Categoria: Moda

Dicas de moda, inspiração de looks e guias de compras para garantir a produção na estica!

  • Keeping Up With The Knowles: Solange se casa (de Kenzo) em Nova Orleans

    http://www.that1960chick.com/2014/11/17/solange-knowles-wedding-the-bride-wore-white-so-did-everyone-else-how-bride-suffered-allergic-reaction-at-the-party-photos-video/

  • Look do dia (fúnebre): exposição do MET analisa vestuário de luto ao longo dos anos

    http://www.metmuseum.org/exhibitions/listings/2014/death-becomes-her/

  • Tinta neles! Hood By Air e KTZ ganham novo tom com as cores de Ai Weiwei

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    O encontro entre a moda e a arte é pauta que voltou a ganhar atenção especial nas últimas temporadas, culpe a galeria de arte da Chanel. A conversa entre uma e outra é gostosa de acompanhar nas diferentes frentes: apropriação do trabalho de artistas pelas grifes, o universo elitista dos dois mundos em comunhão para aumentar ainda mais o passe das roupas ou a combinação dos processos criativos das duas áreas (caso notável: Raf Simons e Sterling Ruby). Degraus acima, há outra discussão recente que vale a pena: quando a turma da moda viu a abertura online que a internet proporcionou e teve que encostar cotovelos na primeira fila com gente que acabava de chegar, o caminho foi correr para a próxima empreitada que tivesse o círculo social e profissional ainda mais restrito. Nomes da indústria e celebridades correram então para as colinas da arte contemporânea. Quando todo mundo quis ser fashion, acompanhar só moda deixou de ser legal. A bola da vez é ser artsy (ou “arte é a nova moda”, piada que solto por aí faz tempo).

    Tem casos (muito legais) e casos (oportunistas). O mais recente apareceu nas páginas da edição de inverno 2014 da V Magazine (título que une os dois temas há tempos). A revista fez uma seleção de 14 looks de designers mais recentes que chegariam às araras do Dove Street Market, empacotou e mandou para o endereço de Ai Weiwei (timing perfeito já que é ele o tema deste mês por aqui, olha que coisaboa!). Ele ganhou passe livre, poderia fazer o que quisesse com as peças para uma matéria da publicação. Ai olhou para, coincidentemente, as 14 latas de tinta que tinha no estúdio, tons usados para sua série “Colored Vases”, e soube o que fazer. Ligou para contatos próximos (ao invés de telefonar para uma agência de modelos), vestiu seus personagens e deu um banho de cor em cada uma das produções enquanto fotografava o processo e o resultado final.

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    É muito divertido ver que alguém pegou essas roupas caras e tomou uma liberdade que muita gente queria, mas tem mais aqui. Por exemplo: o logo da Hood By Air não foi mais o mesmo depois de enfrentar uma camada colorida; as referências multiculturais das peças da Koton to Zai também não. As cores vibrantes encobrem, física e conceitualmente, as noções de grife e de referências, injetando o novo elemento assimilado de forma universal e instantânea. Fica colorido, mas também fica unidimensional, tipo um “balde de tinta fria” por cima das complexidades e nuances de cada trabalho. É bem-humorado — o “look do dia de muderno que podia ir pro insta pra ganhar like” ganha um belo deboche artístico —, mas é também provocador; os jatos de tinta são, por exemplo, uma das maneiras utilizada por ativistas para protestar contra o uso de peles (lembra quando a Samantha do “Sex and the City” vai a um desfile?).

    Assim, além do material, Ai Weiwei leva os aspectos de sua obra fora da moda para a nova incursão fashionista. Depois da publicação, a interação virou exposição na Dover Street Market de Nova York, com as novas versões das roupas no mesmo ambiente das araras com os itens originais. Comprar uma delas vira outra experiência; a pauta foi transformada em arte, mas também em campanha publicitária. Do jeito que a moda gosta.

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    Tomei uma liberdade e tentei equiparar as fotos dos looks com um registro da instalação abaixo.
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    Uma das montagens de “Colored Vases” (Foto: Cathy Carver/Hirshhorn Museum)
  • Kim Kardashian dá as costas para Jean-Paul Goude na capa da revista Paper

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    A nova capa da Kim Kardashian é boa. Por cinco motivos principais:

    1. É fotografada pelo Jean-Paul Goude. Faz tempo que ele não clicava pra revista.

    2. É bem-humorada. Por mais que você tente dar vida à Kim Kardashian assistindo ao seu reality show, é difícil fugir da imagem de carão sisudo pra foto a todo momento. A. Todo. Momento.

    3. É pra coroar o ótimo ano que ela teve. Capa da Vogue US, casamento-evento, as amizades com a turma da moda, closet mais grifado do que nunca (dela e da filha), as selfies. 2014 foi decisivo para a sua persona fashionista (às custas de muito investimento).

    4. É totalmente relacionada com a parte do corpo mais celebrada pelo pop americano neste ano.

    5. É uma foto nítida de seu bem mais famoso. E que bunda.

    Cheers!

