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John Galliano, o salvador: a moda dura de engolir está de volta

Margiela

Quem se sensibilizou com a estreia de John Galliano na Maison Margiela em janeiro (seu retorno oficial à moda) foi enfático: “a moda está de volta!”, ouvi (e repeti pra sempre) depois da apresentação discreta de imagem potente em Londres. O prét-à-porter seguinte, de verão 2015, construiu mais da fundação da nova era da grife em seu slot original em Parismuito por causa das modelos performáticas que empolgaram os convidados, mas também pela coleção mais desdobrada, próxima do que ganha arara e com assinatura ainda mais forte do estilista. O mercado reagiu: uma notícia recente dá conta de que marca já colhe o crescimento só por causa da visibilidade que reconquistou. Na manhã deste 08.07, chuto que a mesma turma unida por esta história toda ganhou um bom dia excitante ao fazer a ronda matinal (e sonolenta) no Instagram e se deparar com os cliques da segunda apresentação couture (ou Artisanal, como chama lá) da Margiela, agora sim na cidade-luz da alta-costura.

Já que perdi a chance de dizer no desfile anterior, aproveito esta ótima: se a decaída da moda extravagante foi atribuída à saída de Galliano da Dior em 2011, a missão de trazê-la de volta está sendo cumprida, passo a passo, pelo próprio. O fato desta imagem mais criativa e cerebral ter minguado na ressaca do boom digital que escancarou os seus bastidores também não é coincidência. Quando todo mundo teve a chance de olhar tudo ao mesmo tempo, o que é mais difícil de engolir foi perdendo o caldo.

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