No aniversário de Hot to Go, relembre as conquistas explosivas de Chappell Roan

O que aconteceu com a Chappell Roan

Quando Chappell Roan lançou Hot to Go! em 11 de agosto de 2023, poucos imaginavam que aquele single synth-pop com pegada queer e coreografia viral marcaria o início de uma ascensão meteórica. A canção demorou a ganhar tração, mas em 2024 transformou-se em um verdadeiro fenômeno, atingindo o Top 10 nas paradas do Reino Unido e Irlanda, Top 20 nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, além de garantir certificações de platina e ouro em vários mercados.

Mais do que números, Hot to Go! abriu o caminho para que Roan fosse reconhecida não apenas como promessa, mas como uma das vozes mais originais do pop contemporâneo.

A partir do sucesso do single, veio o lançamento do álbum The Rise and Fall of a Midwest Princess, que rapidamente conquistou um espaço sólido na Billboard 200, chegando ao Top 10 em meados de 2024. Com uma sonoridade que mistura elementos de synth-pop, indie e uma pitada de teatralidade, o álbum trouxe à tona a versatilidade da artista. Para apresentar as músicas, Roan embarcou na Midwest Princess Tour, uma extensa série de 89 shows entre setembro de 2023 e outubro de 2024, que percorreu América do Norte, Europa e Austrália.

Os shows foram marcados por uma energia inconfundível, com um público que ia além do simples fã: participavam dos shows aprendendo coreografias, se vestindo inspirados no universo visual da artista e criando uma atmosfera quase de carnaval pop.

Quais músicas canta Chappell Roan

Palcos icônicos como Coachella, Governors Ball, Bonnaroo e o Lollapalooza Chicago receberam suas performances, que foram elogiadas pela crítica por sua teatralidade e pela força da presença de palco de Roan. A imprensa britânica chegou a chamá-la de “a performer pop mais empolgante” durante o Way Out West, festival sueco onde a artista se destacou com uma banda formada apenas por mulheres e uma estética que dialoga com a cultura drag.

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Abril de 2024 foi o mês que transformou Chappell Roan em fenômeno global. O lançamento de Good Luck, Babe! levou a artista para o Top 5 da Billboard Hot 100 e para o bilionário clube de streams no Spotify. Com certificações múltiplas que vão desde o 4× platina nos Estados Unidos até ouro e platina em diversos países, a música se tornou não apenas um hit comercial, mas um marco decisivo no sucesso da artista.

O Brit Awards de 2025 coroou a faixa como Canção Internacional do Ano, e o Grammy reconheceu Roan com o prêmio de Melhor Artista Revelação, além de indicações em categorias nobres como Canção do Ano e Melhor Performance Pop Solo.

Esse reconhecimento consolidou sua posição no cenário pop e abriu espaço para que sua mensagem — que mistura autobiografia, humor ácido e discussões sobre identidade — chegasse a uma audiência ainda maior.

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Impacto cultural, ativismo e estética

Chappell Roan não é apenas uma voz pop: é um ícone cultural em construção. Além da música, sua presença é marcada por um ativismo constante. Doações para organizações como o Trevor Project e grupos que defendem os direitos reprodutivos fazem parte do que ela chama de “usar minha plataforma para quem não tem voz”. Essa postura aproxima ainda mais o público, que vê em Roan uma artista que ultrapassa o entretenimento.

A estética das performances, que mistura elementos do teatro, drag e referências à cultura queer, também chama atenção. Em shows como o Øyafestivalen, na Noruega, onde se apresentou para mais de 18 mil pessoas, ela levou ao palco um espetáculo que vai além da música, combinando figurinos elaborados, narrativa visual e uma conexão direta com o público. Isso tem sido um diferencial importante para ela, especialmente em um cenário saturado de artistas pop.

Quais são as músicas da Chappell Roan

Com o crescimento da carreira, vieram as finanças. Estimativas apontam que a fortuna de Chappell Roan atingiu a casa dos 10 milhões de dólares em 2025. Isso é resultado da combinação de streams, vendas físicas e digitais, turnês, merchandising e parcerias comerciais. Esse capital permitiu à artista montar uma equipe profissional e investir em produções de maior escala, além de manter uma gestão cuidadosa de sua carreira, equilibrando crescimento com autenticidade.

O lançamento de The Subway e seu significado

Em julho de 2025, Chappell Roan lançou The Subway, uma canção profundamente pessoal que dialoga com suas experiências de perda e superação. A música, que mistura dream-pop com elementos dos anos 80, chegou ao topo das paradas no Reino Unido e ao Top 5 em países como Austrália, Irlanda e Nova Zelândia.

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O videoclipe, filmado em locações icônicas de Nova York e com um visual marcante, reforça a habilidade da artista em criar uma narrativa audiovisual forte e coerente com sua identidade artística.

Além do impacto musical, The Subway gerou um efeito inusitado: a menção à província canadense de Saskatchewan na letra impulsionou um aumento expressivo no interesse turístico local, com o site oficial da província registrando mais de 50 mil interações novas pouco depois do lançamento da faixa.

Apesar do sucesso acelerado, Chappell mantém uma visão de longo prazo para sua carreira. Ela declarou em entrevistas recentes que seu segundo álbum ainda está em fase embrionária e que não pretende apressar o processo, o que pode significar até cinco anos de espera para um novo trabalho completo — um tempo semelhante ao que levou para seu álbum de estreia.

Enquanto isso, a artista continua ativa com lançamentos pontuais e apresentações estratégicas. Em 2025, ela anunciou a mini turnê Visions of Damsels & Other Dangerous Things, com shows em Nova York, Kansas City e Los Angeles, com ingressos acessíveis e parte da renda revertida para instituições de apoio à juventude trans. Essa movimentação reforça seu compromisso com causas sociais e a construção de uma carreira sustentável e responsável.

A trajetória de Chappell Roan entre 2023 e 2025 é um estudo sobre crescimento orgânico e autenticidade no pop contemporâneo. De uma música viral a um fenômeno global, com turnês gigantes, prêmios importantes, impacto cultural real e uma base de fãs apaixonada, ela construiu uma carreira que resiste à pressa típica da indústria, dando valor ao processo criativo e à conexão verdadeira com o público.

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