Entenda a discórdia entre Lana del Rey e Ethel Cain desde o começo
Está perdido com os dois nomes da música internacional que aparecem em uma nova discórdia nas redes sociais, Lana del Rey e Ethel Cain?
Pois então prepare-se: vou te explicar tudo de forma detalhada e passo a passo, como se você não soubesse nada sobre Lana Del Rey ou Ethel Cain.
Primeiro relembre quem são essas duas artistas, depois a história da “treta” e siga até o cronograma dos eventos principais, as acusações envolvidas, as respostas de cada uma e as reações dos fãs e de outras pessoas.
Tudo baseado em informações recentes de artigos e posts em redes sociais, já que isso é um drama que acabou de explodir, agora em agosto.
Quem é Lana Del Rey?
Lana Del Rey, cujo nome real é Elizabeth Woolridge Grant, é uma cantora e compositora americana nascida em 1985.
Ela ficou famosa no início dos anos 2010 com músicas como “Video Games” e “Summertime Sadness”, que misturam pop alternativo, elementos cinematográficos e um estilo nostálgico inspirado no glamour de Hollywood antigo, na América dos anos 1950/1960 e em temas como amor tóxico, tristeza e o “sonho americano” decadente.
Seus álbuns, como “Born to Die” (2012), “Ultraviolence” (2014) e “Norman Fucking Rockwell!” (2019), são cheios de letras poéticas e melodias sonhadoras, mas ela também é polêmica: já foi acusada de romantizar abuso ou apropriação cultural, e tem uma base de fãs enorme e dedicada.
Lana é conhecida por sua imagem misteriosa, com cabelos longos, maquiagem retrô e uma vibe de “rainha do indie pop”. Em 2025, ela está preparando seu décimo álbum de estúdio, com influências country.
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Quem é Ethel Cain?
Ethel Cain, cujo nome real é Hayden Silas Anhedönia, é uma cantora e compositora americana transgênero nascida em 1998.
Ela é mais nova na cena musical e explodiu em 2022 com o álbum “Preacher’s Daughter”, um disco conceitual que conta a história de uma filha de pastor fugindo de abuso familiar, com temas sombrios como religião, trauma, violência e a América rural e pobre.
Seu estilo mistura folk indie, gótico, americana (um gênero que evoca o interior dos EUA, com banjos e narrativas pessoais) e elementos eletrônicos. Ethel é elogiada pela crítica por sua autenticidade emocional e por representar vozes marginalizadas, como pessoas trans e da classe trabalhadora.
Ela é abertamente trans e usa sua música para explorar identidade e dor. Em 2025, ela lançou seu segundo álbum, “Willoughby Tucker, I’ll Always Love You”, que foi bem recebido. Diferente de Lana, Ethel tem uma imagem mais crua e “underground”, com estética gótica e referências à cultura sulista americana.
As duas têm estilos que se sobrepõem em temas como Americana e melancolia, mas Lana representa mais o “luxo decadente” do sonho americano, enquanto Ethel foca no lado pobre e opressivo dele. Inicialmente, Ethel era fã de Lana, mas as coisas azedaram ao longo dos anos.
A origem da treta
A briga não é algo repentino; é um drama que se construiu aos poucos, misturando admiração inicial, shades, um ex-namorado em comum e acusações pessoais.
Siga a linha do tempo desde 2015 para chegar à situação atual da história…
- 2015-2017: Admiração inicial (fase de fã)
Ethel Cain era uma grande admiradora de Lana. Em páginas antigas no DeviantArt (um site de arte), ela listava Lana como uma de suas artistas favoritas. Em 2017, Ethel postou covers (versões) de músicas de Lana, como “Born to Die” e “Mariners Apartment Complex”, no YouTube e em redes sociais. Mais tarde, ela tentou apagar esses covers, o que alguns interpretam como um sinal de que ela queria se distanciar da influência de Lana.
- 2018: Primeiros sinais de tensão
Ethel começou a fazer posts controversos em sites como CuriousCat (um app de perguntas anônimas). Ela referenciava Lana de forma que gerou backlash, e acabou se desculpando publicamente. Isso marcou o início de uma transição de fã para crítica.
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- 2020: Shades começam a aparecer
Ethel passou a fazer posts sutis comparando si mesma a Lana e criticando sua música e persona. Um tweet deletado (que não tem prints sobreviventes) supostamente mirava diretamente em Lana. Aqui, a admiração virou rivalidade, com Ethel se posicionando como uma “versão mais autêntica” da estética americana.
- 2022: O ex-namorado entra na história e posts deletados
Esse é o ponto central da treta. Ambas as cantoras tiveram envolvimento com Jack Donoghue, músico da banda Salem (um grupo de witch house, gênero eletrônico sombrio). Lana namorou Jack publicamente. Em julho de 2022, Lana postou uma foto com ele em frente a uma prisão em Chicago, em uma pose específica. Ethel, que era amiga de Jack na época, postou uma foto similar com ele, o que Lana interpretou como uma “reencenação” da sua pose (ela chama de “Chicago pose”). Ethel deletou o post rapidamente, mas isso gerou shade.
