Categoria: Moda

Dicas de moda, inspiração de looks e guias de compras para garantir a produção na estica!

  • Vai lá e faz: a fotografia viajante de Mike Brodie

    Mike Brodie pegou a primeira carona em um trem aos 17 anos. No sentido errado. Enquanto voltava para seu destino original, ele viu que podia aproveitar mais dessa maneira de viajar e resolveu estender a jornada, pulando de trem em trem por mais três dias. Com uma polaroide antiga achada no banco de trás do carro de um amigo, Brodie começou a registrar os “mendigos e vagabundos” que encontrava pelo caminho, enquanto percebia que, na verdade, esses companheiros temporários de viagem deviam mesmo é ser chamados de artistas, músicos ou escritores.

    Com o fim dos filmes, a polaroide foi trocada por uma 35mm usada enquanto a viagem de um verão se estendia por cerca de quatro anos nos vagões invadidos ou pelas caronas de carros e caminhões, o que lhe levasse adiante para mais personagens, mais destinos e mais fotos. “Cada vez que dava pause e retornava para visitar minha mãe, com a mesma camiseta fedida, as mesmas meias e a mesma calça com remendos, ela perguntava ‘Mike! Você é tão bonito! Por que você se veste assim?’. Minha resposta era sempre ‘Eu não ligo!’”, conta Brodie em uma das entrevistas sobre a aventura. Se fosse outro, os cliques iriam para o Instagram e as selfies seriam obrigatórias a cada trem diferente. Mas Mike conta que não estava atrás da fama; a galeria online assinada pelo “Polaroid Kidd” foi tirada do ar assim que começou a ganhar maior projeção.

    “Eu poderia fazer isso pra sempre, seria muito fácil viver desse jeito”, ele revela em outra entrevista, mas a vontade de expandir para novas áreas de atuação o levou a um endereço fixo em Oakland, onde divide a garagem de uma oficina (na qual trabalha) com amigos. As imagens de seus negativos são impactantes pelas paisagens e pelos personagens, em um diário de viagem lindo e cru sob olhar de Mike, tornado livro em 2013 (e com edições especiais à venda aqui). Mas as fotos marcam também por aquela vontade que bate de tempos em tempos de largar o que nos prende e ir atrás de uma aventura como essa. Mike Brodie foi. Um pouquinho do resultado está nos cliques da galeria acima.

    Mais:
    Mike Brodie Photography
    A Period of Juvenile Prosperity – Twelvetrees Press
    The Train-Hopping ‘Polaroid Kidd’ settles in Oakland – KQED

  • Essa é para os cachorros: Bruce Weber para Shinola Detroit

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    Coisa linda o filme que o Bruce Weber, fotógrafo favorito e apaixonado por cães, dirigiu para uma linha especial de acessórios pet para a Shinola (Assista). A marca americana, famosa por seus relógios, itens de couro e bikes, já era próxima do Weber; foi ele o responsável por sua primeira campanha, que levava personagens de Detroit à frente das câmeras para reconhecer o valor da Motor City, que passa por tempos turbulentos, em sua história.

    O filme conta com as lentes cheias de sensibilidade de Bruce e mostra uma turma de cães habilidosos sobre os skates com trilha (como de costume) de jazz; Uggie, o famoso terrier do filme “O Artista”, é um dos nomes do elenco. A parceria com a Shinola é composta por coleiras chiques, camas e brinquedos além de cartões e moleskines que levam cliques (caninos) feitos pelo fotógrafo, desejo absoluto para os donos. E mais: parte da produção da linha é feita com a The Empowermant Plan, fundação que capacita e emprega mulheres desabrigadas de Detroit. A linha completa pode ser vista clicando aqui; o filme a-mor dirigido por Weber para a colaboração você assiste aqui. Abaixo, uma entrevista com o fotógrafo sobre a empreitada.

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    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=aslDrLcebQw]

  • A Lena Dunham não sabe posar. A gente também não.

