Categoria: Moda

Dicas de moda, inspiração de looks e guias de compras para garantir a produção na estica!

  • Alexander Wang faz a gente gostar das parcerias fast fashion de novo

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    Alexander Wang sabe o que faz. Depois de temporadas tentando provar que é mais do que o consagrou na semana de moda Nova York, o estilista voltou a fazer o que domina como ninguém em sua etiqueta principal: sportswear luxuoso com injeção de alta dose de cultura urbana (relembre o desfile de verão 2015 aqui). Na sequência, assumiu, sem saber, outra missão: a de criar desejo de novo pelas então saturadas parcerias de grifes e marcas fast fashion com sua coleção para a sueca H&M, celebrada oficialmente com um megaevento em Nova York nessa quinta-feira (16). O timing da divulgação desta foi ótimo, lançada antes que a versão mais completa e mais legal do tema chegue às lojas (com etiqueta de preços cheios) em fevereiro/março do ano que vem (gasta primeiro um pouquinho na versão mais barata e depois estoura o cartão com as peças “originais”). Parceria usada como esquenta.

    Se estilistas lançassem greatest hits da mesma maneira que músicos, esta coleção serve como um bom template. Junta as referências mais fortes que pontuaram a carreira até agora em um mix de peças das mais fáceis (pra quem não é tão fã assim) às de arrombo fashionista maior, pra fazer bonito no insta (pra quem é fã-on-a-budget). Tão ali os tops de academia (de agora) e as leggings que levam o sobrenome do designer (fitness ao extremo pontuado pelos coletes, luvas de boxe e pela performance que abriu o show), mas também estão os casacões de efeito, os looks com tiras de transparências (à la verão 2013) mais acessórios desejados desde que os primeiros cliques de lookbook foram divulgados, incluindo botinhas muito parecidas com as que foram uns de seus primeiros hits — todos devem voar (alguns voaram ali no lançamento mesmo) das araras. O barulho da empreitada é tão grande que especula-se que o Alex pode encarar uma aventura pelo fitness de verdade no futuro. Até Dakota Fanning deixou o look de bordados preciosos de lado e se meteu num vestido-camiseta que poderia ser levado, sem os saltos que o acompanhava, direto para a academia mais próxima (academia é o novo after).

    Além do desfile (com um casting digno de qualquer grande marca), a noite terminou com uma apresentação da rapper Missy Elliott (M.I.A. do grande público faz um bom tempo) com tops, atrizes e convidados se jogando na pista (e floodando o instagram como nunca), bem do jeitão das famosas festas de Wang que agitam toda edição da NYFW. Esse tipo de comoção também faz com que qualquer preocupação com os meios de produção dessas peças mais baratas (um dos motivos pelos quais as fast fashions ganham olhares tortos) seja abafada pela potência tão alta do fervo e das imagens, pra garantir que nenhuma pessoa saísse dali sem dúvidas sobre o futuro sucesso dessa coletânea. Nas lojas da H&M dia 06.11.

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  • 50 vestidos brancos do verão 2015 internacional

    Vestidos brancos que são tendência

    Desafio mesmo é fazer o preto dar certo em pleno verão brasileiro, né? Mas chegam as temperaturas mais altas e um bom vestidinho branco vira curinga em qualquer closet, por menor que seja seu arrombo fashionista (é tipo floral na primavera, “groundbreaking”?). Dos desfiles do verão gringo do ano que vem sai uma leva fresquinha (mesmo) de opções. Os mais-mais levam detalhes em renda e desenhos vazadinhos, bem na vibe dos anos 70 da vez, ou são de pique atléticos, marcados pelas telas que fazem o ar circular por dentro do look.

    Alguns merecem destaque: o roqueiro de Tom Ford, o monástico-moderno da Dior, os vazados de acento couture da Balenciaga de Alex Wang, o simples (e chiquérrimo) da Lanvin, a barra cheia de movimento das franjas da Céline e, pra terminar a seleção dos especiais, o bam-bam-bam de laise delicadíssimo da Chloé. Reuni 50 opções boas pra usar de guia ou para estourar o cartão de crédito quando eles chegarem às lojas. Cliques e marcas na galeria abaixo. Qual é o seu?

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    Quer salvar? Faça o download de todas as imagens, aqui.

