Autor: TRAUM

  • Upcycling precioso: conheça as joias de madeira do Estúdio Ripa

    joias de madeira descartada

    De olho na quantidade de madeira descartada tanto em casa como na oficina da faculdade, Gabriella Côrte Real e Mairê Ramazzina viram uma oportunidade para levar adiante o anseio por uma iniciativa pessoal. Estudantes da PUC-RIO (diz que a faculdade ganha um boom recente de jovens empreendedores), ela de jornalismo e ele de design de produto, a dupla tirou a empreitada do papel em 2014 depois de uma boa rodada de testes, desenhos e formas livres para dar vida à marca de acessórios Estúdio Ripa.

    O processo é todo artesanal — cada novo shape nasce dos esboços a quatro mãos e são desenvolvidos unindo técnicas da marcenaria, expertise de Mairê, com as da ourivesaria, foco inicial de Gabriella. “O trabalho em dupla funciona bem para nós, hoje já nem dividimos as etapas. Trocamos ensinamentos, sabemos todos os processos e trabalhamos juntos para otimizar a produção”, contam sobre a criação dos acessórios. “Temos muito cuidado para que as peças tenham qualidade; polimos, por exemplo, cada uma à mão, usamos canutilhos de metal para o acabamento dos furos… isso enriquece nosso trabalho.”

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  • Meryl Streep // première de "Ricki and the Flash"

    A notícia de Meryl Streep vestindo algo (predominantemente) preto não é quente. Mas aqui os fatos são outros: ela está de Valentino, apesar de fazer questão de se manter fora do círculo fashionista, produzido por sua nova stylist Micaela Erlanger, cujos clientes mais famosos são Lupita Nyong’o e Jared Leto, numa versão boa de longo de manga comprida, item-chave das atrizes que passaram dos 60 e poucos anos, mais acessórios marcantes. O macacão Balmain que veio na sequência (aqui) ajuda a reforçar que esta é uma nova parceria de estilo que só promete bons frutos.

  • Para muito poucos: Hedi Slimane aperta o cerco do retorno da Saint Laurent couture

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    Atendimento personalizado, itens exclusivos sob medida e notas fiscais de no mínimo cinco dígitos não são suficientes para Hedi Slimane. Diretor criativo da Saint Laurent desde 2012, ele capitaneia o retorno da marca ao universo da alta-costura sob novas regras, como anunciado nessa terça (29); a couture da casa foi interrompida em 2002 com a aposentadoria de seu fundador.

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  • Cara Delevingne // première de 'Paper Towns'

    Cara é uma das poucas famosas que passou pela Saint Laurent de Hedi Slimane (a gente sabe como este aposta mais na turma de desconhecidos que elenca na vida real). Em sua primeira turnê como atriz, ela retribui o favor: depois de um look mais casual (com a mesma peça que mostrou na passarela meses antes), foi o vestido curto com o decote-rasgo (característico da nova fase da marca no tapete vermelho) que brilhou (mesmo) na première nova-iorquina do longa de estreia da gata; sapatos e batom (Rouge Pur Couture, com nome no backdrop) levam a mesma etiqueta. Uma nota: vale reparar em como ela, atriz da nova geração que é, descartou os vestidos longos tradicionais de pré-estreias. Boa!

  • Charlize Theron // pré-estreia de 'Dark Places'

    Charlize Theron e Dior só dá coisa boa. E quando se é uma estrela deste porte (cada vez mais raro), estações não existem: estamos no verão 2015 do hemisfério norte, com pre-fall 2015 nas lojas e o inverno 2015/16 começando a ser anunciado, mas Charlize antecipa mesmo é o resort 2016, que, tradicionalmente, chega às lojas em dezembro. Tecnicidades à parte, ela prova que não é só arrombo que vale em aparições oficiais; quando foi a última vez que você leu “conjunto de top e saia” para descrever uma produção (ainda que a estampa faz efeito dos mais bonitos com os traços primitivos de algum destes desfiles citados acima #risos). Quer tirar uma lição básica de estilo daqui? Repara na dica da sandália em tom de pele e bolsa prata limpa (injeção de modernidade) para não criar encrenca com as cores da produção. Falta quanto para o verão brasileiro mesmo?

