Você já parou para pensar como dois caras que se conheceram aos 6 anos, com sobrenomes quase idênticos (Guerreiro e Guerriero), poderiam virar um dos duos mais irreverentes e viciantes da música latina atual?
Ca7riel e Paco Amoroso não são só uma dupla argentina de trap. São performance, humor ácido, fusão sonora insana e, agora, um álbum fresquinho chamado Free Spirits que está dominando playlists e conversas no mundo inteiro.
Lançado em 19 de março de 2026 pela 5020 Records, Free Spirits chega apenas um ano depois do EP PAPOTA (que rendeu Grammy e Latin Grammys) e do sucesso estrondoso de BAÑO MARÍA (2024). O disco tem 12 faixas, 38 minutos de pura adrenalina criativa e colaborações que ninguém esperava: Sting em “Hasta Jesús Tuvo un Mal Día”, Jack Black em “Goo Goo Ga Ga”, Anderson .Paak em “Ay Ay Ay” e Fred again.. em produções eletrônicas pesadas.
É o tipo de trabalho que mistura bossa nova, bachata, house, neo-soul, trap e até um toque de pop hindu sem soar forçado. É caótico? Sim. Genial? Totalmente.
A química que começou na escola e explodiu no Tiny Desk. Catriel Guerreiro (Ca7riel) e Ulises Guerriero (Paco Amoroso) cresceram em Buenos Aires. Se conheceram na aula de música, confundidos pela professora como irmãos. Um tocava violino e bateria em bandas de rock; o outro, guitarra, hip-hop e jazz.
Juntos formaram a banda Astor no início dos anos 2010, depois seguiram caminhos solo na explosão do trap argentino e se reuniram oficialmente em 2018.O verdadeiro estouro veio com o Tiny Desk Concert (2024), que viralizou e abriu as portas para Coachella, turnê nos EUA e reconhecimento internacional.
De lá para cá, o duo transformou shows em espetáculos: instrumentos ao vivo, figurinos excêntricos, clipes que parecem curtas-metragens e letras que falam de fama, ansiedade, sexo e mediocridade com um humor que dói de tão real.BAÑO MARÍA consolidou isso. PAPOTA (2025) virou conceito visual com um curta-metragem hilário. E agora Free Spirits leva tudo para outro nível: o álbum nasceu de uma ideia de “centro de bem-estar fictício” onde os dois chegam pós-Grammy Latino, ainda de terno Versace, para fazer terapia, dermaplaning e banho de gelo enquanto ouvimos trechos das músicas.
É marketing? É arte? É os dois ao mesmo tempo.
O disco fala de liberdade – artística, emocional, espiritual. Mas não é papo motivacional. É o duo rindo da própria cara, da indústria “botoxeada” da música latina e da pressão de ter virado famoso da noite pro dia. Paco já disse em entrevistas que o som deles é “degenerado” no melhor sentido: sem rótulo, sem medo de misturar.
O trap argentino sempre teve DNA forte, mas Ca7riel & Paco Amoroso fizeram algo diferente: trouxeram o experimentalismo do rock e do jazz para dentro do ritmo urbano.
Resultado? Um som que agrada quem curte Bizarrap, Duki ou Trueno, mas também quem ouve Rosalía, Bad Bunny ou até Queen (influência declarada de Ca7riel).No Brasil, o duo já tem milhões de streams, cobertura constante em sites como Noize e Tracklist, e o público brasileiro se identifica com a irreverência e a corporeidade das performances. São rockstars do trap latino, mas vão além: são artistas completos que entendem que, hoje, música, imagem e internet são uma coisa só.
E o melhor: eles não param. Mesmo depois de anunciar uma pausa no final de 2025, voltaram com tudo em Free Spirits. Quem acompanha sabe: o próximo passo pode ser um show no Brasil, um novo curta ou simplesmente mais caos criativo.Se você ainda não mergulhou no universo deles, comece por DUMBAI, passe por BAÑO MARÍA e caia de cabeça em Free Spirits. Garanto: vai ser difícil parar.
Ca7riel e Paco Amoroso não estão só fazendo música. Estão reinventando o que significa ser duo latino em 2026.
Ouça Free Spirits no Spotify agora e me conta: qual faixa você não consegue tirar da cabeça? O futuro do trap experimental já chegou, e ele tem sobrenome quase igual.
Atualizado em 17 de agosto de 2026. Quem faz: curioso profissional, publico conteúdo de moda, cultura e vida digital desde 2006. Entre em contato: [email protected].