Autor: TRAUM

  • Festival de Cannes 2015: o melhor do tapete vermelho, por uma atriz e uma modelo

    Sienna Miller, de Gucci, ao lado do bff de festival, Xavier Dolan

    Nove dias de premières, encontros com a imprensa e festas à noite em Cannes garantem uma leva boa de cliques dos mais fashionistas do ano. Em 2015, o festival de cinema teve uma atriz e uma modelo como musas do tapete vermelho; muita gente (e roupa) boa cruzou a Croisette, mas foi para Sienna Miller (com agenda intensa como um dos nomes do júri) e Natasha Poly (embaixadora da L’Oreal Paris) o título de gatas da vez.

    Se fosse preciso escolher apenas um de cada, ficaria com o longo de pipas Valentino da primeira, irreverente e fiel ao eterno “boho” associado à atriz, e o look arrasa-quarteirão da couture da Atelier Versace da segunda, do tipo “possível só para uma boa top”. Ainda bem que não é; reúno abaixo os melhores cliques de cada uma.

    De Valentino e de Sonia Rykiel
    Sienna de Balenciaga e Gucci nas presenças durante o festival e de Ralph Lauren no gala da amfAR em Cannes
    Looks de top: fashionismo máximo no Atelier Versace e tipo ‘golden girl’ de Michael Kors
    A. pe. nas.
  • Um alfinete com tecido vermelho

    P: E o que é este pedaço vermelho de tecido preso no moletom?
    R: É um símbolo dos protestos da [faculdade] Cooper Union — contra a cobrança de anuidade — com os quais estive envolvido. Passei meus dois primeiros anos fazendo basicamente isso, indo para protestos e paralisações; isso com certeza atrasou minhas horas de prática de estúdio [de arte]. Eu só ia às aulas quando não estava preso em um ambiente ou ocupando o escritório do presidente. Os protestos deram uma diminuída, agora se tornaram ações legais, com a escola sob investigação. Mas o tecido também serve como um bom acessório!”

    Do The Cut, aqui.

  • Nicolas Ghesquière amplia repertório da Louis Vuitton com resort 2016 em Palm Springs

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    As coleções resort tornaram-se, nos últimos anos, a chance de levar convidados de grife para aventuras tão diversas quanto os destinos escolhidos pelas clientes ricas que, em pleno inverno do hemisfério norte, precisavam de variedade no closet para as viagens de fim de ano (daí veio o nome de resort ou cruise collection). Depois de Mônaco, a Louis Vuitton desembarcou em Palm Springs, em pleno deserto americano, para o desfile mais emocionante de Nicolas Ghesquière até agora — o seu quarto no comando da maison.

    A grife sabe viajar bem; foi das malas que nasceu a casa, afinal. Desta vez, inspirado pela arquitetura da casa de Bob Hope, uma construção impressionante de paredes brutalistas e décor 50tinha, Ghesquière ampliou e suavizou o repertório de peças que fazem parte do vocabulário de estilo que desenvolve, pouco a pouco, desde 2014. Aí, junte o cenário, as linhas impressionantes da locação, o casting de nomes jovens e de belezas variadas e a trilha sonora afiada de Michel Gaubert com o olhar certeiro de quem sabe ditar o que é novo, luxuoso de forma contemporânea e de potencial desejável elevado em roupa de verdade e o resultado é uma jornada de arrepiar.

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    Legal ver como tudo se encaixa com as coleções que vieram antes — é nítida a construção de um guarda-roupa completo para a cliente Louis Vuitton na nova fase, um que ao invés de ser trocado a cada temporada, é incrementado e ampliado estação a estação. Novos tempos pedem novas regras de consumo. Tem pinta de novidade, claro: esta veio nos longos e saias fluidos que afrouxam as linhas duras dos vestidos A de antes (a assinatura vem nos recortes de barras-cintos e o umbigo de fora), nas jaquetas curtinhas e suéteres que ganham shape espacial do jeito que a gente gosta no Ghesquière, nos longos de couro do final, tão soltos quanto os de tecido do início, e nas hotpants absurdas que estariam prontas pra cruzar um pouco mais do deserto e cair num festival de música que acontece ali do lado. Na hora de navegar pelos cliques em close, vale olhar além dos novos modelos de Petit Malles (#dificuldades) e reparar no “$tyling” de bolsa com bolsa: uma Boîte com uma Twist, ambas de prints iguais; copiar a passarela implica em compra dupla.

