Categoria: Moda

Dicas de moda, inspiração de looks e guias de compras para garantir a produção na estica!

  • Baile da Vogue 2016 em 9 looks

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    O tema era Pop África, mas o Baile da Vogue foi de quem fugiu de polêmica e traduziu, em look tipo “gala à brasileira”, a diversão do Carnaval. Três favoritas: Taís Araújo, digna do título de Rainha do Baile com longo Valentino, Sabrina Sato, musa absoluta da festa, de fantasia temática assinada por Henrique Filho com styling do fiel Yan Acioli, e Juliana Paes, a Iemanjá mais divertida da pista com longo by Helo Rocha (esta, vestiu um sem-fim de convidadas, provando certeira a virada da marca homônima).

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  • Le rouge parfait: close na beleza da couture da Dior, verão 2016

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    Peter Philips, diretor criativo da Christian Dior Makeup, prestou homenagem à memória de Monsieur Dior incorporando o que couturier chamava de seu Coup de Trafalgar na assinatura da beleza mais recente criada para a label. Traduzindo, uma explosão de vermelho “olhe para mim” no meio de um desfile de fase intermediária da maison, repleto de looks no mesmo tom. Para reviver a imagem, Peter intercalou rostos clean com lábios deliciosos na cor, acompanhando a visão contemporânea da coleção couture de verão 2016 da grife, esquentando, assim como fazia Christian, a apresentação da casa.

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  • Uma jornada para corajosos: Prada, inverno 2016 masculino

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    A senha do wi-fi da Prada é “miumiu”. Essa foi a primeira informação recebida na visita ao QG da grife no 36 da Via Fogazzaro, em Milão. Muita coisa viria pela frente. Ali, a marca reuniu nomes da imprensa mundial para o chamado “resee”: oportunidade de (re)ver, no cenário do desfile, mas com manequins estáticos ao invés de modelos em movimento, a coleção de inverno 2016 masculino apresentada, em show, dois dias antes.

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  • #PORTAFASHIONWEEK: dos sem-convites na Prada à invasão oriental na Gucci

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    Quem não tem convite caça com cobertura do fervo das portas dos desfiles. A primeira vez na cobertura internacional de uma temporada de moda (aqui, a de inverno 2016 masculino) é de desafios. Emplacar uma publicação nova (como esta) exige muito PDF por e-mail e um bom tanto de sorte para contar com passe livre nos eventos principais. Com o roteiro dos desfiles em mãos, é fácil ir atrás das apresentações mais high-profile para cobrir, pelo menos, o agito de suas entradas.

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  • Edição especial: Ralph Lauren Purple Label, inverno 2016

    Os ditos “neodândis” do street style poderiam investir em uma incursão pelo universo da Ralph Lauren. No palazzo da grife, endereço que recebe suas linhas na Via Barnaba, em Milão, a marca reuniu imprensa e convidados para apresentar as novidades da etiqueta Purple Label, signature collection que encarna de fato o lifestyle de seu fundador.

    Dividida em blocos por tons, o conjunto impressionava pelo olhar afiado de edição que dá aula sobre a diferença entre estilo e ostentação, lição importante para pensar o guarda-roupa masculino. Ternos grafite de três peças em cinza, um closet de elegância profissional, dividiam espaço com grupo todo em tons de marrom composto por produções de blazers descombinados sobre malhas gola V ou camisa e gravata de tons derivados. Calma para os olhos.

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    Outro bloco, todo em tons claros com tricôs mais grossos, jaquetas de camurça com trim de pele, franjas ou em couro de vaca injetavam desejo fashionista em volume maior. Lucky Blue Smith, o top da vez responsável pela turma enorme de adolescentes histéricas na porta, vestia o look mais high-profile do grupo ao redor: um casaco de pele por cima de suéter de gola alta, calça branca e botas de camurça. Em um dos salões adjacentes do palazzo, seis looks todos em cinza davam o tom da coleção pre-fall apresentada ao lado da nova linha de acessórios de ski.

    Oferta para todas as horas, sob uma única etiqueta e embaixo do mesmo (impressionante) teto do endereço. Não é a toa que convidados tão refinados quanto os novos looks se deliciavam com as novidades expostas: já não basta oferecer produtos de qualidade, com informação de moda ou com diferencial criativo. Moda hoje se vende pela experiência completa, mesmo que esta dure o intervalo de duas horas da apresentação.