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    Lena Dunham, o cérebro (e o corpo nu) da série-sensação Girls é figura polarizante. Pelas entrevistas, pela sua versão de feminismo, pela suas curvas, pelos looks. E também, a cada clique em qualquer evento, pelas poses desconcertadas que exibe na frente dos fotógrafos e flashes insanos. Isso está longe de ser ruim, né? Quem nunca foi correndo ver o clique taggeado pelo amigo no Facebook ou no Instagram e deu um grito de pânico ao ser ver torto, com o look que tava tão bonitinho no espelho do elevador todo desconstruído depois de mais de quinze movimentos corporais?

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    E aí se colocam a Lena num grupo tão acostumado e treinado para o step-and-repeat dos backdrops, a cena fica ainda mais engraçada. A leva mais recente de cliques de Dunham veio direto de Veneza, para onde a Miu Miu levou um grupinho ótimo de atrizes para a festa em torno do festival de cinema que celebrou a última produção da série Women’s Tales da grife, desta vez um curta (e um app) criado pela também sensacional Miranda July. No grupo que desfilou um pouco do sessentinha esperto da Miu Miu, Dakota Fanning, Kristen Dunst, Kate Mara, Felicity Jones e Nicoletta Romanoff. Entre um clique e outro, um acidente: uma das placas do backdrop caiu com o vento. Em cima da Lena, claro.

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  • Nem todo mundo quer ir para uma semana de moda

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    Enquanto por aqui o SPFW ganha status de revival com marcas que voltam a levar gente que consome moda (e marcas que produzem roupa que existe) para suas salas de desfiles na temporada mais recente, um caso que parece corriqueiro na semana de moda de Nova York dá uma dica de que tem gente indo atrás de outra história. A notícia dessa semana foi o anúncio da não participação da Band of Outsiders, marca queridinha tocada por Scott Sternberg, da agenda da NYFW (ode desfilava desde 2011), algo que acontece com frequência a cada fase mais apertada de uma marca. Agora, quando não é só isso, a história pode render mais caldo e apontar para alguém que quer discutir a eficácia desse formato de apresentação.

    O primeiro sinal foi de quem tem mais coisa aí veio no ano passado, quando Scott criticou o esquema tão forçado de desfiles e como isso funciona a estrutura de business de uma marca. O que ele chamou de dog and pony show é a base que sustenta nossas semanas de moda: existe esforço, investimento e um desperdício de materiais para criar roupas que só existem para stylists e publicações e não dialogam diretamente com o cliente que vai até a loja. Como alternativa, Scott envia as imagens do verão 2015 da Band of Outsiders para a imprensa e buyers e troca o desfile pela inauguração de sua primeira loja em Manhattan, no dia 07.09.

    Quando disparou esse raciocínio para a Apartamento, Scott ainda comentou o case Tom Ford. Primeiro, com o elogio ao caminho inverso que seu colega escolheu para a etiqueta homônima: primeiro focado na sua linha de beleza para só depois (de anos!) preparar o seu retorno às roupas, apresentadas em esquema secreto e divulgadas apenas quando estivessem realmente disponíveis para suas (absurdamente ricas) clientes. Depois, com a crítica ao estilista por ter desistido disso e retornado à semana de moda de Londres.

    É fato que o esquema de desfile não está consolidado à toa: ele funciona e continua sendo a aposta principal até para as marcas que não vendem nada relacionado às coleções da passarela e ao que é publicado (e muitas vezes elogiado) nos veículos de moda. Só que tá ficando cada vez mais difícil comparar a eficiência do impacto de quem escolhe esse caminho com o trabalho das marcas que se preocupam em alinhavar o departamento de marketing com suas linhas de produção. Chega de roupa virtual?

    Scott Strenberg, da Band of Outsiders (foto via Le 21 ème)
    Scott Strenberg, da Band of Outsiders (foto via Le 21 ème)
  • Emma Stone @ Festival de Veneza 2014

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    Não foi só o look de Emma Stone que ganhou as atenções na noite de abertura do Festival de Veneza 2014, nessa quarta (27). O Valentino alta-costura escolhido pela atriz acabou disputando com o novo corte de cabelo exibido por Emma, uma versão boa de bob no update perfeito para sua temporada no evento, inciada com a premiére do longa, Birdman, de Alejandro Iñárritu. Linda!

