Filme de drama Um Milagre Inesperado emociona com história real de superação

Conheça a história real por trás do filme Um Milagre Inesperado, filme de hoje da Sessao da Tarde

Em meio a um mercado de cinema saturado de sequências de super-heróis e thrillers de espionagem, histórias reais de superação como “Um Miilagre Inesperado” (título original em inglês: “Penguin Bloom”), filme de drama lançado em 2020, oferecem um bálsamo raro.

Dirigido pelo australiano Glendyn Ivin, o filme é atração da Sessão da Tarde da TV Globo nesta quarta-feira (22 de outubro de 2025), a partir das 15h40.

O filme traz na sua história uma ode à resiliência humana, estrelado por Naomi Watts em uma performance sutil e transformadora, ao lado de Andrew Lincoln e Jacki Weaver.

Baseado no livro homônimo de Cameron Bloom e Bradley Trevor Greive, o longa não é sobre heróis invencíveis, mas sobre uma família comum que encontra propósito em um aliado improvável: um pássaro ferida.

Mais de cinco anos após sua estreia no Festival de Toronto, “Um Milagre Inesperado” continua a conquistar corações, com uma nota de 6.8 no IMDb e elogios por sua autenticidade emocional, provando que o verdadeiro drama não precisa de efeitos especiais para emocionar.

Baseado em uma história real

O filme de drama e superação é inteiramente baseado em fatos reais. A narrativa gira em torno da família Bloom, de Sydney, Austrália, e sua jornada após um acidente devastador em 2013.

Sam Bloom, uma enfermeira de neurociência ativa e apaixonada por surf e viagens, caiu de uma varanda instável em um hotel na Tailândia, durante férias com o marido Cameron – fotógrafo profissional – e os três filhos pequenos: Noah, Oli e Reuben.

A queda de cerca de seis metros fraturou seu crânio, rompeu os pulmões e quebrou a coluna vertebral, deixando-a paralisada do peito para baixo. Sam passou sete meses em reabilitação intensa, emergindo em um mundo que parecia irreconhecível.

O livro original, no qual o filme se baseia e publicado em 2016, captura fielmente esses eventos, com Cameron, inclusive, como consultora no set para garantir precisão. “Era como reviver o caos, mas com a chance de mostrar como o amor e a natureza nos reconectam”, comentou Sam em entrevistas.

A família real ganhou fama nas redes sociais (@penguinthemagpie no Instagram), onde postavam fotos e vídeos da ave Penguin interagindo com eles.

O filme anglicaniza levemente os diálogos para um público global, mas preserva a essência australiana, incluindo filmagens nas praias do norte de Sydney.

Sam Bloom da vida real, que inspirou filme de drama emocionante com Naomi Watts
Sam Bloom da vida real, que inspirou filme de drama emocionante com Naomi Watts

O que acontece na história do filme Um Milagre Inesperado

Narrado pelo filho mais velho, Noah, o filme abre com imagens vibrantes da família Bloom surfando nas ondas australianas, simbolizando a vida plena de Sam (Naomi Watts).

A viagem à Tailândia vira pesadelo quando Sam, encostada em uma grade de uma varanda, despenca para o chão de concreto abaixo. Despertando em um hospital tailandês, ela enfrenta cirurgias de seis horas, com hastes e parafusos estabilizando sua coluna, e o veredicto cruel: nunca mais andará.

De volta à Austrália, a família luta para se adaptar. Cameron (Andrew Lincoln) equilibra trabalho, paternidade e o esgotamento emocional; os meninos – Noah (Griffin Murray-Johnston), Oli (Pierce Gude) e Reuben (Abe Clifford) – carregam culpa e confusão; e a matriarca Jan (Jacki Weaver) oferece suporte prático, mas vê a filha afundar em depressão.

Sam se isola, questionando seu valor como mãe e esposa. A virada surge quando Noah encontra um filhote de pega (uma ave australiana inteligente e protetora) caído de um ninho, ferido e incapaz de voar.