    A moda masculina de festa era representada por três homens de preto. São looks que, nos próximos meses, ganharão tapetes vermelhos com nomes da agenda de contatos da marca em Hollywood. Poucos apostariam, sem medo, no jaquetão de smoking de estampa floral combinado com calça preta e mocassins com as iniciais de Ralph Lauren. Ainda bem. Navegar pelos limites traiçoeiros da elegância masculina, como a grife faz tão bem, não é tarefa fácil para qualquer um.

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  • Refugiados ganham a passarela em desfile inclusivo de marcas africanas

    O casting do desfile cujo registro você vê acima conta com uma novidade difícil de identificar prontamente. Inclui modelos do tipo “homens reais” parte do contingente de refugiados vindos de países da África que buscam asilo na Itália. A ação foi fruto da parceria entre a IHT Ethical Fashion Initiative, joint agency das Nações Unidas com a Organização Mundial do Comércio, e a Lai-momo, cooperativa italiana que visa a integração social e profissional de imigrantes de países do continente africano, do Caribe e de países da costa do Pacífico. Foi apresentada em um galpão industrial na apresentação do projeto Generation Africa em Florença, nos arredores da feira Pitti Uomo, no último 14.01.

    Os modelos estreantes do show não foram identificados isoladamente. Tornaram-se assim parte legítima da equipe envolvida no desfile. Parece pouco, mas a iniciativa coloca a moda como agente ativo frente a realidade que a cerca. Firma um exemplo de miscigenação orgânica de fato, e não apenas midiática, que abre o leque de possibilidades para a atuação do segmento pela causa.

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    O desfile recebeu quatro designers da África do Sul e da Nigéria. O multiculturalismo africano tem história recente na moda marcada por denúncias de apropriação cultural, mas aqui o olhar era de dentro pra fora. Além de valorizarem o que define o estilo de seus países e recodificá-lo pela apropriação de códigos da moda global, as marcas selecionadas também estavam unidas pela atenção aos meios de produção de cadeia responsável e pela capacitação de mão-de-obra especializada nas regiões de origem.

    Cores, riquezas decorativista e prints gráficos, elementos associados repetidamente ao complexo continente africano, ganharam a passarela, mas sob o olhar esperto de designers conectados com o que pede a nova moda masculina. Alfaiataria relaxada, inspiração nos uniformes militares, streetwear amplo com estampas caleidoscópicas e aplicações focadas de peles e bordados foram apostas em comum vistas tanto no desfile do projeto quanto nas araras de marcas consolidadas da feira de moda masculina adjacente. Desta edição, a segunda da empreitada, participaram as marcas AKJP, Ikiré Jones, a parceria entre os designers Lukhanyo Mdingi x Nicholas Coutts e U.Mi-1. O desfile completo de cada uma delas você encontra na galeria logo abaixo.

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    AKJP

    Publicado por Traum em Sábado, 16 de janeiro de 2016

  • Pitti Uomo 89: o maior gentlemen’s club do mundo prepara o terreno para novas gerações

    Duas vezes por ano, o Fortezza da Basso recebe a maior feira de moda masculina do mundo: a Pitti Uomo, realizada pela rede de feiras Pitti Imagine. Entre 12 e 15/01, o evento ganhou sua edição #89 disposta pelo espaço enorme da locação, um labirinto repleto de grifes italianas e internacionais (o ratio é quase de 50%) com araras e mais araras de lançamentos para o inverno 2016 internacional, que desembarcam nas lojas a partir de setembro.

    Vale tudo: etiquetas renomadas de alfaiataria italiana e britânica, um sem-fim de marcas focadas em acessórios, dos tradicionais artigos de couro aos itens casuais e esportivos, labels de cases de smartphone, barracas de óculos, pop-up de décor, estandes tipo flagship store e corredores dedicados a talentos recentes. Focada nos negócios, mais de 30 mil credenciados (compradores, imprensa e convidados) fazem rondas e fecham pedidos entre um espresso (mais um cigarro) e outro. Perder-se entre os caminhos sinuosos do forte é fácil, mas nenhum tour, ainda que desorientado, sai imune às informações extra de estilo masculino dispostas pelos corners.
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    A ação é outra na praça central, neste ano decorada com portraits em preto e branco de homens de diferentes gerações (tema da edição). É notável o interesse das publicações e seguidores do assunto pelo estilo de rua (#streetstyle), por mais desconectado da realidade que grande parte do registro pareça a cada temporada. A Pitti é um paraíso para fotógrafos atrás do “estilo exuberante italiano”. Convidados de olho na fama de alguns tantos cliques comparecem em peso. São apelidados carinhosamente de homens-pavão e exibem desde produções ricas em tons de uma cartela impensável para os clientes luxuosos das transações da feira (roxos, amarelos, verdes e azuis de alta intensidade dos visitantes encontravam poucos correspondentes nas grifes expositoras). Também navegam por referências de uma época na qual não se vive mais, tomados por uma elegância saudosista que empolga caçadores de qualquer clique.