Além disso, o New York Times publicou um perfil de Ethel chamado “The Most Famous Girl in the Waffle House” (referindo-se a um restaurante popular nos EUA sulista, simbolizando sua origem humilde). Ethel também supostamente editou sua própria página na Wikipedia várias vezes, removendo menções a Lana como influência. Fãs chamaram atenção, e o usuário responsável parou em 2023. Lana teria descoberto isso via Jack ou amigos em comum.
- 2023: Mais shade indireto
Lana trabalhou por um dia em um Waffle House no Alabama, o que fãs viram como uma resposta sutil ao título do perfil de Ethel no NYT. Tipo, Lana dizendo “agora eu sou a garota mais famosa no Waffle House”. Isso foi confirmado depois como uma indireta das mais diretas possível.
- 2025: A exposoção musical
Em 13 de agosto de 2025, Lana postou um reel no Instagram com um trecho de uma música inédita (faixa 13 do seu novo álbum, produzido por Jack Antonoff). As letras dizem: “Ethel Cain hated my Instagram post / Think it’s cute reenacting my Chicago pose” (Ethel Cain odiou meu post no Instagram / Acha fofo reencenar minha pose de Chicago) e “The most famous girl in the Waffle House” (A garota mais famosa no Waffle House). Fãs imediatamente viram como um diss track (música de ataque), inspirado no filme “All About Eve” (1950), onde uma jovem ambiciosa trama contra sua ídola. O título da música seria “All About Ethel”. Ethel respondeu com um story no Instagram dizendo que Lana a bloqueou. Lana então comentou em um post do Pop Base (uma conta de fofocas pop) no Instagram, explicando: “Eu não sabia quem era Ethel até alguns anos atrás — quando alguém me mostrou as imagens perturbadoras lado a lado que ela postava de mim ao lado de criaturas e personagens de desenho animado pouco lisonjeiros, fazendo comentários constantes sobre meu peso, eu fiquei confusa com o que ela queria dizer. Depois, quando ouvi o que ela dizia pelas costas via amigos em comum e começou a se inserir na minha vida pessoal, eu fiquei definitivamente perturbada.”
Aqui entra a acusação principal: Lana acusa Ethel de body-shaming (vergonha corporal), ou seja, de criticar seu peso e aparência, comparando-a a personagens como Peter Griffin de “Family Guy” (um homem gordo e desleixado). No entanto, não há prints confirmados desses posts de Ethel; Lana diz que soube via amigos e que eram “por trás das portas fechadas”. Ethel nega indiretamente, e seus representantes não comentaram.
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Respostas e acusações
- De Lana: Ela foca em como Ethel se inseriu em sua vida pessoal (via Jack Donoghue) e fez comentários maldosos sobre seu corpo, especialmente após Lana perder peso recentemente (ela disse estar “na melhor forma da vida”, mas acusou Ethel de body-shaming). Lana parece ver Ethel como uma “fã obsessiva que virou rival”.
- De Ethel: Resposta mínima. Só o story sobre o bloqueio. Ethel não confirmou nem negou as acusações, mas em entrevistas passadas (como para The Cut em agosto de 2025), ela falou sobre fãs usando “ativismo” para justificar idolatria, o que pode ser uma indireta a dramas como esse. 10 Ethel é trans, e isso adiciona uma camada: alguns fãs de Lana usaram xingamentos transfóbicos contra ela, o que é nojento e foi criticado.
Reações dos fãs e celebridades
O drama explodiu nas redes, especialmente no X (antigo Twitter). Fãs de Lana apoiam ela, dizendo que Ethel foi “nasty”do nada. Fãs de Ethel a defendem, dizendo que não há provas das acusações e que Lana está exagerando.
Há memes comparando à briga Kendrick Lamar vs. Drake, e alguns fãs neutros apoiam “ambas as mães”.
Celebridades entraram também: Nicki Minaj postou cantando a linha do diss (“Ethel Cain hated my Instagram post”) sem saber quem era Ethel, apoiando Lana. Azealia Banks acusou fãs de Lana de transfobia, um problema grande aqui, com posts horríveis contra Ethel.
A treta segue quente, em andamento e viralizando nas redes. Ethel lançou álbum novo, Lana está teasing o dela. Não há resposta direta de Ethel (talvez venha um diss track dela?), e Lana parece ter “vencido” a narrativa por enquanto, mas sem provas concretas das postagens de body-shaming, isso pode ser visto como unilateral.
É um exemplo clássico de drama pop: ex em comum + rivalidade artística + redes sociais = caos. Se você quiser mais detalhes sobre músicas específicas ou atualizações, é só rolar o feed aguardando por novos capítulos!