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  • Tchau, Chelsea Lately!

    É engraçado se despedir (de forma emocionada) de um programa de televisão. Ainda mais de um que te cativa justamente pelo avesso do charlatanismo tão vigente quando a gente pensa em talk-shows, que só bookam seus convidados pra não perder vínculo com estúdios ou criar piadinhas estapafúrdias torcendo pra virar viral.

    Por isso, o tchau do Chelsea Lately, apresentado pela Chelsea Handler, apresentado ao vivo nessa terça (26), foi tão pesado pra mim. Não que o programa em si tenha se esforçado em encher nossos olhos de lágrimas: com Jennifer Aniston, Sandra Bullock, Gwen Stefani e um time gigantesco de famosos para lhe dar “até logo”, Chelsea só saiu da armadura de tough bitch depois do discurso emocionado de Chuy Bravo, seu anão sidekick. Nem a participação do ex-affair 50 Cent (“essa é a primeira vez que nos vemos desde que eu terminei tudo abruptamente”) foi poupada do humor tão específico da apresentadora.

    Ela segue para o Netflix — como comentei aqui — em 2016, mas antes solta um especial de stand-up em outubro e quatro programas já no canal online em 2015. A espera não vai ser fácil, amigos. Na galeria, os momentos mais legais (todos) da despedida, como as convidadas ilustres simulando uma intervenção e o coral final, cantando uma paródia de We Are The World feita sob medida para Chelsea.

  • VMA e Emmy 2014: quando erro fashion vira acerto

    Não é meu só o desânimo com tapete vermelhos que não sejam o Oscar. Nas premiações intermediárias, os nomes não tão famosos precisam passar por várias barreiras para chegar ao look que lhe garanta a atenção na dose que eu julgo perfeita: um pouquinho de fashionismo exagerado, beleza impecável, acessórios na medida (geralmente acho que menos é mais, mas se for pra ser mais que seja muito mais), todos somados pra uma presença de estrela de verdade (que, geralmente, esses eventos simplesmente não têm). A Vanessa Friedman, do NY Times, deu a dica na segunda pós-VMA e pré-Emmy que, parafraseando, um look ousado (e errado) ainda vale mais do que um mar de longos sereia. Eu concordo.

    Vide o caso do VMA 2014 deste ano. Depois do susto e a repercussão bombada da Miley no ano passado, a entrega de prêmios da MTV americana, famosa por momentos “arrebatadores”, se beneficiou de tanta atenção. A lista de convidados ficou mais poderosa (depois de anos meio no esquecimento de nomes grandes “de verdade” e não só do rolê Victoria-quem-Justice). O resultado são looks mais absurdos, principalmente pra quem não é reconhecido e precisa disputar os twitts, instas e links em real-time com a já consolidada pervice da Jennifer Lopez ou com o barulho tween da Taylor Swift.

    A noite serviu pra relembrar, um pouquinho só, os momentos do show de glória pop com nudez, cafonice e a aposentadoria (ainda que temporária) dos stylists que querem que todo mundo seja tão fashionista do tipo sem personalidade, com o look “elegante” (da marca que ninguém conhece, já que produzir na Saint Laurent é difícil), sem risco. Esse clima de revival foi literal mesmo, com as homenagens de Amber Rose ao não-look inesquecível de Rose McGowan e Katy Perry mais Riff Raff fazendo a Britney e Justin jeans de 2001. No final, a gente nem lembra mais quem era bem-vestida de verdade (Nicki Minaj, Gwen Stefani, Joan Smalls, Solange), quem era perva divertida (Jennifer Lopez, Kim peitos Kardashian) e quem só queria causar (Amber Rose, Ireland Baldwin de couro com a namorada, também de couro, Taylor Swift, Katy e Riff). Tudo bem; no final do VMA o que conta é a diversão devidamente twittada e facebookada enquanto qualquer banda tween toca no palco do prêmio (alguém sabe quem levou alguma estatueta de alguma coisa?).