  • John Galliano na Maison Margiela: a moda dura de engolir está de volta

    Margiela

    Quem se sensibilizou com a estreia de John Galliano na Maison Margiela em janeiro (seu retorno oficial à moda) foi enfático: “a moda está de volta!”, ouvi (e repeti pra sempre) depois da apresentação discreta de imagem potente em Londres. O prét-à-porter seguinte, de verão 2015, construiu mais da fundação da nova era da grife em seu slot original em Parismuito por causa das modelos performáticas que empolgaram os convidados, mas também pela coleção mais desdobrada, próxima do que ganha arara e com assinatura ainda mais forte do estilista. O mercado reagiu: uma notícia recente dá conta de que marca já colhe o crescimento só por causa da visibilidade que reconquistou. Na manhã deste 08.07, chuto que a mesma turma unida por esta história toda ganhou um bom dia excitante ao fazer a ronda matinal (e sonolenta) no Instagram e se deparar com os cliques da segunda apresentação couture (ou Artisanal, como chama lá) da Margiela, agora sim na cidade-luz da alta-costura.

    Já que perdi a chance de dizer no desfile anterior, aproveito esta ótima: se a decaída da moda extravagante foi atribuída à saída de Galliano da Dior em 2011, a missão de trazê-la de volta está sendo cumprida, passo a passo, pelo próprio. O fato desta imagem mais criativa e cerebral ter minguado na ressaca do boom digital que escancarou os seus bastidores também não é coincidência. Quando todo mundo teve a chance de olhar tudo ao mesmo tempo, o que é mais difícil de engolir foi perdendo o caldo.

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  • Chanel // Inverno 2015 alta-costura

    Os anos 1920 e 30 que inspiraram a coleção (e mais um cenário grandioso) da couture da Chanel serviram para dar uma limpada nos excessos da leva de desfiles recentes assinados por Karl Lagerfeld. Entre as máquinas caça-níquel e as mesas de roleta ocupadas por convidadas célebres passaram tailleurs de acabamento contemporâneo com jaquetas de efeito matelassado (clássico da maison) feitas do jeito mais moderno da vez, por impressão 3D; os favoritos vieram com shape e acabamento de toque intergaláctico, todo brilhante, em sintonia com a beleza forte (tipo melindrosa futurista) do casting. Depois de navegar por todos os cliques, um comentário é dos mais animadores: nada das calças largas e pesadas que ganhavam repetidamente a oferta ampla de closet precioso da marca. Pra terminar, terninho bridal (oba!) apresentado por Kendall Jenner (fuen!).

  • Poderosa melindrosa: a beleza do inverno 2015 alta-costura da Chanel

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    A versão do make mais usada, com blush pêssego e batom vermelhão, no desfile de alta-costura de inverno 2015 da Chanel

    Difícil assistir à primeira entrada do desfile couture da Chanel, num Grand Palais transformado em cassino no último 07.07, sem pensar no filme A Caixa de Pandora e sua dramática e sensual Lulu, personagem de Louise Brooks no longa alemão de 1929.  Assim como as roupas que a acompanhava, a beleza assinada por Tom Pecheux, com cabelos de Sam McKnight, foi resgatada das décadas de 1920 e 30 mais linhas do art déco para formatar o look “aposta da vez” das garotas que circularam entre os caça-níqueis e as mesas de roletas da grife.

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  • Da couture ao Coachella com as ninfas da Atelier Versace mística

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    O que dizer das coroas de flores que enfeitavam os cabelos ondulados tipo de praia da couture de inverno 2015 da Atelier Versace? O jeito é assistir ao desfile pensando, sim, em um Coachella místico (!) frequentado por ninfas de looks fluidos e angelicais — bem o tipo de mistura que um estilista adora referenciar.

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