  • Click: as entradas de Sasha Luss na temporada do verão 2015 gringo

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    A russa Sasha Luss encarnou as roqueiras supersexy e glamorosas de Tom Ford, na LFW

    Confesso que não tenho o melhor par de olhos para modelos. Com exceção das supersupertops, não sou daqueles que reconhece uma garota à primeira vista durante um desfile ou que distingue o nome de cara da estrela de um editorial. Tenho uma amiga das modas que tem o olhar afiadíssimo para isso (o qual sempre admirei) e acompanhar o tumblr de gente viciada em modelos também me ajuda a reconhecer mais facilmente o rosto de nomes que já tem carreira consolidada, mas não estouraram no tipo de fama mais bombada.

    Contradizendo essa intro toda, parece que esses olhos não habilidosos resolveram guardar um só rosto ao longo desta temporada de desfiles internacionais (que vive sua reta final em Paris nesta semana). A escolhida foi a russa Sasha Luss; a cada desfile que vejo, lá está a gata loira, de rosto superangular e (nos mais legais) de cabelos platinados de fazer inveja, modificados especialmente para as semanas de moda mais recentes. Outro fator me ajuda: ela está, mais uma vez, em tudo quanto é passarela. Um fun fact aqui é que eu comecei a reparar na Sasha por seguir um tumblr que odeia cada uma de suas aparições. Marcou. Agora, só fico esperando cada nova entrada da gata até que a época de fashion week acabe. Nas galeria, algumas de suas imagens até agora; uma das minhas favoritonas é a entrada no desfile roqueiro e hothothot do Tom Ford, em Londres, com os cabelos desgrenhados e o look showstopper de paetês.

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    No verão 2015 da Versace
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    Versão Barbie girl na Moschino pop de Jeremy Scott, em Milão
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    Na Nina Ricci, na Michael Kors e vestindo os 70’s da Gucci
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    Etro, Blumarine e no bacstage da Emilio Pucci
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    Com novos looks da Balmain, Dolce & Gabbana e Tom Ford
  • Para Ashish Gupta, não existe coisa mais chata do que regras

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    Vamos começar de cara pela diversidade, ou melhor, pela homogeneidade do casting todo composto por modelos negros na passarela do verão 2015 da Ashish, na semana de moda de Londres. Negro não vende, não conta com bons nomes nas agências, não encanta os olhos dos consumidores da mesma maneira, não fica bem com certas roupas ou makes, não combina com produtos de luxo: as justificativas geralmente anônimas citadas nas já obrigatórias matérias sobre diversidade racial a cada temporada foram todas jogadas de lado no show da marca.

    Quer mais? Então foca na modelo Winnie Harlow, nome que ganhou as atenções numa temporada do (já cafona) reality America’s Next Top Model com a pele que sofre com os efeitos do vitiligo, doença com a qual lida junto com a discriminação desde a infância; depois de duas entradas, foi ela quem encerrou o desfile, celebrada pelos convidados. Uma pena que essa pró-atividade ainda é exclusiva de grifes menores, menos engessadas, que se permitem tomar partido e ganham os aplausos que merecem (o fato de que esses dois temas não são discussões recentes só denuncia ainda mais a demora do feedback das grandes etiquetas).

    Mas não é só bandeira que Ashish Gupta, estilista indiano que toca a label levanta. Com o olhar no streetwear (e um diploma no mestrado da Central Saint Martins em 2000), ele já é reconhecido por seus itens de muito, mas muito brilho que faz com que peças banais à primeira vista ganhem suas versões mais divertidas, festeiras e luxuosas. Junte uma boa dose de bom humor, frases, figuras pop e acessórios impactantes, concentradores de cliques nas redes sociais (vale lembrar as mochilas e tênis com plataformas com LED do inverno passado, que foram parar em uma linha em parceria com a Topshop) e você fica sabendo o que esperar dos desfiles da marca a partir de agora.

