Relembre a linha do tempo do vídeo de Felca sobre adultização à prisão de Hytalo Santos
O caso envolvendo o influenciador Hytalo Santos ganhou notoriedade nacional a partir de 6 de agosto de 2025, quando o youtuber Felca (Felipe Bressanim Pereira) publicou um vídeo intitulado “Adultização”, com duração de cerca de 50 minutos.
Nesse conteúdo, Felca denunciou a exploração de crianças e adolescentes por criadores de conteúdo digital, destacando práticas que aceleram a maturidade precoce e expõem menores a situações inadequadas.
O vídeo rapidamente viralizou, acumulando milhões de visualizações e desencadeando debates sobre a proteção infantil nas redes sociais, com termos como “adultização” atingindo picos de busca no Google.
Hytalo Santos, um influenciador paraibano com mais de 12 milhões de seguidores no Instagram, foi o principal alvo das acusações de Felca. Desde 2020, Santos produzia conteúdos que envolviam adolescentes em danças sensuais, encenações de relacionamentos românticos e discussões sobre temas sexuais, frequentemente referindo-se a eles como “filhos” ou “turma do Hytalo”.
Relatos indicam que ele oferecia benefícios às famílias dos menores, como pagamento de aluguel, celulares e mensalidades escolares, em troca da participação em um suposto “reality show” nas redes. Essas práticas levantaram suspeitas de exploração infantil, trabalho infantil irregular e tráfico de pessoas, agravadas por denúncias prévias de vizinhos sobre festas com presença de menores, drogas e álcool em seu condomínio em Bayeux, Paraíba.
A repercussão do vídeo de Felca foi imediata e intensa. Em poucos dias, as contas de Hytalo em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube foram suspensas, por decisão da Meta ou judicial.
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O Ministério Público da Paraíba (MPPB), em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Civil, formou uma força-tarefa para investigar o caso, incluindo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado). Ações civis públicas foram ajuizadas para remover os adolescentes que moravam com Hytalo, proibir contato com menores e desmonetizar conteúdos.
O caso também inspirou propostas legislativas na Câmara dos Deputados e um projeto do governo federal para proteger crianças online, enquanto Felca relatou receber ameaças e adotou medidas de segurança.
As investigações avançaram rapidamente com buscas e apreensões em endereços ligados a Hytalo em João Pessoa, resultando na coleta de celulares, computadores e evidências de irregularidades.
Hytalo e seu marido, Israel Nata Vicente (conhecido como Euro), foram localizados em uma casa em Carapicuíba, Grande São Paulo, e presos preventivamente em 15 de agosto de 2025, em operação conjunta entre polícias de São Paulo e Paraíba. A prisão foi justificada por indícios de crimes como exploração sexual, lavagem de dinheiro e tentativa de fuga, com apreensão de oito celulares e um veículo de luxo. A defesa negou as acusações, afirmando inocência e disponibilidade para esclarecimentos.
Em 16 de agosto de 2025, Hytalo Santos e Euro passaram por audiência de custódia em Osasco, São Paulo, onde a Justiça manteve a prisão preventiva, citando riscos de destruição de provas e coação de testemunhas. Pedidos de habeas corpus foram negados pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, e a defesa planeja recorrer.
O casal pode ser transferido para a Paraíba, enquanto as investigações prosseguem, focando em esquemas de emancipação de adolescentes e uso de conteúdos para fins lucrativos. O caso continua a mobilizar opiniões públicas e autoridades, destacando vulnerabilidades na regulação de influenciadores digitais.
Para relembrar cada etapa da rápida ascenção deste caso, dentro e fora da internet, navegue pela cronologia dos fatos marcantes, desde o primeiro vídeo de Felca sobre adultização até a prisão de Hytalo Santos, compilada a partir de relatos jornalísticos.
Final de 2024
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) inicia uma investigação contra Hytalo Santos após denúncias de vizinhos sobre festas com presença de menores, drogas, álcool e preservativos encontrados no condomínio em Bayeux (Região Metropolitana de João Pessoa). Os relatos incluem barulhos, gritos e linguagem inadequada, afetando outros moradores.
