Amiga popstar tem suas vantagens. Lady Gaga cruzou o tapete vermelho da première de American Horror Story: Hotel, seu début oficial como atriz na nova temporada da série hit, com um longo vermelho assinado por Brandon Maxwell. A história é: stylist da cantora há anos, ele lançou a etiqueta homônima durante a temporada de desfiles de verão 2016 de Nova York, com a própria na fila A. Dias depois, lá estava Gaga levando, pela primeira vez, a marca ao red carpet do Emmy 2015 (ela ainda vestiu mais um longo dele no after, na mesma noite). Aqui, o look hi-glam sanguinário ainda dá conta de apresentar, em roupa, a Condessa Elizabeth, dona do hotel da série. Promete!
Categoria: Moda
Dicas de moda, inspiração de looks e guias de compras para garantir a produção na estica!
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Floral neles! // Reserva para C&A
Boa nova para os homens, deixados tão de lado nas parcerias fast-fashion nacionais: a Reserva assina 100 peças para sua colaboração com a C&A. A ideia é um closet completo, do trabalho (terno, camisas, sapatos e gravata) ao lazer (camisetas, bermudas e agasalhos), com preços entre R$ 30 e R$ 300. A marca é carioca, mas a linha ganhou lookbook clicado por Jacques Dequeker no centro de São Paulo. Dele, a sugestão do look combinadinho de floral de fundo preto (com styling the Thiago Ferraz); no caixa, esta conta fecha em R$ 410. A coleção desembarca a partir de 06 de outubro nos endereços da C&A pelo Brasil e no e-commerce da rede.
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Mar de preciosidades: Swarovski, verão 2016

Swarovski, verão 2016 A Swarovski é renomada pela tradição dos cristais em uma lista histórica de jóias-desejo, além dos elementos que desfilam nas passarelas (e nos closets) de um rol igualmente precioso de grifes. O verão 2016, intitulado Sea of Sparkle e apresentado no showroom da joalheria no dia 1 da semana de moda de Paris, é inspirado no universo dos oceanos; o tema é sempre oportunidade boa para exercícios livres de cores e formas orgânicas. Assim, as linhas seguem o tema: são joias com design oval ou espiral, com cristais que vão dos tons neutros das conchas aos mais vivos tirados da vida marinha que as cercam. Na sala mais brilhante da apresentação, três displays com cristais variados de tamanho máxi; por estas águas navegarão apenas os nomes mais famosos que desfilarem criações da joalheria.
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Na Givenchy, acessórios de efeito máximo para afastar a monotonia

As referências eram diversas, mas o maximalismo nos acessórios marcou o desfile de inverno 2015 da Givenchy e o da alta-costura da temporada da Valentino Desde que as modelos da Givenchy cruzaram a passarela da label no começo do ano com máxibrincos, gargantilhas e piercings espalhados pelo rosto, as joias e bijoux de toque maxi ganharam revival em 2015. O link é possível também com o desfile da alta-costura da Valentino, em junho deste ano, com time de gladiadoras a la Game of Thrones reunido no centro de Roma. Em conexão com o Brasil, a designer Eleonora Hsiung, a convite de Helô Rocha, desenvolveu os adornos da coleção inverno 2015 da (extinta) Têca. Com imagem potente, o efeito reverberou no Instagram e pontuou produções de quem dosa look minimalista com acessórios tipo-tudo.
Quem procura por peças protagonistas, tem que conhecer a Luiza Dias 111, sucesso com colares de pedras brutas e cristais usados sobre gargantilhas e acompanhados por brincos pendulares. “Acredito que o look fica mais interessante e personalizado com peças que realmente fazem a diferença,” conta a designer, que tem como principal inspiração o charme de itens de décor para suas coleções. Para a joalheira paulistana Camila Sarpi, que descobriu a paixão por joias durante seu curso na renomada FIT – Fashion Institute of Technology, um maxiacessório pode ser minimal, com pegada artística. “Quando vou desenhar uma coleção, primeiro sigo meu instinto que pode ser o resultado imediato de uma inspiração ou o desejo de fazer uma peça específica,” explica Camila. As formas orgânicas tomam conta das peças de sua marca homônima, que tem os brincos de efeito como carro chefe. “Tudo me influencia: arte, arquitetura, fenômenos naturais, engrenagens, peças de maquinário,” conta a designer, “difícil é editar essa informação toda e escolher elementos precisos.”

