Um beijo deste clássico do cinema foi interrompido… pela esposa do ator!

Crepúsculo dos Deuses: clássico do cinema

A atriz Nancy Olson, conhecida por seu papel como Betty Schaefer no clássico de 1950 “Crepúsculo dos Deuses”, compartilhou uma história curiosa sobre as filmagens do filme dirigido por Billy Wilder.

Em uma entrevista recente, publicada pela Entertainment Weekly, Olson, hoje com 97 anos, relembrou um incidente marcante envolvendo uma cena de beijo com seu colega de elenco William Holden e a esposa dele, Ardis, que estava presente no set.

Durante as gravações de uma cena romântica entre Betty Schaefer e Joe Gillis, personagem de William Holden, Olson descreveu como Ardis, que também era atriz e usava o nome artístico Brenda Marshall, interrompeu a filmagem.

No momento em que Olson e Holden se beijaram, Ardis gritou “Corta!” do fundo do estúdio, causando surpresa em todos os presentes. “Eu não sabia o que estava acontecendo. Pensei: ‘Quem é essa pessoa?’”, contou Olson, que na época tinha apenas 21 anos e estava em seu terceiro filme.

Segundo Olson, a interrupção foi motivada pelo ciúme de Ardis, que estava casada com Holden desde 1941. A atitude dela gerou um momento de tensão no set, mas a atriz destacou que o incidente não afetou a continuidade das filmagens.

Olson também mencionou que, apesar do episódio, ela e Holden mantiveram uma relação profissional durante a produção do filme, que se tornou um marco do cinema noir.

Cena de beijo interrompida por esposa ciumenta do ator em Crepúsculo dos Deuses
Cena de beijo interrompida por esposa ciumenta do ator em Crepúsculo dos Deuses

“Crepúsculo dos Deuses”, indicado a 11 Oscars e vencedor de três, incluindo Melhor Roteiro, é lembrado por sua narrativa ousada e pela icônica atuação de Gloria Swanson como Norma Desmond.

A história revelada por Olson adiciona uma camada de curiosidade aos bastidores dessa obra-prima, mostrando como dinâmicas pessoais podiam influenciar o ambiente de filmagem na Hollywood dos anos 1950.

A entrevista de Nancy Olson oferece um vislumbre raro dos desafios e peculiaridades enfrentados pelos atores da era de ouro do cinema, reforçando o legado de “Crepúsculo dos Deuses” não apenas como um filme revolucionário, mas também como um palco de momentos humanos inesperados.

História marcante de Hollywood sobre Hollywood

Crepúsculo dos Deuses (1950), dirigido por Billy Wilder, é um marco do cinema noir e uma sátira mordaz à indústria cinematográfica de Hollywood.

O filme, co-escrito por Wilder, Charles Brackett e D.M. Marshman Jr., centra-se em Norma Desmond (Gloria Swanson), uma ex-estrela do cinema mudo que vive isolada em uma mansão decadente, sonhando com um retorno às telas. Joe Gillis (William Holden), um roteirista em dificuldades, torna-se seu cúmplice e amante em uma relação marcada por manipulação e tragédia.

Qual é a mensagem por trás de Crepúsculo dos Deuses

A narrativa explora temas como fama, envelhecimento e a crueldade do sistema de estúdios de Hollywood. Indicado a 11 Oscars, o filme venceu três, incluindo Melhor Roteiro, e foi preservado na Biblioteca do Congresso dos EUA por sua relevância cultural.

Sua frase icônica, “Eu sou grande. Foram os filmes que ficaram pequenos”, dita por Norma, resume a crítica à efemeridade da fama.

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As estrelas de Crepúsculo dos Deuses

Gloria Swanson, como Norma Desmond, entregou uma performance lendária, capturando a grandiosidade e a vulnerabilidade de uma estrela esquecida. Sua interpretação, ao mesmo tempo teatral e trágica, rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

William Holden, no papel de Joe Gillis, trouxe um cinismo carismático que complementa a intensidade de Swanson.

Já Nancy Olson, como Betty Schaefer, a jovem roteirista idealista, ofereceu um contraponto emocional à trama sombria, ganhando também uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. A química entre os atores, especialmente nas cenas românticas entre Holden e Olson, foi essencial para o impacto emocional do filme, apesar de momentos curiosos nos bastidores, como a interrupção de Ardis, esposa de Holden, durante uma cena de beijo narrada acima.

Gloria Swanson em Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder; história do filme

Impacto cultural de Crepúsculo dos Deuses

Crepúsculo dos Deuses é amplamente reconhecido como um dos maiores filmes da história, ranqueado entre os melhores pela American Film Institute e pela revista Sight & Sound.

Sua crítica à superficialidade de Hollywood permanece relevante, especialmente em um contexto onde a indústria enfrenta transformações com o streaming e a busca por relevância. A combinação de comédia sombria, suspense e comentário social influenciou gerações de cineastas e obras que abordam os bastidores do show business.

O filme também consolidou o gênero noir, com sua estética em preto e branco e narrativa cínica. Sua preservação na Biblioteca do Congresso em 1989 e sua influência em adaptações posteriores, como o musical de Andrew Lloyd Webber, atestam seu legado duradouro.

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Quem era o elenco original de Crepúsculo dos Deuses
Quem era o elenco original de Crepúsculo dos Deuses

Das telas para um musical aclamado e premiado

O musical Sunset Boulevard, com música de Andrew Lloyd Webber e libreto de Don Black e Christopher Hampton, estreou em Londres em 1993, com Glenn Close como Norma Desmond. Uma nova e aclamada versão, dirigida por Jamie Lloyd, estreou no West End em 2023 e chegou à Broadway em 2024, estrelada por Nicole Scherzinger.

Scherzinger, ex-Pussycat Dolls, fez sua estreia na Broadway como Norma, recebendo elogios por sua interpretação emocional e vulnerável, que lhe rendeu o Tony Awards de Melhor Atriz em um Musical em 2025.

A produção, conhecida por sua estética minimalista e uso de projeções em preto e branco, venceu o Tony de Melhor Revival de um Musical. Scherzinger, ao lado de Tom Francis (Joe Gillis), Grace Hodgett-Young (Betty Schaefer) e David Thaxton (Max von Mayerling), trouxe uma abordagem moderna, destacando a dança e a intensidade psicológica da história.

Nicole Scherzinger no musical Sunset Boulevard

A coreografia de Fabian Aloise e a inclusão de Hannah Yun Chamberlain como a jovem Norma reforçam a narrativa de uma estrela assombrada por seu passado. Há discussões sobre uma possível adaptação cinematográfica do musical, com Scherzinger manifestando interesse em participar.

A produção, que encerrou sua temporada na Broadway em julho de 2025, foi celebrada por revitalizar a história para uma nova geração, conectando a sátira de Wilder às questões contemporâneas de fama e identidade.

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