Batizado de Penguin por sua plumagem preto e branco, o pássaro é resgatado e vira o catalisador improvável para a cura coletiva como milagre. Enquanto cuida de Penguin, Sam redescobre a alegria, e a ave, por sua vez, aprende a alçar voo – um paralelo poético à jornada da família.

Elenco do filme Um Milagre Inesperado

Naomi Watts, indicada ao Oscar por O Impossível (outro drama de desastre com ela no centro), entrega uma Sam crível e multifacetada: vulnerável sem ser vitimista, feroz em sua dor. Watts, que treinou com cadeirantes reais e mergulhou em terapia física para o papel, descreveu a experiência como “exaustiva, mas libertadora”, especialmente nas cenas de surf adaptativo.

Andrew Lincoln, conhecido como Rick Grimes de “The Walking Dead”, humaniza Cameron com uma mistura de estoicismo britânico e fragilidade paternal, destacando-se em momentos de confronto emocional com Sam.

Os jovens atores brilham: Griffin Murray-Johnston, em estreia, captura a angústia de Noah com maturidade surpreendente, enquanto Pierce Gude e Abe Clifford adicionam inocência autêntica.

Jacki Weaver, veterana indicada ao Oscar por Animal Kingdom, rouba cenas como a mãe prática e amorosa.

Destaque improvável? As oito aves treinadas por Paul Mander, que interpretam Penguin – aves reais, não CGI, treinadas para interagir com humanos, incluindo pousar no ombro de Watts (e, sim, ocasionalmente sujá-la).

Rachel House interpreta Gaye, a instrutora de caiaque que empurra Sam para além dos limites.

A mensagem por trás do filme Um Milagre Inesperado

No fundo, o filme de drama narra que a cura não apaga cicatrizes, mas as transforma em asas.

A ave, órfã e ferida, espelha Sam: ambas “caem” e renascem através de cuidado mútuo. O filme celebra a interseção entre humanos e natureza – magpies, vistas como “pestes” por alguns, tornam-se aliadas –, e o poder da família em silenciar o silêncio da depressão.

“O pássaro me mostrou que a vida continua, mesmo presa a uma cadeira”, disse Sam da vida real. Em uma era de isolamento pós-pandemia, época de lançamento original do filme, sua lição ressoa: vulnerabilidade é força, e pequenas conexões (seja um pássaro ou um abraço) podem erguer-nos.

Não é sobre “voltar ao normal”, mas construir um novo voo. Como Cameron escreveu: “O céu infinito não era nosso para dar – era dela por direito.” Para os Blooms, e para nós, o mesmo vale: libere-se, voe.

Como o filme Um Milagre Inesperado termina (com spoilers!)

O clímax é um voo duplo de liberdade. Após meses de cuidados, Penguin recupera a saúde e, em uma cena de tirar o fôlego na praia, alça voo pela primeira vez, planando sobre as ondas enquanto a família aplaude.

Inspirada, Sam aceita o desafio de Gaye: virar o caiaque intencionalmente na água, confrontando seu medo de afogamento (ecoando o acidente). Ela emerge triunfante, tossindo água salgada, mas rindo – um marco de aceitação.

Filme Um Milagre Inesperado é baseado em história real, assista de graça dublado em português

No aniversário de Sam, a família se reúne na casa de Jan, com Kylie (irmã de Sam) e Gaye presentes. Penguin retorna brevemente, selando o laço, antes de partir para a natureza selvagem. A cena após os créditos revela fotos reais: Sam competindo no Campeonato Mundial de Caiaque em Milão e se tornando campeã de surfe adaptativo. Penguin, na vida real, voou para sempre em 2015, mas seu legado perdura. É um final agridoce, não de cura total, mas de empoderamento: a paralisia permanece, mas o espírito voa mais alto.