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    Tem uma fórmula aqui: o trabalho da Ashish é todo baseado na reconfiguração das roupas através do uso dos paetês. Pensar em um conjunto de moletom para uma festa (ainda) é um pecado fashion, mas e se ele for completamente bordado? Uma jaqueta jeans, jogada para o lado mais casual do guarda-roupa, ainda tem o mesmo caráter se for toda brilhante? Diz que a camisa branca está de volta: se ela ganhar versão Ashish, a peça vai ter que sair do escritório (e do minimalismo) para ir direto pra balada. Um homem pode usar um colar de maxipedras? E uma calça jogging toda com plaquinhas coloridas? É claro que a roupa de Gupta é feita para quem não liga para regras, mas vale destacar a diversão dessa reapropriação das roupas, como ver um agasalho esportivo (tipo os de plush da finada Juicy Couture) ganhar luz prateada de tom tão festivo ou então jogar, através da riqueza de bordados, o efeito da estampa de cobra em uma camisetinha de corte tão casual. No bloco final, o flerte com o pop ganhou foco total: é daqui a versão paetizada do casal Kanye West e Kim Kardashian aplicado em uma blusa de moletom (replicada em vários sites de celebridades) que ganha companhia de uma calça com o rosto dos cinco integrantes da boyband One Direction.

    Diversão na passarela é boa (e escassa), mas parece que ainda tem o seu lugar (vide o sucesso do kitsch da Moschino); aqui, o olhar é mais afiado, conectado à rua; uma calça jeans largona e rasgada (que já se tornou peça-chave da marca) é elevada à sua décima potência quando coberta por paetês brilhantes. Além disso, as peças são perfeitas para quem quer aparecer (ou sair bem num insta!) — não é difícil imaginar porque Madonna ou Miley Cyrus já desfilaram algumas de suas criações.

    Nas mãos do Ashish, as pequenas peças reluzentes ultrapassam a função decorativa. Elas viram elementos de linguagem do designer, usadas para chegar às frases de moda que ele deseja formar (a literal, desta vez, dava um oizinho simpático pros haters). E vale dar um ponto aqui: com background artístico, o estilista já disse em entrevistas que é fascinado com luzes e luminosos; mais fácil ainda entender a escolha do brilho dos paetês como principal matéria-prima. Mas quando a mesma liberdade que o estilista tem com suas peças é levada de forma tão clara para a escolha do elenco, para a brincadeira com a fama e para o despojamento entre gêneros (o próximo desafio das passarelas), vale ainda mais celebrar a disposição que a marca mostra para colocar não só as suas roupas sob os holofotes de uma semana de moda.

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  • Hood By Air injeta realidade em seu verão 2015

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    Ouvi uma vez Alexandre Herchcovitch dizer que após levar uma de suas coleções a Londres (em 1997), o estilista ouviu uma pergunta repetidamente: onde está a alfaiataria? O tom era claro: faltava dominar a habilidade em fazer “roupa de verdade” para que a marca fosse vista, pelo olhos da imprensa internacional, como etiqueta madura. O raciocínio funciona também para o business: alfaiataria significa peças mais trabalhadas e de tíquete mais alto do que jeans e camisetas.

    Essa história foi a primeira coisa que me veio à mente ao navegar pelas fotos do verão 2015 da Hood By Air. Erguida à fama pela maré de streetwear que subiu nos últimos anos, a marca soube crescer com estampas fortes (que viram hit), logomarca consolidada (que já é hit) e o vínculo direto com a turma que acha tudo o que a gente faz cafona e ultrapassado — a mesma que não tira as suas roupas a cada novo clique de qualquer lente próxima, realmente, das ruas. O desfile de inverno passado foi arrasa-quarteirão. Elevou, por exemplo, à décima potência o seu pensamento transgênero, com modelos homogeneizados por apliques longos de cabelo, emplacou prints de radar e sonar que, respectivamente, ganham agora as ruas e as lojas e ainda lançou um grupo de voguing pulando na passarela para abrir o show.

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    Agora no verão, o salto veio mesmo é na moda. Faz tempo que a HBA faz camisas — as que levam suas três letras já passaram para a coleção permanente da marca —, mas desta vez a alfaiataria foi significativamente expandida por Shayne Oliver, capitão dessa história toda (aqui o link com a consideração de Herchcovitch, apenas um dos pontos de contato quando penso na trajetória das duas grifes). Teve, então, roupa de gente grande: blazers com recortes unidos por molas desmembradas como alfinetes, zíperes, fivelas e alças utilitárias mais camadas extras. As calças se transformam em bermudas com alguns cliques de botão. Se são as camisas que dominam a temporada de Nova York, as de Shayne são as mais remixadas em versão sem mangas ou com mangas independentes, acopladas aos ombros por alças finas. As duas mais legais, depois de tanta experimentação, são a marinho, cujo abotoamento fica por baixo de duas faixas de tecido fechadas como um blazer amolecido, e a que leva estampa fotográfica de um rosto aflito, vista na penúltima entrada do desfile.