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  • Looking for 'Looking': segunda temporada ganha teaser e data de estreia

    http://attitude.co.uk/looking-debuts-first-season-2-teaser-confirms-return-date/

  • Case Schiaparelli: uma marca de uma mulher poderosa pode ter um homem no comando?

    http://www.vogue.co.uk/news/2014/11/10/suzy-menkes-schiaparelli-marco-zanini

  • Você pede, ele (diz que) faz: James Franco adiciona "macaco de hangout" ao currículo

    http://www.papermag.com/2014/11/james_franco_make_james_do.php

  • SPFW Inverno 2015: eu ainda quero fazer parte da festa da Amapô

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    Foto: Ag. Fotosite/FFW

    Eu sou paulistano, mas não muito. Nasci em São Paulo, mas vivi mesmo no litoral, cresci de verdade no interior e só depois de grande é que fui pra cidadona. Descobri a moda ainda na faculdade (de cinema) e antes de saber de fato quem é Miuccia e quem é Ghesquière fui seduzido mesmo por roupa de muderno que saía à noite, quebrava o copo do drink e voltava pra casa com a roupa rasgada. Cena que eu acompanhava à distância nos muitos e muitos cliques de fotolog. Não foi à toa que minha primeira saída na cidade foi um show do Cansei de Ser Sexy (antes de ser CSS); quem convivia comigo sabe, até hoje, a letra de Meeting Paris Hilton. No mínimo, o refrão. Antes de comprar Margiela, eu comprei Amonstro (e pela internet). O excesso de “eu, eu, eu” não é pra pagar de cool como eram as pessoas que eu acompanhava (e que, confesso, queria imitar). É só pra deixar o plano de fundo sólido pra minha penca de adjetivo bom que vou soltar já já para o desfile da Amapô.

    Pra comemorar os dez anos da marca, Carô Gold e Pitty Taliani fizeram o que chamaram de autohomenagem, remixando peças e ideias que já passaram pelo Amni Hotspot, pelo SPFW e ganharam as ruas nos endereços onde turma da qual você quer fazer parte vai. O protagonista da história é o jeanswear. Basta um passeio pela página do Facebook da Amapô pra ver a demanda e as broncas de quem não entende que fazer mais das desejadas calças skinny de cintura alta não depende só de boa vontade. Ainda que sejam elas o carro-chefe, a passarela da marca sempre teve mais: mais ideias, mais referências brasileiras, mais peças impossíveis (pra quem é chato), mais acessórios, mais imagem de moda jovem, boa e de tanto bom-humor quanto a dupla que a comanda ou seus convidados que assistem desfile fazendo dancinha (lembra quando desfile era divertido?). É preciso alta dose de energia pra fazer uma marca como esta vingar; toda ajuda é bem-vinda. A dupla já foi bem direta sobre as dificuldades que os negócios enfrentam em uma entrevista obrigatória pra quem quer entender parte dos problemas que marcas recentes enfrentam aqui no Brasil (leia aqui).

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    Foto: José Pelegrini/Vogue Brasil

    Com tanto contra, ver o guarda-roupa para elas e eles desfilado desta vez só aumenta a torcida para que venham mais dez, vinte, trinta anos de Amapô pela frente. Não é nem só pra mandar good vibe, é quase um pedido egoísta deste que escreve. É difícil resistir à vontade de (re)ativar o lado mais rebelde do cérebro com o mesmo vigor que as meninas desafiam as regras de modelagem e de estilo. A moda brasileira precisa amadurecer pra dar conta deste tipo de talento, mas não precisa ser pelo caminho sem emoção, de roupas internacionalmente elegantes. Desfilar com o primeiro vestido estampado de ombros de fora cheio de correntes com medalhinhas mais botinha de onça, com o vestido animal de moletom, com o colete perfecto folgadão, com o macacão listrado na costura ou com as pochetes de franjas compridas e os óculos (em nova parceria com a Chilli Beans) não é só um jeito que tentar conquistar o nível de credibilidade fashion dali (será que eu já passei da hora de dar conta?). É um jeito de acordar o nosso lado menos careta, que já se jogou (ou que quer se jogar) no tipo de liberdade criativa que Carô e Pitty levam para a passarela. Desfile usado como despertador. O casaco de lã normcore-japonista-tipo-Céline-com-amarração pode ficar pra hora de voltar pro escritório. O que eu queria mesmo agora é fazer parte dessa festa. Se fosse com dez anos a menos, melhor ainda.

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  • #THAIRINEFASHIONWEEK

    Reunidas aqui estão vinte entradas de Thairine Garcia nas passarelas do SPFW inverno 2015 e suas facetas para cada marca. Da elegância cool da Animale à viagem à Islândia da 2nd Floor, passando por sua versão mulherão na Versace pra Riachuelo, pelo look muito-muito cool da Lilly Sarti (minha entrada favorita!) e pela diversão do look à la Star Wars na Triton.

    A lista completa da segunda temporada de Thairine na semana de moda, pra ajudar a identificar qual é qual (da esquerda para a direita!): Animale, Tufi Duek, PatBo, Pedro Lourenço, Reinaldo Lourenço, Lolitta, Giuliana Romanno, Colcci, Ellus, Lilly Sarti, Vitorino Campos, Sacada, Triton, Iódice, Glória Coelho, Gig, Osklen, Versace para Riachuelo, Têca e 2nd Floor. Vale clicar na imagem para ampliar.

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