César 2026: “O Agente Secreto” concorre ao “Oscar francês”, veja indicados e onde assistir
Mais uma oportunidade de torcer pelo sucesso do filme “O Agente Secreto”! Nesta quarta-feira (28/1), foram reveladas as indicações ao César 2026, prêmio máximo do cinema francês que também contempla produções internacionais.
O filme de Kleber Mendonça Filho, destaque da temporada de premiações de cinema de 2026 no Globo de Ouro e indicado ao Oscar, concorre na categoria de “Melhor Filme Internacional”. Seus concorrentes a troféu são: “Sirat”, “Black Dog”, “Uma Batalha Após a Outra” e “Valor Sentimental”.
Quando e onde assistir ao César 2026
O prêmio será realizado no próximo 26 de fevereiro de 2026, direto do Olympia Theatre, em Paris. A cerimônia de premiação é transmitida ao vivo pela CANAL+ e não transmissão direta no Brasil.
Nos anos anteriores, o sinal de streaming do CANAL+ exibiu o prêmio César sem a necessidade de assinatura paga.
Em 2026, a 51ª edição do César será presidida por Camille Cottin e terá Benjamin Lavernhe como mestre de cerimônias.
Indicados ao César 2026
Neste ano, o filme “Nouvelle Vague”, de Richard Linklater, lidera as indicações com 10 chances de prêmios. Produção francesa, o filme narra a história de produção do filme “Acossado”, de Jean-Luc Godard, obra seminal do movimento de cinema francês que marcou a história nos anos seguintes e cujo legado vive até hoje.
Confira a lista completa de concorrentes deste ano…
Melhor Filme
- “L’attachement”
- “Case 137”
- “Nouvelle Vague”
- “The Little Sister”
- “It Was Just an Accident”
Melhor Direção
- Carine Tardieu, “L’attachement”
- Dominik Moll, “Case 137”
- Stéphane Demoustier, “The Great Arch”
- Richard Linklater, “Nouvelle Vague”
- Hafsia Herzi, “The Little Sister”
Melhor Atriz
Leïla Bekhti, “Ma Mère, Dieu et Sylvie Vartan”
Valeria Bruni Tedeschi, “L’attachement”
Léa Drucker, “Case 137”
Isabelle Huppert, “The Richest Woman in the World”
Mélanie Thierry, “La Chambre de Mariana”
Melhor Ator
Claes Bang, “The Great Arch”
Bastien Bouillon, “Leave One Day”
Laurent Lafitte, “The Richest Woman in the World”
Pio Marmaï, “L’attachement”
Benjamin Voisin, “The Stranger”
Melhor Atriz Coadjuvante
Jeanne Balibar, “Nino”
Dominique Blanc, “Partir Un Jour”
Marina Foïs, “The Richest Woman in the World”
Ji-Min Park, “La Petite Dernière
Vimala Pons, “L’attachement”
Melhor Ator Coadjuvante
Swann Arlaud, “The Great Arch”
Xavier Dolan, “The Great Arch”
Michel Fau, “The Great Arch”
Pierre Lottin, “The Stranger”
Raphaël Personnaz, “The Richest Women in the World”
Artista Revelação Feminina
Manon Clavel, “Kika”
Suzanne Lindon, “La Venue de l’Avenir”
Nadia Melliti, “La Petite Dernière”
Camille Rutherford, “Jane Austen a Gâché Ma Vie”
Anja Verderosa, “L’Épreuve du Feu”
Artista Revelação Masculino
Idir Azougli, “Météors”
Sayyid El Alami, “La Pampa”
Félix Lefebvre, “L’Épreuve du Feu”
Guillaume Marbeck, “Nouvelle Vague”
Théodore Pellerin, “Nino”
Melhor Roteiro Original
Dominik Moll, Gilles Marchand, “Case 137”
Pauline Loquès, “Nino”
Holly Gent, Vince Palma, “Nouvelle Vague”
Franck Dubosc, Sarah Kaminsky, “Un Ours Dans le Jura”
Jafar Panahi, “It Was Just an Accident”
Melhor Roteiro Adaptado
Carine Tardieu, Raphaëlle Moussafir, Agnès Feuvre, “L’attachement”
Stéphane Demoustier, “The Great Arch”
Hafsia Herzi, “The Little Sister”
Melhor Filme Internacional
“O Agente Secreto” Kleber Mendonça Filho
“Black Dog,” Guan Hu
“Sirât,” Oliver Laxe
“Uma Batalha Após a Outra” Paul Thomas Anderson
“Valor Sentimental” Joachim Trier
Melhor Trilha Sonora Original
Arnaud Toulon, “Arco”
Olivier Marguerit, “Case 137”
Fatima Al Qadiri, “The Stranger”
Alex Beaupain, “The Richest Woman in the World”
Amine Bouhafa, “The Little Sister”
Melhor Som
“Arco”
“Le Chant des Forêts”
“Case 137”
