Conheça o herdeiro de 38 anos preparado para assumir império de R$ 50 bilhões da Chanel
A icônica marca de luxo Chanel, fundada em 1910 por Gabrielle “Coco” Chanel, continua sendo um dos pilares do império da moda global, conhecida por produtos como óculos de sol de US$ 970, bolsas de US$ 6.500 e relógios J12 de US$ 23.400.
No entanto, por trás do glamour, uma dinastia familiar discreta administra uma fortuna estimada em US$ 90 bilhões. Recentemente, sinais claros indicam que Arthur Heilbronn, de 38 anos, está sendo preparado para assumir um papel central na gestão dessa vasta herança. Filho de Charles Heilbronn e meio-sobrino dos donos da Chanel, Alain e Gerard Wertheimer, Arthur representa a quarta geração de uma linhagem que prioriza a privacidade e a diversificação de investimentos.
A história da família por trás da Chanel e sua fortuna
A fortuna da família Wertheimer remonta ao início do século XX, quando Pierre Wertheimer, avô de Alain e Gerard, se tornou um dos primeiros sócios de Coco Chanel. Juntos, eles transformaram a modesta casa de costura em um império global de moda, perfumes e acessórios.
Após a morte de Pierre em 1960, seus filhos, Jacques Wertheimer e Charles Heilbronn (meio-irmão de Alain e Gerard), herdaram participações significativas. Alain e Gerard, na casa dos 70 anos, dividem igualmente a propriedade da Chanel, avaliada em cerca de US$ 45 bilhões cada, segundo o Bloomberg Billionaires Index.
A família mantém a Chanel como uma empresa de capital fechado, evitando a pressão de acionistas públicos. Sua matriarca, Eliane Heilbronn (mãe de Charles, Alain e Gerard), faleceu em 2024, aos 96 anos, consolidando a transição geracional.
A fortuna familiar não se limita à moda: inclui vinhedos na França e no Vale de Napa (EUA), uma operação de criação de cavalos de corrida (Wertheimer et Frère) e investimentos diversificados por meio da Mousse Partners, o family office fundado por Charles Heilbronn em 1991. Essa estrutura, sediada nas Ilhas Cayman para a holding principal (Mousse Investments), gerencia ativos em mercados públicos e privados, incluindo imóveis, bancos e mídia, com escritórios em Nova York, Pequim e Hong Kong.
Apesar de uma desaceleração no setor de luxo pós-pandemia — que afetou rivais como LVMH (de Bernard Arnault) e Kering (da família Pinault) —, a Chanel manteve receitas estáveis, crescendo 16% em 2023 para quase US$ 20 bilhões. Isso permitiu dividendos recordes, como os US$ 5,7 bilhões propostos para 2023, fortalecendo o patrimônio familiar.
Quem é Arthur Heilbronn, herdeiro em ascensão?
Arthur Heilbronn, nascido em 1987, é o filho de Charles Heilbronn, presidente da Mousse Partners. Formado pela Harvard Business School (MBA em 2014), ele começou sua carreira no Goldman Sachs, onde atuou como banqueiro de investimentos, ganhando expertise em Wall Street.

Em 2019, ingressou na Mousse como diretor e, nos anos seguintes, ascendeu a diretor-gerente e co-head de private equity e investimentos diretos de venture capital, ao lado de Paul Yun.
Residente em um apartamento de US$ 19,5 milhões na Park Avenue, em Manhattan, Arthur casou-se com Danielle Heilbronn em julho de 2020. Sua ascensão ganhou destaque em 2025, quando assumiu o cargo de diretor em uma das principais holdings da Mousse, substituindo Michael Rena, executivo veterano da Chanel falecido em novembro de 2024, aos 85 anos. E
Essa nomeação, confirmada por registros oficiais, sinaliza sua preparação para liderar o family office, que emprega mais de 30 profissionais, incluindo ex-analistas de bancos como JPMorgan Chase e Wells Fargo.
Arthur também integra o conselho supervisor do Rothschild & Co., após a Mousse se unir a outras dinasties francesas em 2023 para privatizar o banco — um dos investimentos mais proeminentes da firma. Além disso, é diretor da Almacantar, uma imobiliária londrina focada em projetos de grande escala. Sua abordagem reflete a estratégia da família: discreta, mas agressiva em diversificação, evitando envolvimento direto nas operações da Chanel, que permanece sob Alain (presidente) e Gerard (divisão de relógios).
Neste mês de etembro de 2025, notícias publicadas por veículos como Bloomberg, FashionNetwork e O Globo, destacam a ascensão de Arthur como um marco na sucessão da dinastia. Com os tios Alain e Gerard na faixa dos 70-80 anos, a família — conhecida por sua aversão à mídia, como Gerard declarou em 2001: “Somos uma família muito discreta. Nunca conversamos” — parece estar delineando o futuro atrás de portas fechadas na “Billionaires’ Row”, em Nova York, onde a Mousse e a Chanel compartilham um prédio de luxo.
Outras atualizações incluem investimentos da Mousse em startups como Brightside Health (saúde mental), Brandtech Group (publicidade digital) e The Row (moda de luxo, em parceria com a herdeira da L’Oréal em 2023). No entanto, nem todos os bets foram bem-sucedidos: a Beautycounter faliu em 2024, e ações em NetGem SA (8% de participação) e Olaplex Holdings (5,7%) despencaram pós-IPO.
A firma também mantém posições antigas na Media-Participations, controlando editoras e produções de animação na França, seguindo o exemplo de rivais como Arnault (dono de Les Echos e Paris Match).
Em abril de 2025, outro herdeiro da família, David Wertheimer (filho de Gerard, também 38 anos), expandiu sua firma de private equity, 1686 Partners, contratando David An (ex-Sequoia Capital) e revelando um portfólio de US$ 110 milhões em marcas como 1916 Company (relógios de luxo) e Fusalp (esqui). Isso indica uma sucessão paralela, com foco em lifestyle e esportes, enquanto o patrimônio familiar total caiu 14% em 2025 devido à desaceleração no luxo chinês e tensões comerciais.
Um relatório da UBS de 2024 reforça o contexto global: mais de 1.000 bilionários transferirão US$ 5,2 trilhões nos próximos 20-30 anos, com family offices como a Mousse crescendo para gerir essa “grande transferência de riqueza” 35 . No Brasil e no mundo, herdeiros jovens como Livia Voigt (19 anos, US$ 1,1 bilhão da WEG) exemplificam essa tendência.
Desafios futuros
A Chanel enfrenta desafios como a volatilidade do mercado de luxo, impulsionada por inflação e mudanças no consumo chinês. No entanto, a resiliência da marca — com foco em imóveis e diversificação — sugere estabilidade. Arthur Heilbronn, com sua expertise em investimentos, parece ideal para navegar esse cenário, potencialmente expandindo para tech e sustentabilidade. Enquanto a família permanece discreta, sua influência no mundo do luxo e além é inegável, garantindo que o legado de Coco Chanel perdure por gerações.
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