Globo de Ouro 2018: primeiro a mulher, depois o look



Donatella Versace (Atelier Versace, vestida por Angelina Jolie e Oprah Winfrey)
A história de Donatella Versace ganhará lente de aumento com a estreia de American Crime Story: The Asssassination of Gianni Versace no próximo 17.01. A cada coleção recente, a estilista de histórico turbulento que assumiu o império do irmão reforça a luta pelo empoderamento feminino através de uma roupa de luxo de traços fortes e polivalente.

Miuccia Prada (Prada e Miu Miu, vestidas por Diane Kruger, Sadie Sink e Emilia Clarke)
A estilista italiana entrou para o negócio de couro do avô e foi responsável por tornar a grife em uma das mais respeitadas pelo meio. Discursos politizados sobre feminilidade, elegância, cultura, sensualidade e gênero são aguardados a cada nova temporada na passarela da grife-mãe, imortalizada na esfera de Hollywood pelo filme-sensação de 2006. A coleção mais recente injetou na cultura dos quadrinhos a força feminina.

Clare Waight Keller (Givenchy, vestido por Nicole Kidman)
O look antecipa a primeira coleção de alta costura da designer na maison projetada à fama (e a Hollywood) pelo entendimento da elegância de seu criador original. Depois do sucesso e do vigor criativo de alta impedância de Riccardo Tisci, Clare chegou à casa em 2017 com a missão de levar a visão feminina ao posto máximo de criação da marca.

Maria Grazia Chiuri (Christian Dior, vestida por Natalie Portman, Elizabeth Moss, Jessica Biel, Sally Hawkins e Michelle Pfeiffer)
Ao ser nomeada a primeira mulher no comando da grife francesa, abriu sua primeira coleção com frase em prol do feminismo e constante investigação dos valores que pautam as escolhas de moda das mulheres modernas. Nas passarelas recentes, equilibra respeito e desafio ao legado do estilista francês, cujo trabalho é um marco na história da moda por reativar a feminilidade dos guarda-roupas após a Segunda Guerra Mundial.

Natacha Ramsay-Levi (Chloé, vestida por Isabelle Huppert)
Leve, alegre, despreocupada. A trinca de adjetivos que definiu por tanto tempo a marca francesa ganhou injeção de vigor urbano, prático e múltiplo com a estreia de Natacha Ramsay-Levi na direção criativa. Combine com as diferentes traduções para “estilo feminino” da coleção de estreia para imaginar o quanto o primeiro voo solo da estilista francesa deve ser repercutido (e vestido) temporadas à frente.

Stella McCartney (vestiu Claire Foy)
Na agenda das principais semanas de moda internacionais, não existe ativista pelo meio ambiente como a estilista britânica. Além de dedicar-se à pesquisa de matérias-primas respeitosas, também tem a investigação do que a mulher-cliente de seu tempo precisa e quer vestir com bom-humor, talento e energia criativa como pilar.

Prabal Gurung (vestiu Issa Rae e Kerry Washington)
O estilista começou a traçar trajetória na moda americana mais firme depois de assumir a herança cultural do país dos pais, o Nepal, com coleção e campanha em prol dos sobreviventes ao terremoto que abalou o país em 2015. Dali, rumou para o apoio a causas importantes como a diversidade de corpos e o apoio a mulheres de trabalhos importantes no último ano com duas coleções dedicadas à força feminina.

Marc Jacobs (vestiu Tracee Ellis Ross)
Nome máximo de sua geração, transformou as culturas alternativas e a multiplicidade dos seus tipos de clientes em pilar do trabalho criativo autoral, surpreendente e com mais de vinte anos de histórico. Ficou famoso ao ser demitido da Perry Ellis pla injeção da onda grunge à tradicional marca norte-americana.

Christian Siriano (vestiu Debra Messing, Kelly Clarkson, America Ferrara e Christina Hendricks)
Saído de um reality-show, o estilista norte-americano abraçou o trabalho em prol da diversidade de corpos relegada, até hoje, a escanteio pelos mecanismos oficiais da moda internacional nos últimos anos. Veste quem tem dificuldade de encontrar marcas e roupas criadas para corpos fora do tamanho 40.

Raf Simons (Calvin Klein, vestida por Sarah Paulson e Millie Bobby Brown)
Em sua chegada aos Estados Unidos para novo emprego em 2017, transformou o trabalho na gigante (e mercadológica) marca americana em aula de discurso geopolítico e cultural na moda. Como background, carrega passagens de sucesso, cravadas na história da moda internacional, pela Jil Sander e Christian Dior além da investigação dedicada à juventude e seus questionamentos na linha homônima masculina, lançada em 1995 e responsável por inúmeros hits de streetwear copiados a exaustão.