Autor: TRAUM

  • Georgia Hardinge, verão 2016

    Foto: Joe Hart/Divulgação
    Foto: Joe Hart/Divulgação

    Linhas arquitetônicas e o expertise nos plissados (numa temporada em que a técnica ganhou destaque) marcam o verão 2016 de Georgia Hardinge. Inglesa, formada na Parsons School of Design and Art de Paris e com uma coleção de graduação premiada pelo British Council of Fashion em 2014, a estilista renova a alfaiataria riscas a laser inspirados em signos do Zodíaco e detalhes de estênceis japoneses. No bloco com mais movimento, o foco é dos vestidos em p&b com prata, branco e fendi que ganham tom futurista com barras assimétricas.

    Navegue pela coleção completa.

  • Com verão 2016 preciso, Raf Simons consolida sua fórmula para a Dior

    A Dior de Raf Simons ganha sustentação sobre cinco pilares principais: história da roupa, o arquivo rico da casa, o expertise técnico avançado do ateliê que lidera, a inspiração da arte (geralmente contemporânea) e a reflexão sobre o tempo no qual suas roupas serão usadas. Não é pouca coisa, mas é a quase-fórmula que o belga encontrou para encarar a renovação de uma etiqueta (de importância) do tamanho da que assumiu.

    Trocam-se, então, as variáveis de coleção para coleção. Para o verão 2016, as lingeries vitorianas foram remixadas com linhas mais firmes em tecidos leves de aparência quase sintética. Vão por baixo de jaquetas street em versão polidas, dos tricôs cropped (!) ou da alfaiataria precisa (tem jaqueta bar versão desabada e terno feminino, mas com jaqueta, colete curto e short). Repare também nas aplicações cinéticas por cima dos vestidos e das bolsas, incluindo as novas Dior Ever (juntei todos os pilares?). Desta vez, a clareza da coleção fez com que a linha precisa de raciocínio ficasse ainda mais em evidência.

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  • Veronique Branquinho, verão 2016

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    A era vitoriana virou a principal referência para suavizar o verão 2016 internacional; pense nas lingeries delicadas usadas por baixo dos trajes pesados promovidas a look principal. As de Veronique Branquinho foram traduzidas em looks esvoaçantes com as (já necessárias) camadas de babados. Por cima, elementos de alfaiataria em peças (blazers e coletes) ou em detalhes (pregas que se abriam em florais delicados) mais barras ou tops de crochê com franjas longas nas barras. Tudo lindo, leve e delicado até que se lembre dos valores puritanos da época (= visão turva sob as vendas translúcidas nos olhos) e um paralelo com a retomada assustadora do conservadorismo dos últimos anos seja traçado. Tendência “o tiro saiu pela culatra”?

    Veja a coleção completa.

  • De olho na lua: Eddie Borgo, verão 2016

    Na era dos descobrimentos, os astros serviram de guia para cada jornada exploratória pelos mares. Eddie Borgo, designer nova-iorquino, partiu desta história para a coleção de bijoux de verão 2016, apresentada durante a semana de moda de Paris. De olho no brinco lunar, uma dúvida: quem é que disse mesmo que prata e dourado não se misturam? (via)

  • Nível básico: Comme des Garçons Comme des Garçons, verão 2016

    Quando se pensa nas instalações de vestir da leva cada vez mais radical de Rei Kawakubo, funcionalidade não é palavra-chave. Na Comme des Garçons a conversa é outra. Fala-se então de roupa nas etiquetas imediatamente abaixo, tanto a de nome duplo, que ganha show em Paris, quanto as outras duas de difusão. Ainda assim, é gostoso reparar, por exemplo, nas estruturas circulares e restritivas traduzidas em um conjunto de jaqueta e calça usado com camiseta de gola quase caricata, de aparência infantil — um embate recorrente nas esculturas da linha-mãe. Roupas “simples”, mas que mantêm um pouco do exercício de compreensão mesmo que de forma mais básica. Lê quem gosta do assunto.

  • Inspirado no cloisonné, verão 2016 de Peet Dullaert justapõe rigidez e vulnerabilidade

    No endereço do Atelier Néerlandais, Peet Dullaert, estilista holandês dono da marca homônima lançada em 2012, apresentou seu estudo dos vasos orientais em cloisonné, técnica de pintura delicada realizada em objetos metálicos, traduzida na coleção verão 2016 no último 02.10. Os elementos foram combinados à alfaiataria, um dos pilares da casa, e nas entradas de looks fluidos, todos desfilados pelo casting pontuado por modelos da mesma origem que o designer.

    À medida que as roupas ganhavam movimento, essencial para os dias de hoje, elas destacavam mais a silhueta e eram enriquecidas por plissados delicados, motivos florais metalizados e recortes laterais; se o valor do trabalho precioso da técnica cloisonné for equiparado ao da elegância de uma mulher, Dullaert deu conta de exercitá-lo de forma contemporânea. Atenção para as bolsas de silicone que fazem parte da primeira linha do estilista. Vale acompanhar o nome!

