemento extremamente forte, que é a história da própria transformação. Você arrasta uma coisa na outra, cria conflitos, confrontos, faíscas. Isso é o que transforma essa inquietação.”

    Essa imagem mostra uma pintura artística vibrante e surrealista de uma galinha-d'angola (ou algo semelhante), com traços exagerados e cores intensas. O animal tem cabeça com tons de azul e cinza, uma crista alaranjada e bico marrom-avermelhado. Os olhos são grandes e expressivos. Ao fundo, há formas onduladas e abstratas nas cores azul, vermelho, amarelo e branco, que parecem estar em movimento, dando uma sensação dinâmica à obra.O fundo é predominantemente vermelho, com elementos ovais brancos que lembram sementes ou olhos estilizados. Há também texturas e detalhes que fazem a composição parecer quase tridimensional. O estilo da pintura mistura realismo com fantasia, criando uma imagem marcante, intensa e cheia de energia. À esquerda da tela, pendurado, há dois objetos naturais que parecem cabaças secas, adicionando um toque rústico ao conjunto.
    Foto: Ayana Miro

    Se para os artistas a tecnologia ampliou o alcance e abriu novas pontes, também trouxe dúvidas sobre originalidade e autenticidade. O mercado, por sua vez, reage de forma desigual. A artista relata que, enquanto NFTs (Tokens Não Fungíveis – um comprovante digital de dono de algo único on-line) e desenhos digitais conquistaram espaço, imagens geradas inteiramente por inteligência artificial enfrentam rejeição. “Eu não acho que o mercado de arte tradicional esteja reagindo tão bem assim, principalmente quando o produto final é uma imagem gerada por IA. Eu acho que tem bastante resistência a respeito disso.”

    O professor amplia essa discussão ao lembrar que toda moeda tem mais de um lado. Se a tecnologia democratiza o acesso também cria barreiras para quem não domina as ferramentas. “Você pode tornar a arte mais acessível, mas também cria distâncias para quem não está acostumado a ler o mundo através desses novos filtros”, diz ele.

    No fim, a questão não é escolher entre o analógico ou o digital, mas entender que os dois caminham juntos. Como diz o professor, “um dos grandes desafios dos artistas é perceber e lidar com sua contemporaneidade. As produções são espelhos da sociedade, cruzam ruídos, angústias, experiências e sonhos”.

    *Estagiária sob supervisão de Ferraz Jr – Este texto foi republicado do Jornal da USP, clique aqui para acessar o artigo original.

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    Concurso de fotografia em setembro premia imagens do Dia Mundial da Limpeza 2025, saiba como

    Estão abertas as inscrições para o Concurso de Fotografia Limpa Brasil 2025, iniciativa que une arte, engajamento social e educação ambiental. O concurso, patrocinado pela Transpetro, integra a programação do Dia Mundial da Limpeza (World Cleanup Day), no dia 20 deste mês.

    Cada concorrente poderá enviar uma única fotografia inédita, feita entre os dias 16 e 22 de setembro, durante as ações oficiais do Dia Mundial da Limpeza. As imagens devem mostrar iniciativas individuais ou coletivas de preservação ambiental, mutirões de limpeza ou ainda os impactos causados pelo descarte inadequado de resíduos.

     As 15 fotografias finalistas serão escolhidas por um júri técnico e pelo voto popular, tendo destaque internacional, com exibição na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas – COP30, em Belém (PA), que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro. Os vencedores receberão prêmios como notebooks, celulares e tablets.

    “O projeto também contempla a realização de palestras online e oficinas abertas aos participantes do concurso, focado em educação ambiental e na participação social. Paralelamente, serão promovidas dez palestras presenciais em escolas públicas localizadas em áreas de vulnerabilidade social”, informa Edilainne Muniz, diretora executiva do Instituto Limpa Brasil.

    “A Transpetro acredita que cuidar do meio ambiente é cuidar das pessoas. Estamos orgulhosos de fazer parte dessa mobilização, que tem como foco a preservação do meio ambiente e o cuidado com as pessoas”, afirma o presidente da empresa, Sérgio Bacci.

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    Podem participar pessoas com mais de 12 anos, desde que não sejam profissionais da fotografia ou que trabalhem na Transpetro. A inscrição é gratuita e deve ser feita até o dia 20 de setembro, no site www.limpabrasil.org. O regulamento também está disponível na internet.

    Conteúdo republicado da Agência Brasil, visite o artigo original.

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  • Relembre a trajetória de William Bonner de repórter a ícone do Jornal Nacional

    Relembre a trajetória de William Bonner de repórter a ícone do Jornal Nacional

    William Bonner é um dos nomes mais conhecidos do jornalismo brasileiro, sendo âncora do Jornal Nacional por quase três décadas. Nesta segunda-feira (1/9), a TV Globo anunciou que o jornalista vai deixar a bancada, passando a assumir o Globo Repórter, na companhia de Sandra Annenberg. Com a mudança, César Tralli será o novo âncora do Jornal Nacional, dividindo a bancada com Renata Vasconcellos.

    A notícia foi revelada pela emissora no dia em que o Jornal Nacional completa 56 anos. Bonner é o âncora com carreira mais longa no programa, num total de 29 anos como apresentador e 26 anos também como editor-chefe do telejornal diário.

    Apesar da saída ter sido anunciada hoje, William Bonner segue na atração até o próximo 3 de novembro. No lugar de Tralli, o jornalista Roberto Kovalick assume o Jornal Hoje, com Tiago Scheuer o substituindo no jornal Hora Um.