6 de agosto de 2025
Felca (Felipe Bressanim Pereira) publica no YouTube o vídeo “Adultização”, com cerca de 50 minutos, denunciando a exploração de crianças e adolescentes por criadores de conteúdo.
O vídeo expõe casos, incluindo o de Hytalo Santos, que desde 2020 produzia conteúdos com adolescentes em danças sensuais, encenações de namoro e perguntas sobre sexo, chamando-os de “filhos” ou “turma do Hytalo”. O vídeo viraliza rapidamente, alcançando milhões de visualizações.
7 de agosto de 2025
O vídeo de Felca atinge cerca de 20 milhões de visualizações no segundo dia, ganhando repercussão nacional e mobilizando debates sobre exploração infantil nas redes sociais.
8 de agosto de 2025
A conta de Hytalo Santos no Instagram (com mais de 12 milhões de seguidores) é desativada. Não está claro se foi por decisão judicial, da Meta ou em resposta direta ao vídeo de Felca.
9 de agosto de 2025
Buscas pelo termo “adultização” atingem o pico histórico no Google, refletindo o impacto viral do vídeo de Felca.
11 de agosto de 2025
O MPPB, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Civil recomendam a suspensão de uma empresa de rifas e loterias ligada a Hytalo, por uso irregular de imagens de menores com conotação sexual. O MPPB entra com ação civil pública pedindo a suspensão dos perfis de Hytalo nas redes, desmonetização de conteúdos e proibição de contato com os adolescentes envolvidos. Uma força-tarefa (incluindo Gaeco) é formada para investigar.
12 de agosto de 2025
Revelações indicam que Hytalo fornecia benefícios a famílias de menores (como celulares, aluguel e mensalidades escolares) em troca da participação deles em conteúdos de “reality” nas redes. A Justiça da Paraíba concede liminar para suspender todos os perfis de Hytalo (Instagram, TikTok, Facebook e YouTube), remover adolescentes que moravam com ele e proibir contato com menores. O caso ganha atenção política: 32 propostas de lei são apresentadas na Câmara dos Deputados, e o governo Lula anuncia projeto para proteção infantil online. Felca relata receber ameaças e começa a usar carro blindado e seguranças.
13 de agosto de 2025
Polícia realiza busca e apreensão na residência de Hytalo em João Pessoa, mas encontra o local vazio, com itens de crianças espalhados e máquina de lavar ligada, sugerindo vazamento de informação. A Justiça de São Paulo autoriza quebra de sigilo de contas que ameaçaram Felca no X (ex-Twitter) e YouTube. O vídeo de Felca atinge 36 milhões de visualizações.
14 de agosto de 2025
Novas buscas são autorizadas em três endereços ligados a Hytalo em João Pessoa, resultando na apreensão de celulares e um computador. O marido de Hytalo, Israel Nata Vicente (conhecido como Euro), passa a ser investigado. Hytalo emite sua primeira nota oficial, repudiando as acusações, afirmando compromisso com a proteção de menores e dizendo estar em São Paulo há mais de um mês, disponível para esclarecimentos.
15 de agosto de 2025
Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente (Euro), são presos preventivamente em uma casa em Carapicuíba (Grande São Paulo) pela Polícia Civil de São Paulo, em operação conjunta com autoridades da Paraíba e federais. A prisão é motivada por indícios de crimes como tráfico de pessoas, exploração sexual infantil, trabalho infantil artístico irregular e lavagem de dinheiro. Durante a ação, oito celulares e um veículo de luxo são apreendidos. A defesa de Hytalo afirma inocência, anuncia pedido de habeas corpus e disponibilidade para colaborar. Felca agradece às autoridades em nota e se coloca à disposição para contribuir com as investigações.
16 de agosto de 2025
Audiência de custódia de Hytalo e Euro é marcada em Osasco (SP). O caso continua em investigação, com foco em possíveis esquemas de emancipação de adolescentes e uso de conteúdos para lucro.
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