    Numa primeira visita pela feira, e no estágio atual de saturação deste formato de registro que vende personagens ficcionais para uma indústria sedenta por imagens a todo momento, o fenômeno impressiona, para o bem e para o mal. Parece implicância, mas o assunto estendeu-se em publicações focadas no público masculino. “São estes os looks mais irritantes da Itália?” perguntou a GQ norte-americana, enquanto Guy Trebay, do NY Times, ou qualquer legenda do instagram da Esquire estenderam a discussão. A última, dona de uma cabine fotográfica em uma das esquinas da praça principal, optou por produções de elegância comedida apelidada de #TheNewStyle, de imagem mais crível aos seus leitores, para os registros. Note também os cliques de Scott Schuman, do The Sartorialist, e leve as observações acima em consideração para entender porque, numa feira de moda masculina, ele retratou três nomes femininos.

    Se a exuberância exagerada ficava para o lado de fora da feira, o que há lá dentro? As possibilidades do guarda-roupa masculino, como se vê nas passarelas das outras cidades da temporada de moda, são infinitas. Deixaram há tempo, ainda bem, o range tão delimitado do que aparece nas “ruas reais”. A missão de valorizar qualidade, história, tradição e estilo à prova de tendência cabe à Pitti, ainda que esta se mostre conectada com novos caminhos do segmento. Quão emocionante pode ser um passeio por uma sequência sem fim de casacos de lã cinza, sobretudos pesadíssimos para o inverno europeu (apesar do frio fazê-los parecer ainda mais especiais) ou suéteres de cashmere se não há, de fato, algo a ser celebrado ali?

    Microtendências podem ser enumeradas rapidamente por quem procura informação digerida, ainda que estas pareçam recorrentes — já são, na verdade, clássicos: jaquetas influenciadas por uniformes militares, o reinado dos cappottos de impacto, calças mais amplas, jaquetas perfecto em mil variedades de couro, brogues de couro com solado grosso de borracha para aventureiros, óculos de armações coloridas e inusitadas e camisas renovadas por grafismos que adicionam beleza interior ao exterior classudo. Tome, mais uma vez, o olhar de Scott Schuman como referência (como um nome americano de Indiana navega tão bem pela sprezzatura italiana?) e preste atenção nos básicos criados pelo fotógrafo em parceria com a Roy Roger’s, marca de 72 anos de idade, renomada por seu jeanswear premium: um blazer cinza de dois botões mais bolsos e lapelas amplas, uma jaqueta de camurça marrom, calça jeans de denim bruto, cintura alta e modelagem ampla e uma parka usada sobre malha de gola rulê. Funcionam como um lembrete de que um guarda-roupa masculino clássico, de estilo consistente, se constrói pouco a pouco, sem o fervor acelerado de tendências.

    A Pitti Uomo se movimenta a mano a mano, principalmente no trato entre vendedores e clientes. Buyers estão atrás de apostas certeiras para abastecer araras e caixas de loja. Grifes, por outro lado, investem para reforçar as qualidades que sustentam a base de seus nomes, reverberadas entre cafés, risadas e cumprimentos a cada estande. Dá para compreender porque, para um olhar novato, a área da feira que fecha planilhas de compra pareça mesmo um grande gentlemen’s club.