    Neste gancho, você sabe como William Bonner chegou ao principal telejornal do país? Aqui, relembramos os primeiros passos de Bonner na carreira, sua trajetória até a bancada do JN e momentos marcantes que o tornaram uma referência no jornalismo. Prepare-se para uma viagem nostálgica pela história de um dos maiores comunicadores do Brasil…

    Os primeiros passos de William Bonner no jornalismo

    William José de Oliveira Bonner nasceu em 16 de novembro de 1963, em Ribeirão Preto, São Paulo. Formado em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo (USP), Bonner começou sua carreira na década de 1980, ainda jovem, na Rádio USP. Sua habilidade com a comunicação logo o levou à televisão, onde estreou como locutor e apresentador na Bandeirantes em 1985.

    Em 1986, Bonner ingressou na Rede Globo como repórter, trabalhando inicialmente na afiliada de São Paulo. Sua desenvoltura e carisma chamaram a atenção, e ele passou a atuar em programas como o SPTV, cobrindo reportagens locais e ganhando experiência no jornalismo televisivo.

    A chegada ao Jornal Nacional

    O grande salto na carreira de Bonner aconteceu em 1996, quando ele foi escolhido para assumir a bancada do Jornal Nacional, ao lado de Lillian Witte Fibe. Antes disso, ele já havia trabalhado como apresentador e editor do Jornal da Globo (1989-1993) e do Fantástico (1990), o que consolidou sua versatilidade e preparo para o principal telejornal do país.

    A estreia de Bonner no JN marcou uma nova fase para o telejornal, trazendo um estilo mais dinâmico e acessível. Sua parceria com Fátima Bernardes, que começou em 1998, se tornou icônica, sendo uma das duplas mais queridas da televisão brasileira. Juntos, eles conduziram o Jornal Nacional por mais de uma década, enfrentando coberturas históricas como eleições, tragédias e eventos internacionais.

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    Por que William Bonner sai do Jornal Nacional

    Mas o que aconteceu com William Bonner para mudança tão radical? De acordo com a emissora, o jornalista trabalha há cinco anos na saída do posto para abrir mão da posição. Ainda segundo a Globo, Bonner manifestou o desejo de se dedicar mais à família e às atividades pessoais, fora da rotina pesada do telefornal diário.

    “Foram cinco anos, desde a minha primeira conversa com a direção do jornalismo sobre o desejo de reduzir a carga horária e as responsabilidades exigidas pela chefia e pela apresentação do JN. Precisamos superar a fase crítica da pandemia, arquitetar sucessões e preparar sucessores até a data do anúncio das novidades. E, finalmente, podemos todos conversar sobre essas conquistas e movimentos sem reservas. Alguns números ajudam a explicar meu desejo e minha necessidade de mudar de ritmo. São 29 anos e quatro meses de JN. Exatos 26 anos como chefe da equipe de editores, comandando reuniões, avaliando pautas, planejando edições, apresentando as notícias a milhões. Nesse período, tornei-me pai, vi minhas crianças acharem que se tornaram adultos. Mudaram de endereço, até de país. Ser recebido pelo Globo Repórter me deixa honrado e gratíssimo”, declarou William Bonner em anúncio da novidade, conforme reportado pelo site G1.

    Momentos marcantes de William Bonner no Jornal Nacional

    Ao longo de quase 30 anos no JN, Bonner protagonizou momentos inesquecíveis:

    • Eleições presidenciais: Bonner cobriu diversas eleições, sendo voz ativa na mediação de debates e na apresentação de resultados, como nas disputas acirradas de 2002 e 2014.
    • Cobertura de tragédias: Ele esteve à frente de coberturas marcantes, como o acidente da TAM em 2007 e as chuvas no Rio de Janeiro em 2011, sempre com tom sóbrio e informativo.
    • Entrevistas históricas: Bonner conduziu entrevistas com grandes personalidades, como presidentes e líderes mundiais, trazendo análises aprofundadas ao público.

    Curiosidades sobre William Bonner

    • Pseudônimo: No início da carreira, Bonner usava o nome “William Bonemer Jr.”, mas adotou “Bonner” para facilitar a pronúncia.
    • Editor-chefe: Além de apresentador, ele também atuava como editor-chefe do Jornal Nacional, sendo responsável por decisões editoriais do telejornal.
    • Vida pessoal: Sua parceria com Fátima Bernardes, tanto profissional quanto pessoal, foi destaque por anos. O casal, que se separou em 2016, tem três filhos: Vinícius, Laura e Beatriz.

    Bonner conquistou o público com sua postura profissional, tom firme e capacidade de transmitir notícias complexas de forma clara. Sua habilidade de improvisar e lidar com imprevistos ao vivo, como erros técnicos ou notícias de última hora, também é admirada. Além disso, ele soube se adaptar às mudanças no jornalismo, incluindo a interação com o público nas redes sociais.

    A trajetória de William Bonner no Jornal Nacional é um marco na história da televisão brasileira. Desde seus primeiros passos na Rádio USP até se tornar o rosto do principal telejornal do país, Bonner construiu uma carreira sólida, marcada por profissionalismo, carisma e uma longa jornada num dos principais horários da televisão brasileira.

    Qual é o seu momento favorito de Bonner no JN? Deixe sua opinião nos comentários!

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