Modelo usando look impossível é divertido para ver roupas improváveis se mexendo na “vida real”, mas look de modelo careta (naipe da Karlie Kloss) é bom também pra inspirar tradução de tendência — pensa então no casacão de terceira peça e na calça de cintura mais alta no lugar de tudo skinny; já a bolsinha Louis Vuitton só relembra de volta que nem tudo é pra todas.
Autor: TRAUM
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Young blood: conheça a Coperni, de Sébastian Meyer e Arnauld Vaillant

Com os olhos nas estrelas, mas os pés no chão: assim pode ser apresentado o trabalho da Coperni Femme, etiqueta francesa capitaneada por Sébastien Meyer e Arnauld Vaillant. Os dois se conheceram entre estudos e trabalhos na faculdade, em 2008; depois de experiências profissionais diversas e uma iniciativa própria de vida curta, uniram oficialmente as relações pessoais e profissionais no início de 2014, com as primeiras peças, o modelo de negócios e o novo nome, inspirado no olhar astronômico de Nicolau Copérnico. Em março seguinte, a Coperni foi lançada ao radar fashionista pela visão contemporânea, elegante e precisa da dupla para o que entraria no closet feminino no inverno 2014 internacional.
Enquanto supervisionava a entrega mais recente de um pedido para a Colette, Arnauld, a metade focada nos negócios, revelou em conversa com a Vogue Brasil que a jornada do último ano foi ponto alto de sua vida. “Galopante, assim vejo nossa evolução. Contamos com a aceitação de fashion players logo no início, o que me deixa muito, muito feliz”, revela. (…)
Leia a matéria completa no site da Vogue Brasil, clicando aqui! 😉

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Para Riccardo Tisci, diversidade não é tendência, é código da nova elegância da Givenchy

Quem segue Riccardo Tisci no Instagram sabe quantas vezes já viu #gang nos (quase todos) registros que mostram amigos e imagens da grife que comanda, a Givenchy. Na semana de moda de Paris de inverno 2016, o termo ganhou também os comentários imediatos sobre a nova coleção apresentada no domingo(08.03). A primeira associação foi levantada por causa das franjinhas coladas na testa em link direto com o visual das garotas latinas duronas dos anos 1990 de lifestyle embalado pelo hiphop, disseminado até para quem não era tão hardcore quanto a turma original (há quem tenha lembrado também da franjinha de FKA Twigs, sensação eletrônica recente que flerta com a época nas produções musical e fashion).
Relações como esta, que estabelecem pontes entre grifes de luxo e elementos da cultura urbana podem ser perigosas — no ano passado, uma apropriação de elementos da mesma estética chola foi questionada após a o verão 2014 da norte-americana Rodarte, em tom negativo. Perigoso também é optar repetidamente por fatores de risco em uma marca reconhecida pelo histórico de elegância de seu fundador. Hubert de Givenchy fundou a maison em 1952; no ano seguinte, consolidou a estética refinada e polida no corpo de Audrey Hepburn dentro e fora das telas, parceria das mais frutíferas entre a moda e o cinema. Ainda assim, Riccardo Tisci abraça os dois problemas com a propriedade de quem já conquistou sua street credibility. (…)
O desfile mais recente de inverno 2016 pode ser visto como um resumo informal da primeira década de Tisci no comando da marca; reúne também a paixão pela dramaticidade dark e romântica que ele revisita frequentemente — as linhas formadas pelas franjinhas ganham significado mais rico ainda agora? Mas é no liquidificador de referências improváveis que suas escolhas passaram a ganhar projeção para a moda além das araras. Desta vez, a variedade de modelos que compõe o casting, há tempos um dos mais ricos da semana francesa, aparece em nível avançado — chegar a ser difícil delimitar etnias sob as bijoux-piercings e as aplicações da beleza. Cabelos, make, styling, tons de cores, justaposição de peças e o impacto geral da mistura trabalham todos juntos para traduzir na passarela o leque amplo de quem é impactado pelas imagens, sejam eles os consumidores, a família de amigos famosos ligados à cultura do hiphop e ao universo das celebridade, os amigos pessoais, a mãe do estilista (sempre na fila A) ou quem se identifica com as minorias refletidas em suas criações.
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Léa Seydoux @ Miu Miu
A próxima Bond girl é uma das melhores starlets para encarnar a figura jovem e esperta que Miuccia Prada pensa para a sua Miu Miu. Vestido branco não precisa ser boho se ganhar dose cinematográfica de casaco de pele (improvável) e olho gatinho.
De Miu Miu.
Na fila A do desfile de inverno 2016 da grife.
Em Paris. -
Lou Doillon @ Chanel
Começa a virar consenso a ideia de que aquele streetstyle exibicionista já perdeu a graça. Melhor focar em look de parisiense como a Lou Doillon, que sabe fazer valer um look de camisa branca e jeans com casaco enriquecido (com cara de vintage) e um bom par de sapatos (Chanel) de charme masculino.
Na fila A do desfile de inverno 2016 da Chanel.
Em Paris -
Carmen Kass @ Chanel
Nunca é cedo pra aprender que uma jaqueta ou um casaco de tweed é ícone de elegância, mesmo quando está por cima de uma calça jeans, certo? A (musa) Carmen Kass mostra que sua pequena já aprendeu a lição na chegada à Brasserie Gabrielle com look coordenado.
De Chanel.
Na fila A do desfile de inverno 2016 da grife.
Em Paris. -
Paetêstyle: pre-fall brilhante da Dior de Raf Simons ganha as ruas (chiques)

Foi tão divertido ver Raf Simons repensar as linhas entre closet de festa e uniforme de trabaho na passarela que a Dior armou em Tóquio para o seu pre-fall que a imagem das malhas de gola alta de paetês ficou aplicada à minha memória. Bom então que o calendário de desfiles das grifes é tão sistematizado hoje em dia que já rolava uma certeza de que as lindas que ganhassem a fila A do inverno 2015 estariam vestindo looks da coleção anterior. Assim, depois de Felicity Jones no começo do ano, os flashes de porta de desfile foram refletidos nos looks das convidadas com as ditas malhas metálizadas (só que de lantejoulas).
Brincadeira dizer que a ideia chegou às ruas, mas os looks de Lorde, Olivia Palermo (que usou com jeans!), Stella Tennant e Lena Perminova fizeram meus olhos brilharem com as combinações. Olivia e Stella terminam a história como favoritas pelo contraponto de festa-rua mais originail, no paetê com jeans. Do jeito que Raf gostaria.



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Marni // Inverno 2016 (Milão)
É complicado falar de pele (e tá tendo tanta!); o problema do uso de qualquer matéria-prima animal é potencializado pelo caráter mais supérfluo da moda. Então aos fatos: a Marni nasceu de sua empresa-mãe fabricante de pele; se o clima é de retorno às raízes, elas voltam a ganhar foco no inverno 2016 da marca, desta vez desmembradas em patches retangulares ou em mangas de jaquetas e casacos. A fluidez dos pelos versus a sisudez do tecido e das costuras aparentes maximiza o instinto selvagem da coleção, para o bem e para o mal.