    No Emmy 2014, a coisa é mais séria, claro. Afinal, são pessoas que serão reconhecidas pelo talento na telinha ao longo do último ano, mais memoráveis pelas personalidades que encarnam nas séries e programas do qual são parte do que por seus próprios nomes. O jogo do tapete vermelho é outro. Os stylists enfrentam guerra pra conseguirem looks que os nomes de seus clientes (não-famosos) ainda não lhe garantem ou para roubar mesmo o longo que pode acabar na latina corpulenta e chamar muito mais a atenção do que a loira tão, mas tão magra. E mais: entram parcerias de tino muito mais comercial, contratos feitos sob os panos de grifes e joalherias que garantem os nomes mais quentes da vez com dinheiro e aquele tipo de look que a gente vê que não tá muito certo, mas era o que tinha que ser usado.

    Na falta de paciência pra semi-fashionista, meus olhos me traem e brincam comigo: na primeira passada de olhos em qualquer galeria de looks, eles querem que meu cérebro compute apenas os looks mais “desacertados”, porque um erro fashion por ousadia demais denota mais personalidade do que qualquer looks em tom nude com cristais bordados (sério). Aí, o amarelo de ficar cego com peplum da Kate Walsh (Stephanie Rolland, rainha das famosos que querem ser avant-garde na moda, mas que não conhecem mais nada), o floral borrado da Julie Bowen (Peter Som), o decote de maiô da Lizzy Caplan (Vera Wang), o couture curto da Julia Roberts (Elie Saab) e até o laranja da Kerry Washington (Prada) dão de dez a zero em qualquer look apropriado e mediano que mereça, em teoria, mais elogios do que estes listados.

    O jogo de um tapete vermelho sério, onde o que as estrelas vestem lhes agregam valor, acaba às avessas: as mais corretas ganham muito menos pontos de personalidade do que os nomes que tentam qualquer diferença (e sim, aqui vale qual-quer arrombo fashion, não estamos nem pedindo pra elas efetivamente serem antenadas com o que realmente acontece nas modas). E eu acabo sendo o tonto que gosta do look da Lena Dunham (Giambattista Valli couture).

  • Vogue na Primeira Guerra Mundial

    Para marcar o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, comemorado oficialmente nessa segunda-feira (04.08), quatro imagens de capas de diferentes edições da Vogue lançadas durante os anos em que a Europa vivia em conflito mais dois exemplos de matérias internas; a última ilustração foi levada à revista publicada já entre notícias do fim da guerra. Como será que as revistas de moda atuais reagiriam a um novo conflito deste porte? Falta molhar o universo das revistas com um pouquinho de realidade política?

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    Uma capa que se tornou famosa durante a Primeira Guerra Mundial, da Vogue britânica de 1918

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    O conflito em pauta na ilustração com uma mulher ágil, vestida com códigos militares e com traços da guerra ao fundo

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    Dicas do que vestir para quando o marido retornasse da guerra

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    Já que não dava para ser exuberante, a dica era ser apostar em looks “valentes”, que emanassem proteção extra sem deixar a femininilidade de lado, com dois exemplos da Chanel e dois da maison Jenny — também na matéria, a preocupação de que as peças de Paris não chegariam ao país por causa dos conflitos

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    Uma capa dedicada à moda noiva

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    E as alternativas para um casamento com a guerra como background

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    “A vitória é, essencialmente, uma deusa feminina”, uma das referências ao fim da guerra na edição publicada de 1918

     

    Para ler e ver mais registros:
    // “World War 1 In Vogue” (Vogue UK)
    // “Wartime Wardrobe: How will Downton Abbey dress for WWI?” (Vogue US)
    // Fashion during World War 1 – Vogue (fotos)

  • Bandeira branca: o verão 2015 de Craig Green

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    Craig Green foi uma das sensações da crítica durante os desfiles masculinos da semana dedicada às novidades deles em Londres, em junho. Dono de uma lista de respeito de premiações, o estilista e diretor de arte passou pelo mestrado da Central Saint-Martins (sob a tutela de Louise Wilson) e participou por três temporadas (o tempo padrão) do desfile coletivo do MAN (projeto da Topshop + Fashion East, uma espécie de incubadora de novos talentos), além de um escândalozinho próprio quando David Gandy, embaixador da semana de desfiles masculinos, insultou o seu trabalho e o de mais uma marca line-up do evento (ui).

