Luísa Sonza em ‘Bossa Sempre Nova’: conheça a história das faixas de novo álbum

Luísa Sonza surpreendeu com um novo caminho musical ao anunciar o lançamento do álbum “Bossa Sempre Nova”, que sai nesta terça-feira (13/1) nas plataformas digitais.
No novo trabalho, a cantora deixa o pop e o funk de lado para focar em regravações de faixas marcantes da Bossa Nova e adjacências, retrabalhadas para o novo trabalho com os músicos Roberto Menescal e Toquinho. Além das interpretações, o álbum também ganha faixa inédita, “Um Pouco de Mim”, composta pela artista com Menescal.
Trata-se do primeiro novo álbum de Sonza desde o sucesso de “Escândalo Íntimo”, lançado em 2023 e com edição deluxe em 2024.
Tirando a faixa nova, Luísa reuniu 13 versões de clássicos do gênero para o novo trabalho. Além do álbum, ela lança também um documentário nesta mesma noite com o processo de gravação do disco.
Antes de ouvir o trabalho completo, conheça as músicas que fizeram parte da seleção e relembre suas histórias e intérpretes originais e/ou marcantes ao longo dos anos…
Faixa #1: “Consolação”
Composta por Vinícius de Moraes e Baden Powell, “Consolação” foi lançada originalmente por Powell em 1963. Ao longo dos anos, como o próprio Menescal revela no documentário do álbum, a faixa teve mais de 200 regravações deste sofrimento amoroso que é marcante na história da MPB.
Faixa #2: “Nós e o Mar”
Criada por Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, reflete o tema clássico da bossa nova: o mar, o Rio e o romance leve. A versão original é do próprio Roberto Menescal, e uma regravação marcante é a de Wanda Sá.

Faixa #4: “Onde Anda Você”
Parceria de Toquinho (música) e Vinicius de Moraes (letra), foi lançada em 1974 no álbum “Vinicius/Toquinho”. A música captura o estilo de parceria tardia de Vinicius com Toquinho, após suas fases com Jobim e Baden Powell, e tem regravações emocionantes como a de Chico Buarque em shows.
Faixa #5: “Samba de Verão”
Composta por Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle em 1964, virou um hit global da bossa nova. A gravação original é de Marcos Valle, mas a versão que explodiu internacionalmente foi a instrumental de Walter Wanderley (1966), que entrou no Top 40 dos EUA.
Faixa #6: “Só Tinha de Ser com Você”
De Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, é um clássico romântico da bossa. A versão definitiva e mais marcante é a do álbum “Elis & Tom” (1974), com Elis Regina e Tom Jobim juntos, considerada uma das gravações mais perfeitas da MPB. A química entre os dois na sessão em Los Angeles é lendária, com Elis trazendo intensidade emocional à suavidade de Jobim.
Faixa #7: “Você”
Criada por Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, é uma das composições mais conhecidas de Menescal, com clima romântico e praiano. A gravação original é do próprio Roberto Menescal e seu conjunto nos anos 1960.
Faixa #8: “Carta ao Tom 74”
Composta por Toquinho e Vinicius de Moraes, a faixa é uma homenagem carinhosa a Tom Jobim escrita em 1974. A interpretação original é de Toquinho e Vinicius, com “carta” que reflete a amizade entre eles e Jobim; ao longo dos anos ganhou regravação de Miúcha.
Faixa #9: “Tarde em Itapoã”
Mais uma parceria de Toquinho e Vinicius de Moraes, sobre uma tarde relaxada na praia de Itapoã, na Bahia. A versão original e mais famosa é do álbum com Toquinho e Vinicius nos anos 1970. Em 2022, a música ganhou roupagem moderna ao ser relançada por Toquinho com Caetano.
Faixa #10: “Ah! Se Eu Pudesse”
De Toquinho e Vinicius de Moraes, é uma reflexão melancólica sobre desejos não realizados e o passar do tempo. Gravada pela dupla nos anos 1970, faz parte do repertório maduro de Vinicius. Menescal a cantou recentemente em seu álbum de 2023, mostrando como a canção envelhece bem e continua tocando corações com sua simplicidade honesta.
Faixa #11: “Triste”
Obra solitária de Antônio Carlos Jobim, é uma das baladas mais profundas da bossa, com harmonias complexas e letra de solidão disfarçada de serenidade. A versão definitiva é do álbum “Elis & Tom” (1974), onde Elis Regina entrega uma interpretação devastadora, chorando no final da take — momento capturado no documentário de 2022.
Faixa #12: “Diz Que Fui Por Aí”
Composta por Zé Keti, ganhou contornos bossanovistas em interpretações como a de Quarteto em Cy ou Baden Powell. A original de Zé Keti traz o samba raiz de desilusão amorosa (“Diz que eu sou bagaceira…”) e representa a ponte perfeita entre o samba tradicional e a bossa sofisticada.
Faixa #13: “Águas de Março”
Obra-prima absoluta de Tom Jobim (de 1972), faz uma lista poética de imagens do cotidiano brasileiro que simboliza renovação e fim de ciclo. A gravação seminal é de Elis Regina no álbum “Elis” (1972), mas a versão definitiva e mais celebrada é a de Elis & Tom (1974), com os dois dialogando vozes e piano — eleita várias vezes como a melhor música brasileira de todos os tempos.
Faixa #14: “O Barquinho”
De Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, de 1960, é o hino máximo do “barquinho”, símbolo da bossa nova leve, romântica e praiana. A gravação icônica é do Roberto Menescal e Seu Conjunto ou Wanda Sá, mas explodiu com Os Cariocas e virou sinônimo do gênero.