Autor: TRAUM

  • 5 dicas para somar as suas roupas e sair com um closet de estilo como resultado

    http://fashion.telegraph.co.uk/news-features/TMG11244136/How-to-be-stylish-by-Goat-fashion-designer.html

  • Reality check: Gigi Hadid e Kendall Jenner, as novas garotas americanas

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    Não é coincidência o fato das duas novas american girls da moda terem reality-shows em comum. Kendall Jenner é um dos K’s do clã Kardashian-Jenner, fenômeno que subiu, na última década, de família-do-barulho-no-E! pra potência fashionista. Já Gigi Hadid veio em tom mais discreto: filha da modelo Yolanda Foster, holandesa que teve seus dias bons nos anos 80 e 90, ela ganhou as tela nas bem breves participações no programa da mãe, Real Housewives of Beverly Hills (eu assisto, e a temporada nova voltou ontem!). Os primeiros passos na carreira de modelo foram dados na Baby Gap até que, em 2012, ela assinou com a IMG Modelos e passou a ganhar projeção e tomar broncas da mãe na televisão quando comia demais.

    Gigi e Kendall despontaram duas temporadas atrás: Gigi foi a novata-famosa da vez nas passarelas de inverno 2014 da semana de Nova York, em fevereiro, dando start ao ótimo ano com editoriais em Vogue’s (Brasil, inclusive), capa da CR Fashion Book e, nesta semana, foto (supersupersexy) um dos meses do calendário Pirelli 2015. Na mesma NYFW, Kendall ganhava também seu début na passarela de Marc Jacobs (com look transparente, uau!) antes de estrelar um editorial-instagram na Vogue norte-americana que consolidava sua faceta fashionista. Daí, foi pra Chanel e Givenchy, ficou amiga do Olivier Rousteing na Balmain, ganhou capa da Love (amadrinhada pela Katie Grand) e deu start, de verdade, a uma carreira afastada (mas não muito) das irmãs mais velhas (e mais famosas). Kendall também ganhou boa nova nessa semana, com o anúncio do contrato como novo rosto da Estée Lauder.

    Tem quem não goste, claro. Há também o que falar sobre o acesso fácil para que suas carreiras deslanchassem. Independente disso, ao serem tão aceitas por altas instâncias da moda (Vogue EUA, principalmente – Gigi até posou imitando a primeira capa de Anna Wintour na revista), é difícil ter dúvidas de que são elas as promessas americanas mais quentes da geração (de modelos). O background no reality-show tem a ver com isso, claro. Para uma aspirante a top dos novos tempos, tão importante quanto o seu book é o número de seguidores no Instagram. As carreiras da dupla só ganham com a falsa intimidade que a televisão e a rede social prometem para seus seguidores. Isso é transformado em uma via de fácil acesso das marcas às suas novas consumidoras, um atalho dos mais curtos para ganhar relevância com quem não é tão próximo assim deste tipo de luxo. E vira dinheiro. Para uma legítima top americana, fashion e comercial, esses dois adjetivos tão importantes na catalogação de uma modelo, precisam funcionar em harmonia perfeita, difícil de ser alcançada. Com times bem eficientes ao seus lados, Gigi e Kendall estão dispostas a encarar o desafio. Karlie Kloss que se cuide!

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    Gigi e Kendall na passarela e no backstage do desfile de inverno 2014 de Marc Jacobs
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    Os contratos de beleza ajudam a firmar uma neotop americana: Kendall na Estée Lauder, Gigi no Tom Ford
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    A Vogue norte-americana tem também que dar um ok: Gigi recria a primeira capa de Anna Wintour na revista e Kendall ganhou instaeditorial com os looks da temporada nova-iorquina de inverno 2014
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    Tem que ter sex appeal também: Gigi no novíssimo calendário Pirelli 2015 e Kendall em um dos seus cliques para a revista Love, da qual foi capa (ela é amadrinhada também por Katie Grand, chefa da publicação)
  • Suzy Menkes faz um tour pelo novo museu de Pierre Cardin em Paris

    http://www.vogue.co.uk/news/2014/11/17/suzy-menkes-pierre-cardin-museum

  • Xiii… Diz que a H&M cancelou os (antigos) planos de vir para o Brasil

    http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/uma-das-maiores-varejistas-de-moda-do-mundo-desiste-de-abrir-lojas-no-brasil/

  • Furacão Irene, para quem ainda tem dúvidas de que o streetstyle morreu

    http://www.wwd.com/fashion-news/fashion-features/hurricane-irene-explains-how-to-be-an-it-girl-8027111?src=tumblr

  • Qual é a sua Kate Moss favorita?

    Ao longo dos 26 anos de carreira, Kate Moss já deve ter sido tanta coisa. Tudo que já passou pelas idas e vindas “das modas” provavelmente foi encarnado pela top que, aos 40 anos, está longe de chegar à aposentadoria por falta de trabalho. Desde 2013, ela é também editora convidada da Vogue britânica, a mesma que sempre lhe dedica, no mínimo, uma capa por ano. A segunda deste é a da edição de dezembro. Nas páginas, a ideia era levar um pouco do universo que Kate não costuma abrir para os leitores, a vida pessoal. Tem fotos de sua casa, do marido, dos seus boys, dos amigos e algumas preciosidades de seu acervo.

