Autor: TRAUM
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Street Etiquette no TEDxNY: "estilo conta a sua história sem nenhuma palavra"

Seis anos atrás, os homens ganharam um de seus melhores pontos de referências de moda com o blog Street Etiquette, tocado por Joshua Kissi e Travis Gumbs. Para quem segue a dupla desde seu princípio, é muito legal ver uma iniciativa tão marcante como esta crescer de publicações virtuais para editoriais, colaborações com diferentes marcas e projetos cada vez maiores.
Estilo não é só o que se veste. Tem a ver com o que você compra, o que apoia, o que vê, ouve e vive. Se, para as grifes de ponta, os consumidores são tão pasteurizados, os donos do SE e a turma de amigos e seguidores fazem questão de lembrar que quem não abre o leque de inspirações e de background cultural só tem a perder. Travis e Joshua se esforçam para levar as suas a público, no começo com postagens e, depois, em editoriais de moda que poderiam ganhar as páginas de qualquer revista (boa) de moda masculina.
Fora de tendências de passarela (mas não alienados), o look consistente do que produzem começou com fotos da década de 1950 da universidade de Howard, em Washington. Daí, encontraram sua voz. O primeiro grande editorial veio em 2011, com Black Ivy; ele agora é desdobrado em uma linha de produtos e de conteúdo próprios. A trajetória a partir daí é contada pelos próprios em um dos TEDxNewYork no fim do ano passado; o vídeo da apresentação de Joshua e Travis ganhou há pouco a rede e merece o clique. “Estilo conta a sua história sem usar nenhuma palavra”, é uma das reflexões da conversa, junto com a noção de que a moda tem poder para criar narrativas sobre temas maiores, incluindo questões sociais, econômicas, de gênero e raciais. Algo que nunca é relembrado demais. No player abaixo.

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No meio do caminho teve um desfile: o que significa o inverno andrógino da Gucci?

Sem confirmar o sucessor de Frida Giannini e sem a própria na direção criativa, a Gucci resolveu agir rápido para mostrar que quer mudanças. Frida deixaria o cargo apenas depois do próximo desfile feminino, mas fechou a saída um mês antes. Seja lá o que tenha deixado pronto, os chefes mandaram deixar de lado. Alessandro Michele, atual designer de acessórios, viu seu nome catapultado às atenções ao chefiar a coleção feita em cerca de cinco dias. Praticamente um episódio de Project Runway, só que ambientado em uma das maiores grifes do mundo, além de uma “entrevista de emprego” sob os olhos de toda a imprensa e interessados.
O fato de que tudo deu certo pode ajudar o boato de que Alessandro é um dos cotados para assumir a casa. Mais do que isso, dá uma primeira oportunidade de saber o que os executivos do Kering querem para a etiqueta. Poderia ser a potência máxima de seus dias de Tom Ford (por incrível que pareça, outro nome cogitado), mas o que se viu na passarela foi a versão mais delicada e sensível que se pode pensar para um homem Gucci, embebida pela androginia à la J.W. Anderson com blusas de seda arrematadas por laços no pescoço, golas com babadinhos, camisetas em rendas delicadas usadas por baixo de suéteres e ternos e camisas com tons e estampas da vovó. Tudo isso desfilado pelos garotos (e algumas garotas) do casting, acompanhados por mocassim-slippers que uniam a robustez do couro na frente com o abraço suave da pele no calcanhar. Roqueiros ou jet-setters, referências habituais de Giannini, passam longe dos garotos quase franzinos daqui, com roupas de quem reflete, e sofre, do mal do (novo) século. Um fun fact: a trilha sonora do desfile foi a composição instrumental que embala o primeiro longa de Tom Ford, Direito de Amar.
A dúvida nesta novidade é seu aspecto intermediário: até que se defina o próximo líder (diz que sai essa semana), não dá pra saber com certeza se isso aqui é mudança de verdade ou apenas uma aposta emergencial, na pressa de apagar a imagem de sua criativa anterior. Ainda assim, uma solução menos imediatista (e menos sexualizada) parece promissora, aproximaria o caso com o da renovação da Loewe, nas mãos de, sim, Jonathan Anderson. Por outro lado, uma imagem mais forte apressaria o retorno financeiro. Quem é que aposta neste caminho de fato para a Gucci?
Update 21.01: A Gucci confirmou Alessandro Michele como seu novo diretor criativo.



