Autor: TRAUM

  • Kate Middleton aposta em etiquetas brasileiras para prêmio em Londres

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    Kate Middleton apareceu com look de marcas de acento brasileiro para a edição deste ano do prêmio The Art Fund Museum of The Year, nesta quarta-feira (06.07) em Londres. O vestido da Barbara Casasola acrescentou fator fashionista e dose mínima de sensualidade, com ombros à mostra e modelagem slim, à produção finalizada por sandálias Lady Oyster, da Schutz. Look completo e mais cliques na sequência.

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  • INSTATV: Do Instagram, a temporada couture de inverno 2016 em vídeo

    No player abaixo, um compilado dos vídeos de Instagram mais legais com detalhes dos desfiles da temporada de alta costura, edição inverno 2016, em Paris. Volte aqui para assistir aos trechos das novas apresentações conforme a semana de shows acontece. Play!

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    Foto: Christian Dior/Anna Palermo, para o NOWFASHION.

  • Primeira impressão: Vetements, verão 2017

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    Consumo sim, mas não do mesmo jeito. A Vetements faz uso esperto dos mecanismos vigentes do que chamam de novo luxo, mas também questiona (quase xinga!) e transforma suas regras, tudo na mesma tacada. É por isso parece tão especial? No vídeo, entrada final do desfile de verão 2017 apresentado neste domingo (03.07), em Paris. Mais detalhes em breve. Vídeo via @VirginieMouzat.

  • Fergie reúne #MILFSquad fashionista em novo clipe

    Gemma Ward! Amber Valletta! Devon Aoki! A cada 5 segundos do novo clipe a Fergie, para a faixa M.I.L.F. $, um grito. A cantora reuniu um time top de mães fashionistas no primeiro lançamento do aguardado Double Dutchess, seu segundo álbum solo.

    O casting é tão gostoso de acompanhar que parece compensar pela faixa de resultado duvidoso. É do tipo de gera mais buzz do que qualquer outra coisa, vide a inclusão de Kim Kardashian ao casting. Ainda assim, fica como a popice mais divertida do dia.

    Vídeo e casting completo na continuação.

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  • Balenciaga: o novo culto à moda

    Balenciaga, verão 2017 mascul
    Balenciaga, verão 2017 masculino

    Foi prometido como um reboot; desavisados anunciaram a estreia de Demna Gvasalia no masculino da Balenciaga como o début da grife para eles. Não era. Nicolas Ghesquière fazia, Alexander Wang também. Os códigos da casa (deles) estavam no desfile dessa quarta-feira (22.06) na cobertura do colégio Saint-Louis de Gonzague, em Paris: coleção sisuda, foco na roupa que se usa por fora, tons sóbrios e passadas firmes (ainda que este tenha sido o primeiro desfile de fato da linha) de toada futurista e formal do histórico recente.

    Terminada a lista do passado, rumo ao presente (que na verdade é para estação futura): Demna se mostrou consciente de que o trabalho na grife é norteado pelo luxo, com referências obrigatoriamente elevadas para além do streetwear que lhe tornou famoso. O homem Balenciaga não veste agasalho, ainda que suas camisas ganhem elástico tipo jaqueta na barra. Veste terno, casaco, carrega pasta; tem na alfaiataria precisa a expressão de seu status. Só que a formalidade de fashionismo enganoso, vista em profusão nos tantos desfiles de semanas italianas e parisienses, não daria conta do histórico secular da casa (ainda que moda masculina não seja um dos pilares originais da maison); esta mal consegue sair de fato, depois de tantos anos, do plano das ideias. A incursão aqui precisaria ser completa, com alto fator de subversão, marco (já) do trabalho do estilista georgiano.

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  • Amanda Lepore, club kid profissional, reflete sobre a noite: “Hoje, tudo está ligado ao dinheiro”

    Lábios marcantes, beleza vintage e looks deliciosamente sexy, todos de potência perigosamente elevada. Assim é a imagem de Amanda Lepore, nome de projeção da geração de club kids da década de 1990 pela trajetória provocante e corajosa na noite nova-iorquina. De vendedora do endereço icônico de Patricia Field a dominatrix, as entradas do currículo extenso de Lepore traçam um panorama importante da cena alternativa, desgastada nas últimas décadas pelo raciocínio que transforma transgressão e ousadia em mercadorias.

    O legado e as histórias mais famosas fazem da figura delicada de sua presença na vida real uma surpresa imediata. Em passagem por São Paulo para dois compromissos pilotados pela B. Fun em parceria com a festa de NY PrettyUgly e o Grupo Vegas, Amanda mostrou que, hoje em dia, club kid também é profissional. Estava pronta (e já com o devido registro no Instagram postado) duas horas antes do horário, chegou quinze minutos adiantada à locação com comitiva discreta e deu foco total ao papo no camarim da Casa de Portugal, no bairro da Liberdade. Leia na sequência.

    Qual sua melhor lembrança das visitas ao Brasil?
    Sem dúvida a de 2011, quando gravei o clipe de minha faixa “Turn Me Over”em São Paulo.

