6 tendências de moda sustentável para adotar em 2026

Tendências de moda sustentável

Em anos marcados por desafios econômicos e ambientais, a indústria da moda global, avaliada em US$ 1,7 trilhão, enfrenta pressão crescente para priorizar a sustentabilidade.

De acordo com relatórios recentes, como o State of Fashion 2025 da McKinsey, apenas 18% dos executivos do setor consideram a sustentabilidade um risco prioritário para o crescimento, mas inovações e regulamentações estão impulsionando mudanças significativas.

Com emissões de escopo 3 representando 96% do impacto climático da moda, marcas e consumidores buscam alternativas que reduzam o desperdício e promovam práticas éticas.

Aqui, no entanto, a conversa é menos comllexa e mais direcionada: para te ajudar a repensar seus hábitos de consumo pautados por favetas menos éticas da moda, exploramos seis tendências que definem o cenário sustentável, baseadas em avanços tecnológicos, modelos circulares e materiais inovadores para elevar seu raciocínio de consumo.

Conheça essas tendências de moda, adapte para sua realidade e comece a colocá-las em prática da maneira que puder!

1. Moda circular para fechar o ciclo de produção

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A moda circular emerge como uma resposta direta ao excesso de produção, enfatizando a reutilização, reciclagem e reparo de roupas para minimizar o desperdício.

Marcas como Patagonia e Dr. Martens estão integrando programas de revenda e conserto em suas estratégias de varejo, permitindo que peças durem mais e sejam reinseridas no mercado.

Em 2025, iniciativas como marketplaces de economia circular, inspirados em exemplos como o Kantamanto Market em Gana, destacam a necessidade de responsabilidade das marcas com roupas não vendidas ou devolvidas, que frequentemente poluem regiões em desenvolvimento.

Para os consumidores, adotar isso significa optar por designs atemporais que possam ser reciclados ou compostados, reduzindo o impacto ambiental.

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2 Materiais biodegradáveis e reciclados para inovação ecológica

O uso de tecidos eco-friendly, como algodão orgânico, poliéster reciclado e fibras biodegradáveis derivadas de resíduos, ganha tração como alternativa aos materiais sintéticos poluentes. Empresas inovadoras, como Infinited Fiber e Circ, estão comercializando fibras derivadas de resíduos, enquanto marcas exploram opções como couro de cogumelo, couro de maçã e fibras de abacaxi, que são duráveis e livres de crueldade animal.

Relatórios indicam que esses materiais ajudam a restaurar solos por meio da agricultura regenerativa, capturando carbono e reduzindo o uso de água. Em 2025, regulamentações como a proibição de PFAS em Nova York impulsionam essa transição, forçando a indústria a eliminar químicos tóxicos e priorizar opções de baixo impacto.

3. Upcycling e moda de segunda mão: reaproveitam o que já existe

O upcycling, que transforma roupas usadas em novas peças, e a revenda de itens vintage estão em alta, combatendo o fast fashion criticado por gigantes como Shein e Temu devido a práticas de sobreprodução e exploração laboral.

Plataformas como Vestiaire Collective ou Enjoei oferecem luxo de segunda mão autenticado, enquanto DIY e workshops de customização permitem personalização acessível.

Essa tendência não só reduz o desperdício têxtil – responsável por aterros poluidores em países como o Chile –, mas também atrai a Geração Z, que valoriza a sustentabilidade sem sacrificar o estilo.

Upcycling é tendência de moda sustentável em prol de menor consumo e menor produção

4. Slow fashion e redução de consumo para qualidade contra quantidade

A filosofia da “slow fashion” promove a compra de poucas peças de alta qualidade e duráveis, construindo guarda-roupas cápsula com itens versáteis que duram anos. Marcas como Aluf, Flavia Aranha ou Collina Strada enfatizam produções artesanais em edições limitadas, priorizando ética laboral e transparência.

Em meio à inflação, isso se torna econômico, com consumidores optando por peças de maior vida útil, tanto em termos práticos quanto contra tendências passageiras. Estudos mostram que essa abordagem corta o consumo excessivo, alinhando-se a chamadas por políticas que limitem a produção rápida e incentivem manufatura doméstica.

5. Aluguel e modelos de assinatura para vestir sem comprar

Serviços de aluguel de roupas para ocasiões especiais ou cotidianas, como os oferecidos por plataformas de moda circular, permitem variar o visual sem compras impulsivas. Isso reduz a superprodução, com marcas integrando aluguel a estratégias de varejo para estender a vida útil das peças.

Em 2025, o modelo ganha força com o apoio de regulamentações europeias como o ESPR, que exigem designs recicláveis e due diligence na cadeia de suprimentos. Para os consumidores, é uma forma prática de experimentar diferentes modalidades de peças e tendências sem precisar demandar por novas produções.

6. Integração de tecnologia para transparência e eficiência

Tecnologias como inteligência artificial para curadoria personalizada, blockchain para rastreamento de supply chain e impressão 3D para produção sob demanda estão revolucionando a sustentabilidade.

Marcas como Pangaia usam materiais inovadores como fibras de algas e corantes bio-baseados, enquanto o AI trabalha para reduzir desperdícios na produção.

Essa tendência aborda emissões de escopo 3, com iniciativas como financiamentos para energia limpa no Sul Global por grupos como H&M. Consumidores podem usar apps para verificar origens éticas, fomentando confiança em um mercado cada vez mais regulado.

À medida que 2025 avança, essas tendências de moda sustentável não são apenas modas passageiras, mas respostas urgentes a crises climáticas e sociais.

Especialistas alertam que colaborações focadas em clima, biodiversidade e direitos humanos serão cruciais para mudanças sistêmicas. 15 Para os consumidores, adotar essas práticas significa contribuir para um futuro mais verde.

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