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Icon Warmer: o aquecedor para vestir do inverno 2015 da Z Zegna

Dois modelos da jaqueta Icon Warmer, da Z Zegna, com aquecedor interno que promete elevar a temperatura interna do look para até 29°C. Desta vez, uma tecnologia para usar de look, não como acessório. Em clima de renovação (seu novo diretor criativo Francesco Muzi ganhou o posto em dezembro de 2014, vindo da Jil Sander masculina), a Zegna deu um passo a mais no link entre roupas e tecnologia. A novidade apareceu na apresentação do inverno 2015 de sua linha mais casual, a Z Zegna — à principal fica reservada a criação de moda, com linha “couture” assinada por Stefano Pilati; na etiqueta alternativa, parece que a ideia é entrar este tipo de inovação.
A peça chama-se Icon Warmer, uma jaqueta leve de lã com tratamento para impedir a absorção de água. Tudo normal se não fosse o aquecedor interno que promete mais calor dentro do look; ela pode aquecer o dono a uma temperatura de até 29°C, com bateria de 13 horas de duração. Quando esta acaba, o carregador wireless na altura do pescoço recarrega a peça.
Conectividade não é tudo. Além de validar os acessórios geek que são aposta da vez, a moda tem obrigação de pensar nos recursos tecnológicos que podem, de fato, melhorar a vida de quem a veste. No começo do mês, a Intel quis tocar nesta discussão ao apresentar o seu protótipo Curie na CES 2015, um hardware embutido em um botão. Mais do que algo com aplicação prática, a ideia é mostrar mais uma possibilidade no cruzamento entre roupas e computadores; a apresentação, detalhada por Vanessa Friedman do NY Times, enfatizou o pedido pelo diálogo para que o melhor dos dois campos sejam unidos, já que wearable não é só case high-tech, é fashion também; a jornalista ainda reforça que o pulso não precisa ser a sua principal aposta só porque a Apple optou por lançar um relógio. A jaqueta da Z Zegna dá um passo bom para a confluência, com estilo, das duas áreas.

Intel Curie, processador levado para um case de botão -
Com luz, mas sem brilho: o inverno 2015 masculino (e o pre-fall delas) da Prada

