Autor: TRAUM

  • Alexa Chung @ Prada

    Suéter e saia parece careta, mas, se uma das peças ganhar algum caráter especial, o look ganha pontos de elegância. Fica a sugestão do contraponto da Alexa Chung: top tranquilo, saia enriquecida e não precisa de muito mais.

    De Prada.
    Na fila A do desfile de inverno 2016 da grife.
    Em Milão.

  • Thom Browne // Inverno 2016 (NY)

    A morte lhe caiu bem: Thom Browne roubou o tema da expo do marido no MET e desfilou uma parada de looks fúnebres com a melhor parte de suas loucuras, ainda que tanto look preto não fotografe tão bem. Daqueles que a gente tinha que ter visto de perto.

  • Rosie Assoulin // Inverno 2016 (NY)

    Se eu tivesse um lifestyle luxuoso, meu closet teria muita Rosie Assoulin. A nova-iorquina despontou depois de ser captada pelo Moda Operandi e, se até agora tudo era sempre quase demais, no inverno 2016 houve pelo menos uma intenção de casualizar o seu refinamento. Bom exemplo: o top de ombros à mostra com peplum-mullet usado com calça cinza de alfaiataria que, misturando dois opostos, faria um belo statement de estilo numa festa “muderna”.

  • The Row // Inverno 2016 (NY)

    Em time que ganha não se mexe, então a The Row continua com seu closet de básicos alongados em versão ultradeluxe, agora mais confortáveis do que nunca. Sobre a alfaiataria molenga, uma camada de proteção extra aparece com jaquetas envelopadas de couro, que devem chegar à futura flagship nova-iorquina com etiquetas impossíveis. Pra poucas, boas e sortudas consumidoras.

  • Opening Ceremony // Inverno 2016 (NY)

    Quer quebrar o look all black da vez (que se for de proporção modernosa fica melhor ainda)? Tenha um momento Kodak com a camiseta da Opening Ceremony, na vibe do mix fotográfico de Spike Jonze que a marca descolex levou para o inverno 2016. Click certo!

  • Kanye x Adidas: com quantos rasgos se faz um comeback fashion?

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    Depois de anos mais próximo da fila A do que da criação, Kanye West voltou à moda com um desfile-performance que lançou, oficialmente, a linha Kanye West x Adidas Originals. Em parceria com a artista multimídia (e colaboradora frequente) Vanessa Beecroft, o show foi assunto principal do primeiro dia da semana da moda de Nova York depois de dias de aquecimento com convites e seating charts vazados na internet, looks na cerimônia do Grammy 2015 e o modelo do tênis Yeezy 750 Boost divulgado como o primeiro teaser do projeto.

    Gênio criativo da era moderna (em suas próprias palavras), Kanye tinha que sair das sombras das duas coleções que apresentou em Paris em 2011 e 2012, incapazes de firmar o nome do rapper na seara das grifes internacionais. Uma colaboração com a Nike e uma capa da Vogue norte-americana depois (esta mais pelo casamento estrelado com Kim Kardashian que pela moda), West preparou um retorno comedido, condizente com o que veste: uma colaboração com a linha mais fashion da gigante esportiva, que tenta levar as faixas características da marca para além da academia.

    Quem acompanha o estilo do rapper e a revolução no styling da esposa não foi pego de surpresa pelo closet casual em tons sóbrios com bodysuits cor de diferentes peles que sustentavam cada look (a la Margiela, uma das inspirações criativas mais fortes da moda da Kanye) e uma sequência de básicos repaginados por debaixo da apresentação suntuosa, dona de um dos castings mais diversificados que as passarelas recentes de Nova York já viram. O espetáculo em si e a nova faixa da trilha sonora tiveram mais impacto do que os novos moletons “de academia” podrinhos ou os ótimos casacos e jaquetas; se engana quem pensa que só roupa vende moda. (……..)

    A continuação do post você lê no Modices, clicando aqui! 😉

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  • Veronica Beard // Inverno 2016 (NY)

    Quem não tiver uma estolinha (ou estolona) de pele (prefira fake!) no inverno gringo não será ninguém. Isso de acordo com os desfiles de Nova York  — é pouco provável que o acessório ganhe sobrevida depois daqui. Na foto, look de Veronica Beard, das irmãs Veronica Miele Beard e Veronica Swanson Beard.

  • Chanel e Dior (ou quase) ganham a passarela do samba no desfile debochado da União da Ilha

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    A União da Ilha entrou na Sapucaí no segundo dia de desfiles para ironizar os diferentes símbolos de sua Beleza Pura?. A moda não ficou de fora: grifes marcaram presença com vitrines que brincavam com seus nomes — Praga, Chatel, Pior em um carro alegórico que acompanhava a abordagem debochada de toda a história. As marcas foram escolhidas pela fácil associação com as gracinhas de seus nomes, mas nos looks dos manequins vivos a referência fashion eram looks da fase mais cerebral da Maison Martin Margiela; lembre, por exemplo, das entradas do verão 2011 que desconstruíam a alfaiataria masculina em chapas 2D sobre corpos femininos. Faltou uma Givenchychy para animar Riccardo Tisci, que assistiu aos desfiles in loco.

    Ainda na passarela do samba, Olivia Palito era protagonista do casting de um desfile (com direito a look Mondrian do YSL!) na companhia de várias Edna Moda’s (personagem que levou Edith Head à animação Os Incríveis) — o enredo da escola foi desdobrado a com a imagem de vários personagens de desenhos animados. No papo sobre corpo perfeito não faltou também a turma do whey: um carro ligava o culto ao físico à Academia de Platão da Grécia Antiga, decorado com estátuas fitness e potes gigantes de suplementos como a creatina, ou melhor, “cretina”.

    A escola tocou, em seus 80 minutos, nas questões mais relevantes da moda e da beleza, assuntos que ainda são discutidos de forma superficial pela faixa de mercado de luxo que tem o poder de ditar tendências. Febre fitness do whey, corpos plus-size vs. ditadura da magreza, diversidade racial, terceira idade, cosméticos, intervenções cirúrgicas: tudo estava em pauta com altas doses de bom humor, como pede a avenida. Até as escolas de samba já entraram nas discussões (há muitos e muitos Carnavais, para falar a verdade), mas o progresso nas passarelas de verdade ainda custa a aparecer.

    Pra dar nó no encontro das grifes com o carnaval carioca, separei uns looks Margiela que poderiam ganhar a avenida na ideia da União da Ilha e incluí uma opção ainda mais carnavalesca, um look da couture de verão 2011, no melhor estilo #CarnaTraum.

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