“Nouvelle Vague”
“Leave One Day”
Melhor Direção de Fotografia
Elin Kirschfink, “L’attachement”
Patrick Ghiringhelli, “Case 137”
Marine Atlan, “L’Engloutie”
Manu Dacosse, “The Stranger”
David Chambille, “Nouvelle Vague
Melhor Edição
Stan Collet, “13 Jours, 13 Nuits”
Christel Dewynter, “L’attachement”
Laurent Rouan, “Case 137”
Catherine Schwartz, “Nouvelle Vague”
Géraldine Mangenot, “The Little Sister”
Melhor Figurino
Céline Guignard, “La Condition”
Corinne Bruand, “Dracula”
Jürgen Doering, “The Richest Woman in the World”
Pascaline Chavanne, “Nouvelle Vague”
Pierre-Yves Gayraud, “La Venue de l’Avenir”
Melhor Direção de Arte
Jean-Philippe Moreaux, “Dog 51”
Catherine Cosme, “L’Inconnu de la Grande Arche”
Riton Dupire-Clément, “Once Upon My Mother”
Katia Wyszkop, “Nouvelle Vague”
Marie Cheminel, “La Venue de l’Avenir”
Melhores Efeitos Visuais
Cédric Fayolle, “Dog 51”
Rodolphe Chabrier, Benoît de Longlée, “L’Homme qui Rétrécit”
Lise Fischer, “The Great Arch”
Alain Carsoux, “Nouvelle Vague”
História e importância do prêmio César ao longo dos anos
O Prêmio César, conhecido como o “Oscar francês”, representa a principal honraria do cinema na França desde sua criação em 1976. A iniciativa partiu do produtor e publicitário Georges Cravenne, que fundou em 1975 a Académie des Arts et Techniques du Cinéma com o objetivo explícito de estabelecer um equivalente nacional aos Academy Awards americanos.
A primeira cerimônia, batizada de Nuit des César, ocorreu em 3 de abril de 1976 no Palais des Congrès, em Paris, sob a presidência simbólica de Jean Gabin — que assistiu ao evento de cadeira de rodas, poucos meses antes de sua morte.
A estatueta, uma escultura em metal comprimido, foi criada pelo artista César Baldaccini (1921–1998), cujo nome batiza o troféu, e substituiu o antigo Étoile de Cristal (1955–1975), enquanto ecoa indiretamente o personagem César interpretado por Raimu na trilogia de Marcel Pagnol.
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Inicialmente com 13 categorias, a premiação evoluiu para cerca de 22 hoje, abrangendo desde melhor filme e direção até contribuições técnicas e promessas do cinema.
Ao longo de quase cinco décadas, o César consolidou-se como o termômetro da vitalidade e da diversidade do cinema francês. A votação é realizada por cerca de 5 mil profissionais da indústria, divididos em colégios que incluem atores, diretores, roteiristas, técnicos e produtores, garantindo uma perspectiva coletiva e plural.
A cerimônia, transmitida nacionalmente e realizada anualmente em fevereiro em locais icônicos como o Théâtre du Châtelet ou Olympia, não apenas reconhece obras de arte e ensaio, mas também blockbusters recentes que movimentam milhões de espectadores, como adaptações literárias de sucesso e produções que misturam entretenimento e inovação estética.
Momentos de tensão, como o protesto de Adèle Haenel em 2020 contra a premiação de Roman Polanski ou as renúncias coletivas no conselho da Academia no mesmo período, revelam como o prêmio também reflete debates sociais e éticos contemporâneos na indústria.
Sua importância transcende o âmbito nacional: o César impulsiona carreiras, eleva visibilidade internacional de filmes franceses, muitos dos quais seguem para festivais como Cannes ou disputam o Oscar, e reforça a identidade cultural da França como potência cinematográfica.
Ao valorizar tanto diretores consagrados (como Jacques Audiard, recordista de indicações e vitórias) quanto novos talentos, e ao equilibrar cinema autoral com produções de grande público, o prêmio contribui para a preservação e a renovação do setor, apoiado pelo Ministério da Cultura francês.
César 2026 – premiação francesa de cinema
Quando: 26 de fevereiro de 2026
Onde: Olympia Theatre, em Paris