Opinar sobre opinião é complicado porque te coloca numa encruzilhada. Vamos começar pelos fatos: Miuccia Prada levou à passarela uma coleção masculina num cenário cheio de luz, mas sem brilho nas roupas. Na temporada que desfila na rabeira do prejuízo, o inverno 2015 da grife foi tomado por roupas prontas para desembarcar nos closets sem escalas. Faltou fulgor, mas nada aqui faria feio na vida real. Além do saldo negativo, a Prada está em processo de transferência da sede de Luxemburgo, para onde foi com outras grifes procurar atrativos fiscais, de volta à Milão, onde foi fundada por Mario e Martino Prada.
Em 1979, Miuccia renovou os produtos da casa de artigos de couro da família com uma linha de mochilas de náilon; depois vieram as bolsas, antes mesmo de levar provocações teóricas para a linha de roupas, lançada dez anos depois. Agora, o material voltou com vontade. Com convite de náilon embrulhado em um envelope igual mais uma sequência de looks sisudos de camisas e jaquetas que abriram o show, fica fácil entender o recado. O tecido sintético é prático: funciona bem no inverno, é resistente, não molha, mantém o calor do corpo isolado das temperaturas baixas. O aspecto reluzente reforça a impressão do futuro espacial do cenário da vez — náilon serve também como um dos materiais dos trajes de astronautas. Teve looks femininos, já que a marca aproveita o show na MMFW para exibir o pre-fall delas. Foram tão fechados quanto os deles, com looks de alfaiataria em cópia, estilo casalzinho, e outros de referências e tecidos deles. Ainda assim, parece firula engatar numa conversa de gêneros cruzados desta vez — a própria Miuccia já levantou essa discussão de maneira mais forte em seu inesquecível masculino de inverno 2008.
A gente lê por aí de tudo um pouco: “usaria tudo, não gostei de nada, parece tudo igual, faltou emoção”; opinião é supervalorizada hoje em dia (olha o nó aqui, já que a minha também seria). Só que quando uma grife alcança o status da Prada, é preciso um esforço extra para deixar tantas vozes de lado. A interpretação do que essas roupas (as luzes do cenário, a trilha) significam para a moda e o porquê essa mensagem é relevante para um de seus players mais poderosos pode ser um papo mais importante (e interessante). Esse tipo de leitura ainda passa por uma lente pessoal, claro, mas de forma menos carregada do que “não curti”.
Tento aqui então. No ano passado, a Prada se esforçou para revelar o seu processo; o verão 2015 das mulheres foi um exercício de possibilidades em tecidos e uma abertura (ainda que idealizada) da construção das roupas, com barras desfeitas e costuras aparentes. Aquele foi sobre o processo. O rumo mudou — e será refletido no desfile feminino em março. Um inverno focado em reeditar a alfaiataria minimal com cara de moderna, os utilitários de náilon e os sapatos híbridos — tênis seguram boa parte das vendas da grife –, tornam a mensagem bem clara: este aqui é sobre os produtos. Curti!



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5 arquétipos dos desfiles masculinos da London Collections: Men inverno 2015

Foto: Philip Trengove/Dazed “A moda masculina evolui lentamente”. Quem já leu essa em qualquer cobertura de temporadas dedicadas aos homens? (“Todo mundo!”). Loucurinhas de passarela ganham distâncias ainda maiores da realidade quando se olha para desfiles deles; passam longe das lojas mesmo. Isso não significa que o pé precise sair do acelerador criativo para pensar em novas configurações de peças clássicas ou transformar tantas mudanças comportamentais (e suas adjacências) em informação de moda.
Nessa corrida, Londres se mantém em pole position. A London Collections: Men, lançada em 2012, reúne em quatro dias dois pilares da moda britânica: o melhor de sua alfaiataria (linkado com a tradição histórica da Savile Row) versus o talento mais efervescente de nomes recentes. Assim, o saldo da semana de desfiles não é só em roupa. Quem é esperto sabe que a figura masculina não é mais uma só, e todas elas estão em crise. O desafio das grifes é quase o mesmo dos homens que as vestem: quem é tradicional luta para não ser empoeirado; quem quer novidade procura quem estabeleça o diálogo mais consistente com sua modernidade. Tem muitos outros casos entre os dois exemplos e, em tempos de “tendência é morta”, tem marca (e homem) pra vários deles. Cinco deles estão aqui, filtrados pelas coleções que ganharam (meu) destaque desta vez, distribuídos em arquétipos que tentam dar conta de qual tipo de homem cada uma tenta atingir. Pra quem quer procurar os seus, os desfiles completos estão no site do evento, clicando aqui.