    O feirão de negócios não precisa, obrigatoriamente, de arrojo criativo para garantir seus números, mas reúne iniciativas notáveis a fim de mostrar que está a par dos desafios contemporâneos de seu mercado. Recebe, a cada edição, um estilista internacional convidado, de preferência de carreira mais breve, para desfile-panorama de sua carreira; Junn.J, nome coreano com nove anos de marca, foi o da vez. O evento é palco também para ações que aproveitam a plataforma estabelecida em Florença: um desfile-instalação apresentou nova parceria da Adidas enquanto a rua que concentra as lojas grifadas da cidade recebeu a nova linha Superga X Del Toro. O renomado prêmio oferecido pela tecelagem The Woolmark Company (que já teve Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld entre os vencedores) cobre a demanda pelo lançamento de novos talentos. Inovação por associação é ferramenta quente de branding também: a automobilística Mini promoveu, nesta edição, um espaço com seis nomes novatos, uma miniseara de moda mais animada como as jaquetas que misturam matéria-prima tradicional com o toque esportivo do neoprene e patches de inspiração artística da Na Di Studio.

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    Já que a Itália é vista como um polo mundial de moda masculina, há também espaço na Pitti para refletir sobre seus processos. A IHT Ethical Fashion Innitiative, uma joint agency das Nações Unidas com a Organização do Comércio Mundial, usa pela segunda vez a feira como plataforma de visibilidade para o projeto Generation Africa. Com desfile coletivo apresentado numa área industrial vizinha ao Fortezza da Basso, revelou quatro marcas da África do Sul e da Nigéria unidas pela produção responsável, pela capacitação profissional de mão-de-obra em seus países de origem e pelo olhar nativo sobre a riqueza cultural tão diversificada dos países que representam. No casting, nomes recrutados pela aliança com a Lai-momo, associação italiana que visa a integração da população de refugiados, ganharam a passarela sem distinção entre os modelos, ilustrando a miscigenação orgânica proposta pela ação.

    “Nosso desejo é criar de fato um pólo de intercâmbio que dê a devida atenção aos talentos de uma população com incrível potencial criativo. Olhe para estas marcas. Você está presenciando os primeiros passos a caminho de um novo futuro para a moda!”, enfatizou Simone Cipriani, chefe fundador do Ethical Fashion Initiative. Com a moda italiana reconhecida pela tradição histórica movimentando um volume crescente de negócios em seu cuore, a Pitti completa o círculo de seus mecanismos de ação e aponta, com mira certeira, para os rumos que ajudarão a definir o seu futuro.

  • À moda da cidade: na semana de Londres, uma aula sobre diversidade na passarela

    Em uma primeira viagem a Londres, a diversidade de culturas unidas nos espaços da cidade impressiona. Em quatro dias, confesso, devo ter lidado com mais pessoas de background cultural de outras nacionalidades do que com ingleses “legítimos”, por mais problemática que soe este tipo de delimitação. Se a cidade é movida por forças de origens distintas e a semana masculina de moda se esforça para valorizar o que há de notável em sua indústria local, o raciocínio não poderia ser outro: a miscigenação nas passarelas londrinas é, de longe, a mais eficiente do roteiro das capitais de moda internacionais.

    Enquanto marcas de outras cidades se esforçam para quebrar a hegemonia do(a) modelo branco(a), as do circuito londrino estão um passo adiante. Não incluem dois modelos negros em tom de obrigatoriedade. Vasculham tipos diferentes através do recrutamento de “homens reais” e de agências além das renomadas, reforçam suas características mais marcantes (ao invés de tentar homogenizá-las) e, talvez o mais importante, assimilam o mix de bagagens culturais distintas em seus trabalhos. #miscigenaçãocomtesão

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    O trabalho de colher detalhes sobre coleções que fazem questão de explicitar cada uma de suas referências vira um exercício de abertura de olhar. De pesquisa no Google também (risos), dada a área tão delimitada na qual nos situamos pelo vício em receber informações sempre das mesmas fontes.

    Como exemplo, pela (enxuta) agenda de grifes paralelas da TRAUM passaram uniformes das novas tribos urbanas (Maharishi), streetwear conectado às turmas dos latinos da Nova York dos anos 70 (Baartmans and Siegel), interpretação bem-humorada, e inclusiva, do cotidiano brasileiro sob olhar gringo (Bobby Abley). Fomos do caldeirão da cultura pop global (Moschino) ao remix dos trajes dos cultivadores de arroz na China (Chen Peng), todos representados por modelos tão distintos quanto suas referências.