    Quanto tempo você leva para se produzir? Qual foi a inspiração do look de hoje?
    O cabelo e a maquiagem levam cerca de três, quatro horas. Adoro este tempo para aproveitar com capricho os cuidados especiais. O look de hoje foi criado pelo [designer] Garo Sparo, mas acrescentei as plumas e criei os acessórios. Me disseram que o Brasil é quente, e não só pelo fervo, então achei o look apropriado.

    Tem um designer favorito? Acompanha coleções e novidades de moda?
    Para falar a verdade, não sigo a moda. Prefiro focar em meu estilo pessoal. E outra, todos os nomes que uso como referência já estão mortos! (risos). Tenho este look característico desde que comecei, há muitos anos… assim que me casei e comecei a brincar com maquiagem. Já passei pela fase dominatrix, mas mantive mesmo o visual glamoroso, um pouco Jessica Rabbit, um pouco anos 1950, mas bem artificial. São referências que não estão ligadas à moda em si, mas, já que aperfeiçoei esta imagem e a faço muito bem, acabei conquistando o respeito de quem trabalha na área.

    Tem um item fashion favorito?
    Não uso roupas de marcas, mas adoro um item de luxo: sapatos Christian Louboutin. Quando comecei usava muitos saltos fetichistas, mas designers não faziam roupas e acessórios para gente como nós. Ele, então, lançou saltos incríveis e superconfortáveis; estes são meus únicos abusos. Não gosto de gente frívola que tem que ter roupas só porque são da marca da vez. Fora isso, não abro mão de decotes generosos, até mesmo quando vou para a ioga!

    Sair à noite, depois de tantos anos de festas, ainda é especial?
    Pessoalmente, sinto que me divirto mais hoje em dia. Era muito tímida quando comecei e também fazia muitas performances no estilo dominatrix, algo que não gostava, fazia pelo dinheiro. Também passei muito tempo dançando no alto, presa em uma gaiola, então não me relacionava com as pessoas diretamente. Desenvolvi minha autoconfiança com a repercussão positiva de meu trablho, principalmente pelo sucesso com os projetos com David LaChapelle. Aí sim fui aceita como modelo de verdade.

    Como vê as mudanças da cena noturna ao longo de sua trajetória?
    Não conseguiria entrar em detalhes, mas sei que isso é fruto de muita mudança política; em Nova York, por exemplo, estão relacionadas às ações de um prefeito. Sinto também que tudo está muito ligado aos negócios e ao dinheiro. A turma de artistas subversivos passou a perder espaço para gente que quer mostrar o quanto ganha, caras que não conseguem pegar garotas e querem ostentar o ótimo emprego. Isso prejudica a cena, eu não cresci neste ambiente. Por outro lado, noto muitas similaridades com a cena dos club kids que vivi. Gente jovem, criativa, que se monta, constrói looks incríveis, trabalham com nomes alternativos ou fazem suas próprias roupas. Vejo que o link da minha geração com essa turma novinha se estabelece através da criatividade.

    Pode selfie na pista hoje em dia? Que look você nunca usaria para sair à noite?
    Eu sempre tento deixar o celular em casa porque é parte do meu trabalho receber as pessoas, sair em fotos… mas acho divertido, sempre participo dos cliques e dos snapchats dos meus amigos. No look, nunca sairia à noite vestindo jeans ou sapatos sem salto. Roupas folgadas, desleixadas, também são proibidas.

    Como vê a projeção recente de nomes famosos transgêneros? Ajudam a dar visibilidade à comunidade?
    Senti um progresso muito grande com a internet. Na minha época, um nome como eu ganhava fama a cada dez anos; eu fui a da vez por algum tempo. Hoje, a comunidade transgênero se aproxima de maneira bem mais eficaz através das redes sociais; seja lá do que você gostar, tudo está a uma pesquisa no Google de distância. Você não precisa se esconder. Isso dá mais força à cena alternativa.

    Que conselho daria para quem enfrenta dificuldades para se aceitar ou para ser aceito?
    Pela minha experiência, para cada pessoa que demonstra ódio ou que te desafia há outra, ou um grupo, uma comunidade, que vai te aceitar e te amar por ser diferente. Por mais difícil que pareça quando se é jovem, minha dica é investir de fato em ser exatamente quem você quer ser. Encontre forças nos seus objetivos, procure sua estrutura de apoio e aproveite as vantagens que temos com todos esses mecanismos ao nosso redor para seguir adiante.

  • De olho no futuro, Miuccia Prada reconfigura o seu passado

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    A resposta veio. Quando todo mundo se apropriou de elementos característicos de Miuccia Prada — pense na colagem de referências intelectualizadas ou na estética que redefine beleza através do que é estranho e complexo —, a estilista elevou o patamar da conversa.

    Depois de uma coleção masculina de imagem potente e sub-texto enriquecido pela narrativa além-moda, ela guiou o grupo de mulheres de seu inverno 2016 para uma jornada por desafios similares aos deles, com o mesmo vigor. Sob o cenário da apresentação anterior, o espetáculo foi reencenado com um propósito definido: reforçar os valores que definem a grife e mostrar como sua moda enfrenta as dificuldades, mercadológicas ou metafísicas, que aparecem na sua frente.