Por aqui: os brincos de efeito de Camila Sarpi e a combinação gargantilha + colar-tudo com pedra da Luiza Dias 111 
No inverno da (finada) Têca, as peças máxi assinadas por Eleonora Hsiung -
SPFW Inverno 2016: o line-up

Alexandre Herchcovitch, verão 2016 Cinco novidades da programação do São Paulo Fashion Week de inverno 2016: Alexandre Herchcovitch abre a agenda da semana depois de uma nova edição da corrida Iguatemi Fashion Run, o retorno da Coven, a estreia da Ratier, o show da parceria entre Lethicia Bronstein e Riachuelo e a nova fase de Helô Rocha com etiqueta homônima (ex-Têca). A lista de ausências é grande: TNG, Isabela Capeto, Cavalera, 2nd Floor, Fause Haten, Acquastudio e Sacada. O line-up completo, na sequência.
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Festa do pijama, estrelando Cara Delevingne e Kate Moss

(Instagram @caradelevingne) Dizer que uma é a versão da outra rende discussão acalorada; é mais garantido atestar que ver os dois nomes neste nível de amizade é diversão fashionista. Kate Moss e Cara Delevingne causaram em Milão para o lançamento da campanha da Mango que estrelam juntas, com direito à multidão nas ruas em torno do hotel tipo popstar. O registro mais legal é das próprias, com um retrato tirado por cada top na cama do hotel. Que dupla!
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Beleza-protesto na passarela de verão 2016 da Red Label de Vivienne Westwood

Como de costume, Vivienne Westwood foi além da apresentação de suas coleções e buscou uma maneira de trazer à tona assuntos polêmicos de fora da passarela; o meio ambiente é uma de suas preocupações mais importantes. Antes do desfile mais recente em Londres de sua Red Label no último 20.09, a estilista e equipe invadiram as ruas com placas contra a retirada de gás natural da crosta terrestre, prejudicial principalmente pela quantidade absurda de água envolvida no processo — ela chegou a dirigir um tanque de guerra alegórico até o endereço do primeiro-ministro David Cameron.
O barulho foi levado também para a sala de desfile, de forma literal (o show virou manifestação) e na tradução do espírito revolucionário nas roupas e na beleza entre cartazes com dizeres sobre sua Climate Revolution. Os closes de rosto do casting provocaram reação imediata nas redes sociais, aquele tom de polêmica de quem vê foto, mas não lê legenda. A pele era crua com brilho natural; os olhos ganharam sombra preta em pasta aplicada de forma despretensiosa, sem uniformidade entre as modelos. O tom era de máscara de tinta de guerra. Cabelos úmidos, sem penteados harmoniosos completavam o look. Não para copiar, mas para te fazer estudar em casa.

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Viola Davis, ao aceitar o Emmy 2015 de Melhor Atriz em Drama
“Na minha mente, eu vejo uma linha. E além desta linha, eu vejo campos verdes e flores adoráveis e lindas mulheres brancas com seus braços estendidos em minha direção além desta linha. Mas eu não consigo chegar lá de maneira nenhuma. Esta foi Harriet Tubman nos anos 1800. E deixa eu contar uma coisa para vocês: a única coisa que separa mulheres negras de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem. Então, minhas saudações para nomes como Ben Sherwood, Paul Lee, Peter Nowalk, Shonda Rhimes. PEssoas que redefiniram o que significa ser bonita, ser sexy, ser uma protagonista, ser negra. E para as Taraji P. Hensons e Kerry Washingtons, as Halle Berrys, as Nicole Beharies, as Meagan Goodes, Gabrielle Union. Obrigado por nos levar além daquela linha.” (assista)
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Emmy 2015: as grifes ainda não querem saber de ver televisão

A moda no tapete vermelho do Emmy é tão deslocada quanto a própria festa. A noite que celebra os nomes da televisão acontece distante da temporada de tapete vermelho do início do ano, depois do “vale tudo” do VMA e das grandes turnês de premières do verão norte-americano. Pega as principais grifes do mundo em período turbulento: a semana de moda mais próxima, em Nova York, acabou de acontecer; na Europa, todos estão entre ajustes ou desfiles. O resultado? O potencial fashion mais insosso das premiações.
Quem acompanha red carpet nas redes sociais quer deslumbre. Bonito é pouco; a concorrência imagética é tão forte que arrombo é que vira meme, para bem ou para o mal. Aí, o Emmy esbarra em outro problema. A moda (ou a categoria de casas que sabem fazer história nos looks de premiação), por incrível que pareça, está atrasada; ainda não se deu conta da revolução pela qual a televisão passou. Para elas, as atrizes das telas menores fazem parte de uma segunda liga; quem merece look exclusivo é estrela de cinema.
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Divina Divine! @ Gareth Pugh V16
O tom era de manifesto: enquanto o SoHo londrino sofre com o processo de gentrificação, Gareth Pugh julgou que a cultura alternativa merecia defesa. É consolidada a ligação do estilista com a cena desde sua primeira coleção, mas desta vez o efeito das máscaras-make que faziam reverência à lendária Divine falaram mais alto. A cena de Pink Flamingos com Babs de vermelho e arma na mão é flashback certeiro no passeio pelos doze looks iniciais. Depois, o mix de outerwear poderoso, coletes e vestidos de couro prontos para vestir e o brilho bronze dos paetês-moedas faziam tradução luxuosa da contemporaneidade efervescente que fez Pugh estourar, na esperança de que o bairro sede da semana de moda de Londres deste ano não seja sufocado pela caretice de quem está ao seu redor.