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    Fotos: Robbert Jacobs/Divulgação
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    Fotos: Robbert Jacobs/Divulgação

     

  • Lady Gaga, de Brandon Maxwell @ première AHS: Hotel

    Amiga popstar tem suas vantagens. Lady Gaga cruzou o tapete vermelho da première de American Horror Story: Hotel, seu début oficial como atriz na nova temporada da série hit, com um longo vermelho assinado por Brandon Maxwell. A história é: stylist da cantora há anos, ele lançou a etiqueta homônima durante a temporada de desfiles de verão 2016 de Nova York, com a própria na fila A. Dias depois, lá estava Gaga levando, pela primeira vez, a marca ao red carpet do Emmy 2015 (ela ainda vestiu mais um longo dele no after, na mesma noite). Aqui, o look hi-glam sanguinário ainda dá conta de apresentar, em roupa, a Condessa Elizabeth, dona do hotel da série. Promete!

  • Floral neles! // Reserva para C&A

    Boa nova para os homens, deixados tão de lado nas parcerias fast-fashion nacionais: a Reserva assina 100 peças para sua colaboração com a C&A. A ideia é um closet completo, do trabalho (terno, camisas, sapatos e gravata) ao lazer (camisetas, bermudas e agasalhos), com preços entre R$ 30 e R$ 300. A marca é carioca, mas a linha ganhou lookbook clicado por Jacques Dequeker no centro de São Paulo. Dele, a sugestão do look combinadinho de floral de fundo preto (com styling the Thiago Ferraz); no caixa, esta conta fecha em R$ 410. A coleção desembarca a partir de 06 de outubro nos endereços da C&A pelo Brasil e no e-commerce da rede.

  • Mar de preciosidades: Swarovski, verão 2016

    Swarovski, verão 2016
    Swarovski, verão 2016

    A Swarovski é renomada pela tradição dos cristais em uma lista histórica de jóias-desejo, além dos elementos que desfilam nas passarelas (e nos closets) de um rol igualmente precioso de grifes. O verão 2016, intitulado Sea of Sparkle e apresentado no showroom da joalheria no dia 1 da semana de moda de Paris, é inspirado no universo dos oceanos; o tema é sempre oportunidade boa para exercícios livres de cores e formas orgânicas. Assim, as linhas seguem o tema: são joias com design oval ou espiral, com cristais que vão dos tons neutros das conchas aos mais vivos tirados da vida marinha que as cercam. Na sala mais brilhante da apresentação, três displays com cristais variados de tamanho máxi; por estas águas navegarão apenas os nomes mais famosos que desfilarem criações da joalheria.

  • Na Givenchy, acessórios de efeito máximo para afastar a monotonia

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    As referências eram diversas, mas o maximalismo nos acessórios marcou o desfile de inverno 2015 da Givenchy e o da alta-costura da temporada da Valentino

    Desde que as modelos da Givenchy cruzaram a passarela da label no começo do ano com máxibrincos, gargantilhas e piercings espalhados pelo rosto, as joias e bijoux de toque maxi ganharam revival em 2015. O link é possível também com o desfile da alta-costura da Valentino, em junho deste ano, com time de gladiadoras a la Game of Thrones reunido no centro de Roma. Em conexão com o Brasil, a designer Eleonora Hsiung, a convite de Helô Rocha, desenvolveu os adornos da coleção inverno 2015 da (extinta) Têca. Com imagem potente, o efeito reverberou no Instagram e pontuou produções de quem dosa look minimalista com acessórios tipo-tudo.

    Quem procura por peças protagonistas, tem que conhecer a Luiza Dias 111, sucesso com colares de pedras brutas e cristais usados sobre gargantilhas e acompanhados por brincos pendulares. “Acredito que o look fica mais interessante e personalizado com peças que realmente fazem a diferença,” conta a designer, que tem como principal inspiração o charme de itens de décor para suas coleções. Para a joalheira paulistana Camila Sarpi, que descobriu a paixão por joias durante seu curso na renomada FIT – Fashion Institute of Technology, um maxiacessório pode ser minimal, com pegada artística. “Quando vou desenhar uma coleção, primeiro sigo meu instinto que pode ser o resultado imediato de uma inspiração ou o desejo de fazer uma peça específica,” explica Camila. As formas orgânicas tomam conta das peças de sua marca homônima, que tem os brincos de efeito como carro chefe. “Tudo me influencia: arte, arquitetura, fenômenos naturais, engrenagens, peças de maquinário,” conta a designer, “difícil é editar essa informação toda e escolher elementos precisos.”

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    Por aqui: os brincos de efeito de Camila Sarpi e a combinação gargantilha + colar-tudo com pedra da Luiza Dias 111
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    No inverno da (finada) Têca, as peças máxi assinadas por Eleonora Hsiung
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