    A primeira palavra que veio à mente ao conhecer a coleção de perto na visita ao QG da grife na Via Fogazzaro dias depois do desfile foi memória. A mulher nômade, que carrega todos os apetrechos e as ferramentas de registros consigo, caminha por trilhas sinuosas. Vive em uma condição similar às de nossas lembranças (às de Miuccia também). Assim, entradas inteiras de náilon, material fundamental da história da casa, apareciam entre conjuntos que remetiam aos uniformes de caça ingleses ou vestidos de organza levíssimos de modelagem vintage usados com botas pesadas de inspiração trekking. Havia um bloco de denim bruto, intercalado entre brocados preciosos e casacos de inspiração náutica com direito a caps de marinheiro. Nada era linear.

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    Vale o link entre as camadas de lembranças que formam nossa história com o styling carregado. O mesmo look trazia casaco de lã, camisa desconstruída com uma nova leva de estampas assinadas por Christophe Chemin (retratando cenas distribuídas pelo intervalo de um ano), recortes de espartilhos (de amarração solta) ou cintos grosso de couro, meias grossas usadas como calças (como as que já fizeram tanto sucesso na grife), luvas, bolsas a tiracolo de alças largas e gargantilhas com penduricalhos — ali, ficavam os relicários, os caderninhos tipo diários, chaves de uma casa abandonada e pingentes decorativos brutos. Lembranças do que foi deixado para trás. E também, um belo rol de produtos num exemplo perfeito da ideia de itens colecionáveis de grife, uma das artimanhas da vez. Acumule o que puder (comprar).

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    Notável também era o diálogo entre o que é digno e valioso versus o que é grosseiro ou despolido, investigação pertinente quando casas do topo da pirâmide fashion têm ido atrás de elementos tão distantes de seus universos ou quando o que se valoriza é o luxo emocional de cada peça. Para fazer tal patchwork é preciso habilidade. Aqui, tricôs de lã em patches coloridos, quase um pull de remendos, ganharam mangas com punhos de pele e acompanharam sandálias altas de amarração, no bloco de acessórios mais precioso.

    Vestidos de silhueta anos 1940 de veludo vinham decorados com patches do mesmo tecido, mas costurados por linhas de tons contrastantes e traços difusos. Eram feitos à máquina, mas pareciam mesmo reconfigurados à mão. A capa mais opulenta de pele da coleção era usada sobre um top de náilon; outra era jeans, mas com decoração nobre e capuz e punhos também em pele. À medida que a narrativa caminhava para um desfecho, o clash de texturas, detalhes e materiais tão distintos entre si era intensificado. Look nenhum saiu impune desta caminhada.

    Olhar para trás, por mais estranho que seja em um mercado que vive de novidade, é um exercício de auto-reflexão necessário. Vestígios do que já foi conquistado ou do que já fez parte da história de cada grife (ou de cada mulher) ajudam a formar uma identidade estabelecida, única e corajosa. Frente às adversidades, parece uma boa saída a ideia de reconfigurar, através dos retalhos e do que se encontra pelo caminho, a melhor versão de si mesmo. Soa como um destino vitorioso para quem aceita o risco da aventura.

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  • Tipo obra de arte: Repetto celebra 60 anos da Cendrillon com expo no MUBA

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    Dois momentos de Brigitte Bardot com a sapatilha mais famosa da Repetto: no Festival de Cannes de 1956 e no filme ‘E Deus Criou a Mulher”, do mesmo ano

    Em 1956, Mme. Rose Repetto, já famosa por suas sapatilhas de balé, recebeu um pedido especial: um par de sapatilhas encomendado por Brigitte Bardot. Assim nasceu o modelo Cendrillon, usado pela musa no longa que projetaria sua faceta mais sensual, “E Deus Criou a Mulher”. No mesmo ano, a sapatilha ganhou, nos pés da atriz, o Festival de Cannes e, em 1957, estrelou como coadjuvante de outra estrela, Audrey Hepburn, em “Cinderela em Paris”. Hoje, é o modelo mais reconhecido da etiqueta. É feita à mão em diferentes modalidades de couro com ajuste regulável finalizado por um laço e salto de 1cm. Leva o expertise da grife famosa tanto pelas sapatilhas profissionais quanto pela tradução sofisticada do universo da dança na sua linha completa de roupas e acessórios. (mais…)

  • Coleção: Peet Dullaert, inverno 2016

    Fotos: Robbert Jacobs/Divulgação
  • Brilhe para a câmera: um truque de backstage para iluminar o olhar

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    Foto: Guga Santos

    O nome é francês, mas a Les Copains é famosa na Itália por suas malhas de cashmere e seu expertise no tricô. Só que na tarde desta quinta-feira (25.02), foi da beleza do desfile da grife que saiu um truque de backstage para iluminar de forma certeira o olhar para as câmeras. No show, ele era direcionado para os cliques dos fotógrafos, mas pode facilmente migrar da passarela para a vida real. (mais…)

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