    O intervalo na alfaiataria trouxe as roupas mais casuais. Pra lembrar que todo mundo vai querer a jaqueta (que promete ganhar etiqueta caríssima) de couro com o logo da marca, a peça entrou em oito looks seguidos, todos acompanhadas pelos mesmos jeans preto com patches de couro estampado com as iniciais da marca nos joelhos. Antes deles, mais jeans ganharam texturas emborrachadas, manchas ou rasgos desfiados ao longo da perna; tem pra todos os níveis de fashionismo.

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    Não foi só a moda que amadureceu, o discurso também. A sequência de looks conceituais — com modelos (brancos) presos a grande placas de acrílico pelo pescoço e pelos punhos, como escravos  — trouxe imediatamente à memória as notícias mais recentes vindas de Ferguson, no Missouri, caso que concentra as atenções dos norte-americanos por demonstrações impensáveis de racismo. Shayne rebateu, em entrevistas, que o protesto ali era contra o consumismo, mas é difícil dar importância às intenções depois que o look ganha a passarela. Como se não bastasse o rol de novidades que a Hood By Air leva às suas roupas, coube à ela a missão de fazer o link do circo fechado da moda (ainda mais em tempos de semana de desfiles) com a realidade.

    No meio de tanta camisa branca transformada em vestido, estampas florais ou longos regata com fendas das outras, o ativismo não-confesso da Hood By Air faz com que esse transporte das notícias à passarela ganhem cara de novidade. Não é. Mas no panorama dos desfiles atuais, senso de atualidade parece um estreante, tão raro quanto o casting diverso que cruza (sempre) a passarela da marca. Ainda bem que alguém faz questão de lhe garantir um retorno à moda.

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  • Alexander Wang solta verão de alta performance

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    Não é de hoje que você escuta que o esporte deluxe tá em alta. Leva os tecidos do esporte para modelagem refinada; leva os itens da academia para os tecidos sofisticados. Alexander Wang, hábil como poucos em interpretar o sportswear e transformá-lo em desejo, em item de luxo e em hit dos modernos saiu do papo utilitário do inverno passado pra retornar o territórios que domina. Resolveu zerar essa história toda.

    O pique é de esporte na veia, e de alta performance. Se quiser usar a palavra da vez, chama de spornosexual, versão delas. Depois de uma limpeza dos olhos com intro p&b nos cinco primeiros looks, a sexta entrada já indica o que vem por aí: tons vivos, tramas vazadas, elásticas dos tecidos high-tech nas mais novas (e melhores) versões dos looks de academia que tentam ganhar vida fora do crossfit. Tiras coloridas formam rastros dinâmicos de movimentos (há quem pense nos momentos mais esportivos da Peter Pilotto) em tops, nas jaquetas com zíper e nos vestidos manga-longa colados que poderiam vestir as irmãs Williams nas quadras, Nicki Minaj no palco (ela estava em sua fila A) ou Jourdan Dunn em noitada no topo do The Standard. E mais: decalques e painéis furadinhos, tops tipo cadarços coloridos e o vestido sola de borracha faziam links com a cultura sneaker que Wang citou como base da coleção. Como a oferta tem que ser grande, também tem vestidos longos com gola pólo (tipo uniforme de tênis) e alfaiataria enxuta em branco, cinza e preto, pra cobrir todos os shapes diversos de suas fãs.

    Impossível deixar de lado os acessórios, pilar que sustenta a label. Os solados de borracha com amortecedores que pisaram nas passarelas da Dior e da Chanel viraram, nas mãos de Wang, bolsas que aguentariam qualquer corrida de suas clientes. Já os sapatos provaram o link desta coleção com a Nike: os tênis flyknit, hit imediato dos instagrams fashionistas na época de seu lançamento no ano passado, viraram sapatos com plataformas vazadas também em tons vibrantes, como pede qualquer musa fitness do instagram.