    Tem também um editorial fotografado por Mario Testino que faz um breve panorama de algumas das facetas mais ativas de Kate Moss. A streetsetter, a sedutora, a minimalista 90’s (década de quando estourou), a de glamour disco (sua favorita!), a roqueira e a boho, entre outras. Tipo um almanaque (muito resumido) do que Kate pode fazer, todo disposto na galeria logo acima. Para o lançamento da revista, ela foi ainda mais generosa com a publicação amiga e sentou para uma rara entrevista, discutindo os destaques da edição, um tem-que-ver absoluto, abaixo.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=jpOdvgty6g8?hl=pt_BR&version=3&w=853&h=480]

  • Keeping Up With The Knowles: Solange se casa (de Kenzo) em Nova Orleans

    http://www.that1960chick.com/2014/11/17/solange-knowles-wedding-the-bride-wore-white-so-did-everyone-else-how-bride-suffered-allergic-reaction-at-the-party-photos-video/

  • Look do dia (fúnebre): exposição do MET analisa vestuário de luto ao longo dos anos

    http://www.metmuseum.org/exhibitions/listings/2014/death-becomes-her/

  • Tinta neles! Hood By Air e KTZ ganham novo tom com as cores de Ai Weiwei

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    O encontro entre a moda e a arte é pauta que voltou a ganhar atenção especial nas últimas temporadas, culpe a galeria de arte da Chanel. A conversa entre uma e outra é gostosa de acompanhar nas diferentes frentes: apropriação do trabalho de artistas pelas grifes, o universo elitista dos dois mundos em comunhão para aumentar ainda mais o passe das roupas ou a combinação dos processos criativos das duas áreas (caso notável: Raf Simons e Sterling Ruby). Degraus acima, há outra discussão recente que vale a pena: quando a turma da moda viu a abertura online que a internet proporcionou e teve que encostar cotovelos na primeira fila com gente que acabava de chegar, o caminho foi correr para a próxima empreitada que tivesse o círculo social e profissional ainda mais restrito. Nomes da indústria e celebridades correram então para as colinas da arte contemporânea. Quando todo mundo quis ser fashion, acompanhar só moda deixou de ser legal. A bola da vez é ser artsy (ou “arte é a nova moda”, piada que solto por aí faz tempo).

    Tem casos (muito legais) e casos (oportunistas). O mais recente apareceu nas páginas da edição de inverno 2014 da V Magazine (título que une os dois temas há tempos). A revista fez uma seleção de 14 looks de designers mais recentes que chegariam às araras do Dove Street Market, empacotou e mandou para o endereço de Ai Weiwei (timing perfeito já que é ele o tema deste mês por aqui, olha que coisaboa!). Ele ganhou passe livre, poderia fazer o que quisesse com as peças para uma matéria da publicação. Ai olhou para, coincidentemente, as 14 latas de tinta que tinha no estúdio, tons usados para sua série “Colored Vases”, e soube o que fazer. Ligou para contatos próximos (ao invés de telefonar para uma agência de modelos), vestiu seus personagens e deu um banho de cor em cada uma das produções enquanto fotografava o processo e o resultado final.

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    É muito divertido ver que alguém pegou essas roupas caras e tomou uma liberdade que muita gente queria, mas tem mais aqui. Por exemplo: o logo da Hood By Air não foi mais o mesmo depois de enfrentar uma camada colorida; as referências multiculturais das peças da Koton to Zai também não. As cores vibrantes encobrem, física e conceitualmente, as noções de grife e de referências, injetando o novo elemento assimilado de forma universal e instantânea. Fica colorido, mas também fica unidimensional, tipo um “balde de tinta fria” por cima das complexidades e nuances de cada trabalho. É bem-humorado — o “look do dia de muderno que podia ir pro insta pra ganhar like” ganha um belo deboche artístico —, mas é também provocador; os jatos de tinta são, por exemplo, uma das maneiras utilizada por ativistas para protestar contra o uso de peles (lembra quando a Samantha do “Sex and the City” vai a um desfile?).

    Assim, além do material, Ai Weiwei leva os aspectos de sua obra fora da moda para a nova incursão fashionista. Depois da publicação, a interação virou exposição na Dover Street Market de Nova York, com as novas versões das roupas no mesmo ambiente das araras com os itens originais. Comprar uma delas vira outra experiência; a pauta foi transformada em arte, mas também em campanha publicitária. Do jeito que a moda gosta.

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    Tomei uma liberdade e tentei equiparar as fotos dos looks com um registro da instalação abaixo.
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    Uma das montagens de “Colored Vases” (Foto: Cathy Carver/Hirshhorn Museum)
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