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    Mais do que só variedade de inspiração, estes trabalhos ressoam de forma significativa por estarem situados em uma semana de moda aberta ao público ao seu redor, tanto no nível das ideias e da representatividade quanto fisicamente. A grande maioria dos desfiles da temporada masculina de Londres conta com entrada para standing, fila da turma sem-convite que assiste às apresentações em pé, e recebe atenção tanto da mídia principal quanto da rede da “nova imprensa de moda”, bloggers e fotógrafos de estilo, presentes em peso (e bem recebidos) por todas as atividades do calendário oficial.

    Com o trabalho focado do British Council of Fashion e a esperteza de seus criadores, Londres não pode mais ser reconhecida apenas pela tradição histórica de sua alfaiataria ou pela inovação em sua vertente mais jovem e animada. Atenta à inclusão do universo vasto dos consumidores das imagens (e produtos) que saem de suas passarelas, a capital britânica já está pronta para exportar também um formato de apresentação de coleções que começa a dar conta dos novos tempos. Só falta quem o compre.

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  • As iluminadas: close na beleza do Globo de Ouro 2016

    Neste ano, a emoção do Globo de Ouro 2016 não ficou, claro, limitada ao tapete vermelho: nome brasileiro estrelado na concorrência, o primeiro prêmio pré-Oscar para Leonardo DiCaprio, a dupla Ryan Gosling + Brad Pitt no palco… Antes que a ação começasse, porém, a beleza sofisticada e high-glamour das estrelas que cruzaram o red carpet iluminou a noite que deu pontapé inicial à temporada de premiações do ano.

    Ao invés de optar por estilos pesados, o destaque foi para quem cruzou o tapete com aparência polida e fresh, contraponto essencial aos rostos que mostram quão sobrecarregados de produtos realmente estão. Moderna, de aparência quase natural, acompanhada por um bob bem feito ou desfeito, a make suave com pontos de brilho foi bem mais gostosa de acompanhar do que, por exemplo, complicados e escuros olhos esfumados dos anos anteriores (que quase nunca saem bem em foto!).

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    Pense, por exemplo, em Rosie Huntington-Whiteley com rosto clean e ondas de verão nos cabelos ou na maquiagem de Jennifer Lawrence, ambas superiluminadas. Nos cabelos, destaque para o bob de Lily James, os fios ao natural de Amy Adams e o elegante rabo de cavalo baixo de Malin Akerman. É como se a dica fosse: se você está procurando alguma beleza cool, aplique um iluminador, um lip balm, um curvex e pode sair de casa!

    De Rosie vem a inspiração mais “leve para a vida real”: leve delineado apenas na parte superior, lábios nude e sombra iluminada ouro. Você pode imitar usando o Soft and Gentle ou o Pearl/Hush, ambos MAC, ou Shade & Illuminate da Tom Ford — dois #makeupessentials para o ano.

    #dear2016comeandshine

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  • That 70’s show: Baartmans and Siegel, inverno 2016 masculino

    Harlem, Studio 54… de Londres, a Baartmans and Siegel transportou convidados diretamente para a Nova York de 1976. Com apresentação na Victoria House, o casting misto de garotos e garotas encarnou personagens tanto da cena noturna de glamour aplicado quanto a juventude das ruas da capital sob o olhar tipo ostentação-relax da dupla Woulter e Amber.

    Alfaiataria soft em cartela cáqui e cinza garantiu alguns essenciais do guarda-roupa mais luxuoso; sobretudos, peça certeira de inverno que soa como aposta nesta temporada, ganharam golas de pele, combinando com os casacões felpudos jogados por cima dos costumes vestidos pelo casting feminino. Em outro bloco, uniforme de rua retrô com versão de fino trato das jaquetas esportivas de capuz de pele e moletom com logo para toda hora.

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    A visão dupla sobre a época se conecta bem com a procura por roupa adulta de estilo marcante, uma versão vida real dos homens-pavão que floreiam pelo “street style” das semanas de moda, e com o closet despojado para quem prefere atitude conectada com a cultura urbana. Pode ser as duas fatias do filão de clientes da marca, mas também reflete bem uam divisão importante dos consumidores masculinos. Bom à beça!

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    Baartmans and Siegel, inverno 2016 masculinoApresentado na London Collections, em 10.01.2016Leia mais: https://goo.gl/cwSSbb

    Publicado por Traum em Quarta, 13 de janeiro de 2016

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