    Vieram com essa história de esporte deluxe e esqueceram de checar com o Alexander Wang? Ele deu o troco. A maratona em direção aos endereços da marca em março do ano que vem promete ser das mais disputadas.

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  • A Mindy Kaling é fashion. Ainda bem!

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    What if she’s a total bitch? O perfil de capa da revista Flare de outubro, estrelado pela Mindy Kaling, começa assim, o que mostra um pouquinho do que esperam de uma mulher de sucesso e famosa por seu perfeccionismo. A má impressão da jornalista continua: parágrafos são gastos para mostrar, sem margem de dúvidas, que ela é um desses casos (“tão raros?”) em que uma trajetória profissional que merece respeito (“ela é uma líder; super decisiva e sabe exatamente o que quer”) precisa ser reforçada para confirmar a competência de uma mulher que (“se rende à superficialidade” e) gosta muito de moda. Até quando esse tipo de perfil precisa ser tão didático para dizer que dá para se interessar pelo assunto sem que se ganhe, de cara, o carimbo de frívola?

    Birras de lado, a conversa começa ficar boa mesmo quando o assunto é roupa. Mindy, nada perto do perfil de fashionista padrão assume o gosto por compras e labels com a mesma honestidade com a qual comenta o corpo e o apetito verdadeiros — qual atriz comeria bacon e um torrão de açúcar durante uma entrevista para uma revista de moda?

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    Quem não parece confortável com isso são as publicações. A própria atriz tira sarro de como a imprensa aborda suas curvas (e as roupas que as acompanham): ao estampar uma das capas da Elle norte-americana (sua primeira capa de moda) dedicada à quatro atrizes da televisão (e ser a única que ganhou uma foto em plano fechado, ao contrário das outras esguias companheiras), Kaling brincou em papo com David Letterman: “o que todo mundo começou a falar foi ‘nossa, Elle, vocês não poderiam colocar o grande corpo gordo dela na revista? Por que? Só porque ela é tão gorda e terrível?”, invertendo um pouco o pensamento de que a imagem deveria ganhar críticas por não exibir o corpo completo de Kaling; no final, esses comentários é que se tornaram mais ofensivos do que a própria opção pelo enquadramento da foto. Já nos cliques que acompanham a entrevista da Flare, Mindy só aparece em looks de manga longa — um outtake com look sem mangas (do inverno 2014 de Marc Jacobs) traz seus braços cobertos por uma cortina.

    No papo sobre moda, Kaling ainda brinca com um outro aspecto de seu fashionismo, o trabalho com uma stylist. “Se você ama moda e não é magérrima, quando uma das peças produzidas serve em seu corpo a maioria dos stylists já solta apressadamente: ‘isso ficou ótimo em você!’”, ao invés de ir atrás do que realmente se aproxima do gosto do cliente famoso. Mais uma anedota: em sua primeira ida ao gala do Costume Institute no Met, em 2013, ela perdeu um dos anéis milionários que uma marca lhe emprestou; no dia seguinte, estava de volta ao Metropolitan Museum para encontrar, sem sucesso, a peça.

    Além das revistas, uma parcela de quem a vê em cada evento também não sabe lidar com o corpo (ou, ainda pior, com o tom da pele). Cada vez que um dos seus looks aparece em sites ou nas redes sociais, uma série de comentários dos mais ofensivos lhe é direcionado. Coisa de quem espera que Missoni, Miu Miu e Peter Pilotto, algumas das grifes favoritas de Kaling, sejam vestidos apenas por corpos parecidos com os das modelos que os apresentaram. “Eu amo tanto a moda que às vezes quase isso me dá até medo”, confessa Mindy no texto. Com as roupas, não precisa se preocupar. Já com esses pseudofashionistas de plantão, é outra história.

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  • Essas são deles: as jaquetas do verão 2015 da Balmain

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    Delas para eles: Kim Kardashian (mais) e Joan Smalls concentraram flashes na chegada ao tapete vermelho do últim VMA por dois motivos: os looks parecidos e a maravilhosidade das peças inteiramente bordadas da coleção resort da Balmain, gráficas, coloridas e de efeito imediato frente às câmeras.