CRAIG GREEN – O homem sensível
Aqui, a (calma) conversa não é sobre masculinidade. Se na temporada passada Craig levou um protesto silencioso que emocionou os convidados (relembre), desta vez o volume subiu um pouco mais. A voz de Green encontrou seu séquito (suas vendas triplicaram e o casaco azul acolchoada apareceu em várias galerias de streetstyle), então rupturas não são tão bem-vindas. O guarda-roupa do homem sensível encontra meios para revelar e para proteger quem o veste, contraste visto entre camisetas brancas com nervuras feitas no corpo dos modelos e as jaquetas amplas e isolantes de neoprene. Amarrações e alfaiataria desabada (hit da LC:M) continuam; uma novidade é o recorte que destaca a nova zona erógena do estilista, uma porção circular da parte mais alta do abdômen (“onde os fantasmas saem quando um personagem de cartoon é morto”). Tentar passar pelos looks de Craig Green com pressa é bobagem. Se não tiver paciência, pode procurar outra turma.

KTZ – O combatente multicultural
A brincadeira com o uniforme de ‘Laranja Mecânica’ ajuda a dar o tom dos encrenqueiros da Kokon to Zai; se fosse em outras mãos, seria batido. Mas o remix que a marca faz a cada temporada de referências culturais injeta frescor no streetwear pro homem que é (ou quer se mostrar) forte, traço da marca. Entram em cena jaquetas de inspiração militar, casacos-casulo gigantes para quem encara o frio, prints de esqueletos de animais para quem briga com a natureza; alguém vai tirar sarro de um homem de vestido se ele estiver de KTZ? Aqui tem moda rua renovada à força pela etiqueta lançada em 2003, depois de sete anos como multimarcas no SoHo londrino.

J.W. ANDERSON – O pós-homem
Depois que os limites entre homem e mulher forem quebrados, quais roupas serão vestidas? De forma não tão radical, essa parece ser a questão que Jonathan Anderson decidiu abraçar em sua linha masculina. A fluidez de gêneros parece fácil quando usada como artifício ou publicidade; difícil mesmo é incorporá-la à roupa. Jonathan é um dos poucos a propor, de fato, um closet inclusivo com terno para ele só que com jaqueta dela, linhas curvas, maxibotões tipo joia, cintos largos ou tecidos de vínculo consolidado com a moda feminina. Nenhuma leitura dos anos 70, que segue com força também nesta temporada masculina do próximo inverno gringo, será tão ambivalente como a de Anderson.

SIBLING – O novinho fervido
Quem é novo sofre menos para levar rebeldia ao look. Depois de um verão de imagem mais forte e com um look final inesquecível, a Sibling, marca tocada pelo trio Joe Bates, Sid Bryan e Cozette McCreery desde 2008, mudou de curso e escolheu a versão mais animada de uma turma de colégio como ponto de partida. Impossível desengatar tanto pink do desfile Barbie da Moschino by Jeremy Scott: jovem e com muito bom humor pop pra causar desejo imediato. Nem pense no boneco Ken. Tricôs desgrenhados com painéis plastificados e casacos de pele fake são feitos pra quem não está nem um pouco preocupado com a perfeição do par da boneca. Debaixo da ferveção, camisas pólo cor-de-rosa, blazers e malhas listradas (pra quem já está mais para college) e cachecóis giga (mais ursos dos pins aos de altura quase igual à do casting). Divertidos mesmos são todos os tipos de tricô, dos casacões de ponto grosso no tom vibrante às malhas que ironizam as roupas de gente grande. Sweater dressing nunca foi tão divertido.