    Com um espetáculo tão completo, você foca o olhar onde preferir, no que tiver mais apelo para você; esta tem virado regra de ouro em desfiles com oferta cada vez mais ampla de roupas e ideias na mesma passarela (vide outro resort de proporções ainda maiores que este, o da Chanel, na semana anterior). Ou então faz como eu: pega o vídeo, abre as fotos e revê muitas, muitas e muitas vezes, para dar conta de tanta coisa linda reunida de uma só vez na apresentação da #LVPalmSprings — se quiser caprichar no elogio, diz até que vê um talento de outro planeta, quase tão extraordinário quanto as histórias de abduções extraterrestres que rondam a região. Eu ajudo: disponho alguns bons cliques ao longo da página e o vídeo completo do desfile (com uma introdução mara!) no final. Boa viagem!

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    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=1C0vMQ6xEvM]

  • SNAPTEVÊ: Folheada comentada da Purple Fashion, edição verão 2015

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=g4m2xjcHL_M]

    A Purple é uma das minhas revistas favoritas pela visão de seu criador, o multitalentoso Olivier Zahm. Aí, quando coloquei as mãos na edição mais recente, a de verão 2015, resolvi compartilhar uns highlights daquela primeira folheada que a gente dá em cliques rápidos do Snapchat (xoxoguga lá, miadd). De lá, deu vontade de transformar em uma coisinha mais legal e aqui está a primeira produção original da TRAUMTV: o SNAPTEVÊ, com fotos das modas, das artes e dos personagens tão legais que a publicação reúne desta vez, todas acompanhadas por comentários pessoais. Na trilha, a faixa “Ader”, da banda Landshapes, que descobri hoje em um clipe que vale assistir também (aqui). Toca o play!

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  • Gala do Met 2015: vale tudo no tapete vermelho mais fashionista (e divertido) do ano

    Não procure discrição no tapete vermelho do Met 2015. Teve look fantasia, teve fast fashion com cara de cópia e Rihanna de couture chinesa para dar o que falar (e o que pensar). Na imagem, 11 dos looks que merecem destaque ou pelo fator de risco ou pela interpretação divertida/moderna/não-óbvia do tema, os dois quesitos da noite.

    Aos créditos: Anna Wintour (de Chanel couture), Sienna Miller (de Thakoon), Fan Bingbing (de Christopher Bu), Grace Coddington (de pijama), Chloe Sevigny (de J.W. Anderson), FKA Twigs (de Christopher Kane), Liya Kebede (de Phillip Lim), Jennifer Connelly (de Louis Vuitton), Dakota Johnson (de Chanel couture) e Ashley e Mary-Kate Olsen (ambas de Dior/John Galliano vintages). Alguma dúvida de que vale o clique na imagem para ampliá-la?

  • Rihanna @ gala do Met 2015: um vestido que não é só um vestido

    Getty Images/Vanity Fair
    Getty Images/Vanity Fair

    Entre longos que andavam na linha perigosa entre temático versus ofensivo e pirações fashionistas às quais o gala do Anna Wintour Costume Center do Metropolitan Museum de Nova York (vulgo gala do “Métxi”) tem direito, Rihanna causou comoção desde a entrada do evento na noite dessa segunda (04.05). A visão, ao longe, era a de uma pessoa minúscula, um casacão dono de uma cauda de efeito mais três pessoas auxiliando a movimentação dos envolvidos.