    E já que é tão difícil fazer isso, o link (ainda) vale a pena: o mesmo efeito das duas produções estão também nas jaquetas masculinas da coleção mais recente, de verão 2015, da casa, apresentada em junho, com padronagens bem parecidas com os looks das meninas acima. Agora é só abrir uma poupança e esperar as peças chegarem às lojas, tipo em março de 2016.

    Fun fact: reconheceu o modelo dos cliques? É o mesmo boy Dudley O’Shaughnessy que atua com Rihanna em We Found Love.

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  • Pharrell assina linha de ecojeans para a G-Star

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    Não cabe à moda salvar o mundo. Mas se ela puder ajudar a contrabalancear os danos que seus métodos de produção causam ao ambiente, melhor ainda. Ideia boa não falta, mas poucas conseguem o mix perfeito de tecnologia inovadora, projeção global e um porta-voz respeitado que faça o lobby perfeito para que algum projeto ecofashion deslanche. Caso, por exemplo, da Edun, de Ali Hewson com seu marido (popstar) Bono. Ou o trabalho (já antigo) da Osklen com seus tecidos ecológicos, que passam muitas vezes desapercebidos a cada nova coleção dada a sua integração já consolidada nas roupas da marca.

    Tem mais gente engajado nisso. Caso do Pharrell, cujo ativismo fashion me saltou aos olhos nesta semana com uma notícia que poderia passar batida: o anúncio da vinda de sua linha especial para a G-Star Raw ao Brasil. Nome dos mais reconhecidos como fashionista do hiphop (que passou por um ótimo momento de maior projeção com o sucesso recente de Happy), Williams é investidor e porta-voz (famoso) de uma empresa chamada Bionic Yarn. Vinculada a diferentes projetos que visam retirar o lixo dos oceanos, a organização investe em pesquisa para o desenvolvimento de tecidos que usem plástico reciclado, oportunidade perfeita para dar uso às toneladas de garrafas e dejetos plásticos que se acumulam em cinco pontos principais dos oceanos por conta das correntes oceânicas. Estes pontos, principalmente um localizado no oceano pacífico próximo à costa oeste dos Estados Unidos, são foco do The Vortex Project, que estima que cerca de 18 toneladas de lixo se acumulam só nesta região. Com o movimento do mar, esse é o lixo que acaba nas costas e nas praias; o que sobra, sofre os efeitos do do sol e da água salgada, se desintegram e acabam ingeridos por animais marinhos e por pássaros.

    A história é longa e mais complexa, mas o Vortex Projet foi unido à Bionic Yarn e à G-Star Raw pela oportunidade dada ao Pharrell para levar um pouco do seu tino fashion (e eco) para a gigante jeans. O resultado é a coleção G-Star Raw for the Oceans, que ganha lançamento no exterior no próximo 06.09 e que chega em outubro ao corner da marca no endereço da Mandi, no shopping Iguatemi, em São Paulo, com itens masculinos e femininos que ganharam prints com motivos que lembram o movimento das marés e uma lula simpática como personagem principal. Aí, comprar uma roupa endossada pelo Pharrell ganha um status completamente diferente do mar de coleções pseudoassinadas por qualquer famoso, fechando a trinca para que uma iniciativa eco relevante ganhe a projeção que ela realmente merece.

    Para ler mais:
    // Raw for the Oceans – G-Star
    // The Vortex Project – Parley for the Oceans
    // Bionic Yarn
    // Coleção ecofriendly by Pharrell Williams chega ao Brasil – Vogue Brasil

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  • Este é um mapa de todos os dispositivos conectados à internet pelo mundo em 2014

    Este é um mapa de todos os dispositivos conectados à internet pelo mundo em 2014

    Em um horário determinado, ao meio-dia (EST), John Matherly mandou um ping para todos os IPs da internet. As respostas, enviadas por qualquer dispositivo fixo que estivesse ligado e conectado à rede, foram registradas ao longo das cinco horas consecutivas e dispostas em um mapa mundi, onde cada região ganhou uma representação por cor do volume de conexões ali computadas (de azul, menos povoado, ao vermelho).

    Por causa das diferenças de fuso horário, metade do planeta aparece com menos intensidade; Matherly prometeu repetir a experiência em outros horários para obter updates dos dados.

    A conversa completa sobre a imagem está na publicação original do Reddit, clicando aqui.

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