BURBERRY – O viajante aventureiro
Sabe quando você viaja e, na volta, deixa-se contaminar um pouco com o ambiente que lhe rodeava? O tema não é distante do universo da maior grife britânica, mas parece que os homens, desta vez, ganharam um pouco mais de aventura. A estampa de onça ao lado de florais de traços orientais avisa que o destino é um tanto exótico. A liberdade de algumas peças ganha cara de possível quando aparece na Burberry (ainda que em versões menos arrojadas); dão ideia que de podem sim chegar ao closet (de ideias, pelo menos) dos homens com salários para consumí-las. Os cachecóis com cartela extensa de cor e detalhes estampados servem como um cartão de embarque para que os consumidores se deixem levar por novas viagens. Christopher Bailey sabe aliar clássico e novidade na medida certa de ousadia, sem assustar os clientes fieis (e mais caretas) — não é à toa que acumula as funções de líder de gestão e de criação da marca. Desta vez a impressão foi de que o plano das ideias deu um passo ainda maior. Em 2013, a Burberry trouxe seu desfile masculino de volta a Londres (com a consolidação da LC:M). Temporadas depois, parece que o clima inovador e novidadeiro da semana de moda soltou a mão de Bailey. Tomara que não demore para abrir também o leque de escolhas de seus consumidores.
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EPA! Björk anuncia novo álbum Vulnicura, com lançamento em março
¡¡ ladies and gentlemen !!
i am very proud to announce my new album is coming out in march
it is called : vulnicura pic.twitter.com/Ajse3ThPVH
— björk (@bjork) January 14, 2015
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John Galliano ganha aplausos (merecidos) pelo début na Maison Margiela

A segunda-feira foi de notícias fashion (Frida já fora da Gucci, Cathy Horyn de volta à crítica no The Cut) e de ressaca do Globo de Ouro 2015, mas o que agitou qualquer timeline de rede social atenta à moda foi a estreia de John Galliano no comando da Maison Martin Margiela. Em uma data fora da semana de couture de Paris, Renzo Rosso, dono do grupo que detém a MMM, levou a grife e seus convidados a Londres para o incensado retorno de um dos nomes mais criativos da moda (e protagonista de um de seus maiores incidentes recentes).
Começar com uma apresentação da linha de alta-costura da marca, a Artisanal, foi uma escolha acertada; o senso era de que ele não estava apenas de volta a uma grande marca, mas de volta à efervescência criativa do início de sua carreira. Todo mundo que estava lá twittou e instagramou (loucamente); quem estava fora, não deixou de dar o regram. Comentários vão ganhando todos os sites de publicações, então ainda há tempo para digerir os looks desconstruídos e o make lindo de Pat McGrath, os recortes de peças de época (como se ele dissecasse o leque de referências históricas que tinha na Dior) e decifrar o que será traduzido em roupa de arara (além de pensar no que tudo tem a ver com o vestido usado por Anna Wintour no primeiro preview da novidade). Uma brincadeira que saiu assim que as primeiras imagens do vestido final ganharam a rede foi colocar a nova máscara da Margiela sobreposta a uma foto de Kanye West — até viral a coleção virou.
Pra mim, uma das imagens legais (tem várias outras) foi o cocar do segundo look. Parece apenas loucurinha de styling, mas dá pra linkar com uma das primeiras apoiadoras de Galliano após os graves insultos antisemitas que disparou: Kate Moss, presente com o marido no desfile de estreia — foi ele quem assinou o vestido de casamento da modelo, meses depois de ser demitido da Dior. O cocar era muito parecido com o que ela usou em sua primeira capa de projeção, da revista The Face, fotografada por Corinne Day. Funciona como uma pequena homenagem à top que não lhe virou as costas quando a carreira do estilista ruiu. Ambos os registros estão aqui, junto com alguns dos meus looks favoritos — as entradas finais foram de fazer o coração parar de bater um pouquinho. Meu pitaco é: ponto para a Margiela (e para Renzo Rosso), já que a grife vinha se arrastando sem imagens tão fortes desde a saída do fundador, imagens estas que a gente estava precisando ver mais. Quão legal foi ver o clique dele na vibe cientista maluco, de jaleco como manda a casa, no final do desfile? Bom também para lembrar do talento de Galliano, agora em ação numa casa famosa por sua subversão. Essa é só a primeira; não há dúvidas de que a segunda coleção promete ser ainda melhor.
Dois updates (12.01): a grife mudou de nome em sua nova fase, passa a ser Maison Margiela; a coleção masculina que desfila na próxima semana ainda não teve a mão de Galliano.