    O look é do tipo sensação — e amplitude tem virado termo fixo no vocabulário de estilo da popstar —, mas passada a empolgação, tem duas histórias que merecem sair de baixo dos panos. A primeira é o nome que assina o longo (mesmo): a estilista Guo Pei, único nome chinês vestido, com orgulho, por uma famosa de porte similar ao de Rihanna. Apelidada como “a Dior da China“, ela é famosa por looks trabalhados que acumulam cinco, seis dezenas de horas para ficarem prontos. O de Rihanna, como a própria contou à Vanity Fair durante sua chegada, levou dois anos de trabalho (e foi caçado pela própria por pesquisas na internet). O apreço pelas roupas que prepara lhe garantiu dois spots da exposição China: Through The Looking Glass, a mostra que o gala celebra na noite estrelada; ela é um dos poucos talentos locais prestigiados no museu com um longo dourado que levou 50 mil horas para sua confecção (e se mostra em expansão: acaba de anunciar uma linha de beleza em parceria com a M.A.C.). Entre tanta fantasia ocidental, foi esta a produção que mais levou a sério o tema da noite e passou mais longe dos resquícios esquisitos de apropriação cultural.

    É da atenção minuciosa à criação que vem a segunda história. A relação entre um olhar tão cuidadoso, que não abandona a tradição em seu processo criativo e de produção quase toda manual, em contraponto à imagem do país cuja indústria pasteuriza e barateia, a duras cargas de trabalho, qualquer que seja a indústria que passe por ali é uma discussão ótima a ser levantada com esta bola. Lembre que, na moda, são recorrentes os comentários sobre tecidos e roupas made in China em qualquer papo sobre concorrência de mercado ou processo ecologicamente e socialmente responsável.

    O tema da exposição, com a justaposição do que é histórico com o que é contemporâneo, o que é original com o que é pastiche, o que é fonte e o que é referência, não é ingênuo; se reflete até mesmo na disposição de looks que cruzaram as escadas da festa. Quando isso é levantado de forma tão expressiva na mesma foto da roupa que vira meme por parecer uma pizza, o encontro entre celebridade, moda, representação, internet e tapete vermelho só fica melhor ainda.

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  • Carey Mulligan @ sessão de 'Far From The Madding Crowd'

    Como o que aparece nas passarelas da Lanvin, o longo da atriz tem status de atemporal e é pontuado por dois acessórios combinados de impacto, colar e bracelete com pérolas. A lição é eficaz: não precisa de muito esforço para sair bem na festa (e na foto).

    De Lanvin
    Na sessão do novo longa
    Em Nova York

  • Rachel Weisz @ Variety's Power of Women

    Um terno para elas pode ganhar pontos de charme extra: print de poás, lenço tipo gravata, sandália de salto e um bom batom vermelho pra acompanhar.

    De Givenchy

  • Emma Watson @ TIME 100 Gala

    Para quem ainda não aprendeu, Emma Watson dá uma segunda aula. Com look de calça Dior, a atriz mostra novamente que peças refinadas, mesmo que as não habituais como as calças, ganham ocasiões que levam o dress code de gala até para o seu nome, basta algum detalhe que leve o elemento festivo para o look.

    De Dior
    No gala anual da revista TIME
    Em Nova York

  • Os comerciais de bolsa mais legais da temporada são da Autumn de Wilde para a Prada

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    O universo da fotógrafa e diretora Autumn de Wilde entrou na minha lista de favoritos por causa da proximidade que suas lentes ganham, a cada temporada, das coleções da Rodarte, com as fotos mais lindas de backstage das conterrâneas. Agora, outra grife das favoritas, a Prada, fez questão de captar o olhar sensível, de estilo e bem-humorado de Wilde para uma série de cinco filmes em torno da bolsa Galleria, os comerciais mais divertidos da temporada, todos linkados com o personagem de um carteiro. Um dos vídeos de The Postman Dreams está abaixo; outros dois, no hotsite da série, clicando aqui.

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