Onde assistir ao filme Um Milagre Inesperado

O filme será transmitido de graça na TV Globo nesta quarta-feira (22/10), na Sessão da Tarde, a partir das 15h40. É possível assistir na televisão e também em streaming gratuitamente dubado em português, através do app Globoplay no mesmo horário de exibição.

Além da TV, o filme Um Milagre Inesperado também está disponível em streaming…

Curiosidades e bastidores da produção

Com orçamento de US$ 11 milhões, o filme é uma coprodução australiana que priorizou locações autênticas nas praias de Narrabeen e Avalon, em Sydney, ecoando o lar real dos Blooms.

Glendyn Ivin filmou em sequência cronológica para capturar a evolução emocional, usando câmeras handheld para intimidade. As cenas com Penguin exigiram coreografias meticulosas: os pássaros, resgatados de centros de reabilitação, foram treinados com recompensas de insetos, e um incidente hilário envolveu uma ave bicando o roteirista durante uma leitura.

A trilha sonora de Nigel Westlake, com toques folclóricos australianos, complementa a cinematografia de Ryszard Lenczewski, que contrasta o azul vibrante do oceano com tons cinzentos da depressão.

Lançado diretamente na Netflix após estreia no Festival de Toronto (onde ganhou aplausos por sua simplicidade), o filme recebeu elogios por evitar clichês de “milagre animal”, optando por realismo. No site Rotten Tomatoes, tem 72% de aprovação da crítica e 81% do público, que o chama de “lágrimas garantidas, mas inspirador”.

Oito aves reais foram usadas; uma bicou Watts com tanta força que parou as filmagens, e outra aprendeu a “beijar” a atriz no rosto. Elas foram treinadas por Paul Mander, que resgata aves na Austrália. Watts revisitou temas de trauma na Tailândia, como no filme “O Impossível”, mas aqui foca na jornada de recuperação pós-desastre. Ela produziu o filme para honrar histórias reais de deficiências.

O Livro que inspirou o filme emocionante

O filme é uma adaptação do livro homônimo, “Penguin the Magpie: The Odd Little Bird Who Saved a Family” (em português, “Pinguim, a Pega: O Pequeno Pássaro que Salvou uma Família”), escrito por Cameron Bloom e Bradley Trevor Greive e publicado em 2016.

Livro que inspirou o filme Um Milagre Inesperado, baseado em uma história real
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A obra, lançada pela editora australiana ABC Books, combina memórias pessoais com fotografias impactantes tiradas por Cameron, um fotógrafo premiado, que documentou a presença marcante da pega Penguin na vida da família.

Narrado em primeira pessoa, o livro alterna perspectivas entre Sam, Cameron e os filhos, oferecendo uma visão íntima do impacto devastador do acidente de Sam em 2013 e da lenta reconstrução emocional do clã. A prosa é direta, quase jornalística, mas impregnada de emoção, detalhando não apenas a luta de Sam contra a paralisia e a depressão, mas também os momentos de humor e ternura trazidos pela ave, que se tornou um símbolo de esperança.

O livro alcançou sucesso global, traduzido para mais de 10 idiomas, e sua popularidade foi amplificada pelo Instagram da família (@penguinthemagpie), que atraiu seguidores com imagens de Penguin interagindo com os Blooms.

Diferente do filme, que condensa a narrativa para 95 minutos e foca na jornada de Sam com toques cinematográficos, o livro mergulha mais fundo nos detalhes do cotidiano, como os desafios logísticos de adaptar a casa para a cadeira de rodas e as tensões familiares menos exploradas na tela, como a culpa de Noah por não ter evitado o acidente.

As fotografias de Cameron, em preto e branco e cores vibrantes, são um diferencial, capturando Penguin em momentos de intimidade – dormindo na cama de Sam ou empoleirada no ombro de Noah –, o que adiciona uma camada visual que o filme apenas recria.

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