    Quem acompanhou a cobertura live (de cliques borrados) no Instagram de sua estreia em slot solo já sacou que alguma coisa de especial havia acontecido; foram inúmeros os relatos das lágrimas dos convidados ao final do desfile. Horas mais tarde, os elogios estavam todos dispostos em cada uma das críticas e, dias depois, em muitos dos resumos da temporada que apontavam Craig como um de seus destaques.

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    O sucesso poderia ter sido ainda mais barulhento (como sempre acontece com alguma revelação de fachada em uma fashion week), mas um desfile que procura realizar um protesto silencioso e é tão aclamado pela leveza das roupas e pela clareza de seu discurso não dá conta, hoje em dia, de competir de maneira tão eficiente com os desfiles espetaculosos cheios de looks prontos para qualquer fashionista-homem-pavão (do jeito que os fotógrafos de streetstyle mais gostam). A contradição de fazer barulho pedindo menos barulho só deixou a conversa sobre o verão de Green ainda mais interessante ao longo das semanas seguintes.

    Este tipo de desfile — Tim Blanks abriu sua resenha o chamando de um “momento fashion genuíno, tão raro que estes podem ser tomados até como lendas urbanas” — exige dedicação extra para olhares não tão sagazes como o de Blanks; eu passei semanas indo e vindo na galeria de looks querendo captar os detalhes que ganharam tanta reverência ao mesmo tempo em que me via obcecado pelas imagens tão frescas e delicadas de cada entrada.

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    Tem muito assunto pra desvendar ali: elementos de proteção, com os casacos amplos e inflados em listras tipo risca de giz 3Ds, as sobreposições justas versus os looks desabados e amplos em branco e azul, meio pijama meio uniforme de manicômio com tantas amarrações ao longo de todas as peças. E mais: as armações de madeira, carregadas por modelos encerrando cada um dos blocos da coleção (e que já fazem parte do trabalho de Craig, mas antes com intenções mais nervosas) viravam uma espécia de barraca ambulantes que poderiam resguardar o seu grupo de homens tão vulneráveis e sensíveis.

    Teve roupa também: além dos casacões (peças que parecem especialidade de Craig), as camisas, os tricôs, as calças molengas amplas e o bloco em jeans davam realidade a história tão boa contada enquanto peças mais arrojadas e o styling reforçavam o protesto pacífico do estilista.

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    Imaginar a coleção reunida na fila final (para quem vive aqui de fora da sala de desfile) serve como exercício para imaginar uma realidade zen, livre desses absurdos ruidosos sob os quais nós estamos sujeitos o tempo todo. Green contou em entrevistas que um ponto de partida foi um desses vídeos que ganham status de viral (por uma semana) de uma muher americana atacando o caixa de um Mc Donald’s em um acesso de raiva — quer situação melhor, repleta de subtexto e pronta para ser usada como contraponto para o desfile?

    E como quem acompanha desfile por uma fonte só perde um tanto de informação, seguem os textos e detalhes mais legais sobre essa coleção tão marcante mais galerias de fotos de outros ângulos para conferir direitinho os detalhes desta coleção tão marcante; nos links abaixo:

    // At London Men’s Fashion Week, Designers Fly the Flag for Individuality (NY Times)
    // Balance, proportion and focus at Craig Green (The Cutting Class)
    // The Cult of Craig Green (texto + fotos) (AnOther)
    // Green’s breathtaking silent protest leaves the audience in awe at his first solo show (texto + fotos) (Dazed)
    // The Cult of Craig is about to explode“, do Tim Blanks (Style)

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  • Égoïste!

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=bZ5a2JH_BVE]

    Comercial do perfume Égoïste da Chanel, dirigido por Jean-Paul Gode em 1990, pra linkar com o chat sobre fotografia, moda e publicidade do designer gráfico e diretor francês com o WWD –> leia aqui.

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